segunda-feira, março 31

e que tal se...

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... houvesse um pouco de magia nas nossas vidas!




Que sensação tão estranha!...

Até parece que hoje cheguei mais cedo no gabinete!

sábado, março 29

gabinetêvê [3]

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Sem espinhas !...


sexta-feira, março 28

os jovenzinhos

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O menino quer playstation. A gente dá.

A menina quer telemóvel. A gente também dá.

A criancinha birra porque não gosta da sopa. A gente dá o que ela quer.

A criancinha quer hambúrgueres, pizzas, pipocas e coca-colas. A gente olha para o lado e ela incha.

A criancinha quer usar adidas e nikes. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e não pode ser diferente.

A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.

Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.

É então que a criancinha, já um jovenzinho, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade em guloseimas e a outra metade em joguinhos e “toques”.

O jovenzinho já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-lo porque ele já tem uma vida stressante, de estudante.

Crescem a ver os Morangos com Açúcar, cheios de “não me toques”, e exigem sempre dos papás. Agora, já não lhes basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente, capricho de adolescente.

O jovenzinho, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de “independência”. A rebeldia é o máximo. Radicaliza-se e desrespeita o outro. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, as tarefas domésticas são “uma seca”.

Um dia, na escola, uma professora exige respeito, tenta pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte. O jovenzinho, que ainda é uma criancinha, fica traumatizado, revoltado. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se e chora, diz-se vítima de abuso escolar. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em loucuras de shopping center, correm para a escola e espetam duas lambadas bem dadas na professora “que não tem nada que se armar em mãezinha, pois quem sabe do meu filho sou eu”.

Na minha adolescência, a geração dos meus pais dizia "Ai, esta juventude está perdida..." Eu achava este comentário muito injusto. Hoje dou por mim a dizer o mesmo da actual juventude...

quarta-feira, março 26

1%!... ena tanto...

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Sócrates, mais sua comitiva, iam correndo numa rua quando o primeiro ministro se viu apertado para urinar:
- Eh pá! Estou aflito, o que eu faço?
- Faz aí mesmo, senhor primeiro ministro. Nós fazemos uma barreira!
Nisso, um guarda que passava viu o acto na via pública.
- A...hã! Apanhei-o! Isso é atentado ao pudor! Ops, desculpe senhor primeiro ministro, não vi que era o senhor…
- Não, sôr guarda, a lei é para todos. O que eu estava fazendo é errado e você vai me multar e até prender se for o caso…
- Senhor primeiro ministro, não vou prender o senhor…
- Vai sim, se estiver na lei…
- Não, não vou…
- Vai!
- Senhor primeiro ministro… O senhor já fez tanta cagada, acha que eu vou prendê-lo por uma mijadinha de nada?

terça-feira, março 25

piadas de borla

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Nesta vida de competição, se te derem um pontapé no “cú” não te preocupes, é sinal que vais à frente…

As hierarquias são como as prateleiras, quanto mais altas mais inúteis!

Se o chefe fosse um arquivo electrónico, a extensão seria .fdp

Os trabalhadores mais incapazes são sistematicamente promovidos para o lugar onde possam causar menos danos: a chefia...

Meu grande sonho é ser pobre um dia, porque ser todos os dias é lixado...

segunda-feira, março 24

diga o que quiser

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opções

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O máximo de liberdade que o ser humano pode aspirar é escolher a “prisão” na qual quer viver. Pode parecer paradoxo mas é uma verdade irrefutável. A liberdade é uma abstracção, não é uma roupa velha, azul e desbotada que se veste. É sim a nudez total, nenhum comportamento para vestir. No entanto, a sociedade não o deixa sair à rua sem um crachá de identificação pendurado ao pescoço.

O casamento pode ser uma prisão. A paternidade, a pena máxima. Um emprego que rende um mísero salário acorrenta só pelo receio de o perder, impede-o de arriscar novos voos. O mesmo se pode dizer de um cargo bem remunerado. Tudo o que lhe dá segurança ao mesmo tempo o escraviza. Viver sem laços igualmente o pode reter. Uma vida mundana, sem dependentes para sustentar, o céu como limite: prisão também. Depois vem um sentimento vazio de passar o resto da vida sem experimentar a delícia de uma vida amorosa estável, o conforto de um endereço certo e a imortalidade alcançada através de um filho.

Se nem a estabilidade e a instabilidade nos tornam livres, aceitemos que a liberdade de escolher a nossa própria "prisão" já é, em si, uma vitória. Nós é que decidimos quando seremos capturados e para onde seremos levados. É uma opção consciente.


sábado, março 22

três em um...

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...a escola, a poesia, a primavera.



à Páscoa... volto amanhã.

sexta-feira, março 21

é de páscoa

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A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo.

Pois para mim, a Páscoa significava férias escolares, as visitas aos padrinhos e o folar, bem como a reunião familiar ao almoço no Domingo com aquelas sobremesas diferentes. Já perdeu o sentido há muito tempo.

No natal para além de vermos as pessoas que mais gostamos, temos a consoada e os presentes. É sempre uma data que lembramos. Mas a Páscoa é diferente. É só um feriado, nem tem dia certo. Mas tem toda a história do coelho que põe ovos, das amêndoas coloridas e até sem amêndoa e os chocolates, muitos chocolates, desde os m&m´s aos mega ovos kinder. As crianças sim, adoram a Páscoa mas não entendem o que está em causa.

Tão cedo não iremos ter uma Páscoa tão cedo. Este ano coincide com o início da Primavera o que é um facto raríssimo. A Páscoa é sempre no primeiro Domingo, depois da primeira lua cheia, depois do equinócio de Primavera, este ano a 20 de Março. Esta datação da Páscoa baseia-se no calendário lunar que o povo hebreu usava para identificar a Páscoa judaica, razão pela qual a Páscoa é uma festa móvel no calendário romano. Este ano a Páscoa acontece mais cedo do que qualquer um de nós irá ver alguma vez na vida! E só os mais velhos, do que 95 anos, viram alguma vez uma Páscoa tão temporã. A próxima vez que a Páscoa será tão cedo como este ano, 23 de Março, será no ano 2228, daqui a 220 anos. A última vez que a Páscoa foi assim cedo foi em 1913. Na próxima vez que a Páscoa for um dia mais cedo, 22 de Março, será no ano 2285, daqui a 277 anos. A última vez que foi em 22 de Março foi em 1818. Por isso, ninguém viu ou irá ver uma Páscoa mais cedo do que a deste ano.

Hummmmm. São servidos de um ovo de chocolate?

quarta-feira, março 19

pai

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É sonhar, sentir, renascer;

É cuidar, dizer presente mesmo ausente;

É contentar-se em ser coadjuvante, deixado para depois, importante;

É formar sem modelar, ajudar sem cobrar, educar;

É amar;

É saber brincar e zangar;

É segurar a mão, ter força para o levantar se ele cair ao chão;

É ajudar na gramática, fazer parte da temática;

É dar um puxão de orelhas, prudente, consciente;

É ser influente sem se impor, ser confidente;

É compreender mesmo sem entender, admoestar e perdoar;

É ser ultrapassado, contestado, mesmo não se sentindo renovado;

É aprender errando, sorrir desculpando;

É dizer que a experiência só adianta a quem a tem, e só se tem vivendo;

É ser herói na infância, exemplo na juventude e amigo sempre;

É não esperar recompensa, mas ficar feliz quando chega;

É ser pai outra vez, avô que não nega.


terça-feira, março 18

voltar ao tibete

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"Fale a verdade, seja ela qual for, clara e objectivamente, usando um toque de voz tranquilo e agradável, liberto de qualquer preconceito ou hostilidade".


Dalai-Lama

domingo, março 16

gabinetêvê [2]

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O

sexta-feira, março 14

acordo ou não acordo !!!

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Seria ótimo se na ação correta da atual dição afetiva entre lusófonos ouvesse uma ipótese de efetivar um contato percetível. De fato este aspeto é umanamente incorreto e contrarregra convitamente a nossa onestidade inteletual .

Perceberam?

Não, não são erros ortográficos. São apenas algumas das novas palavras que farão parte do futuro Dicionário de Língua Portuguesa, segundo o acordo ortográfico da língua portuguesa que o Conselho de Ministros aprovou na segunda proposta de resolução e que será depois conduzida à Assembleia da República. O Governo decidiu adoptar medidas de transição por um prazo de seis anos. As modificações propostas no acordo devem alterar 1,6 por cento do vocabulário de Portugal, de acordo com especialistas, e o alfabeto deixará de ter 23 letras para ter 26 com a incorporação do “k”, “w” e “y”...

Trrrrrimmmmmm..... Trrrrrimmmmmm..... Trrrrrimmmmmm.....

Desculpem... telefone.

Estoouuuu...

Oi galera, tudo bem?

É isso aí, pessoal! Estamos sabendo, desde já, que estão adotando o acordo ortografico, né?

É muito bom, mesmo! Quero parabenizar as pessoas que tiveram a brilhante idéia de acertar este novo acordo ortografico, melhorando aquele feito em 1991, certo?

Assim, a lingua portuguesa brasileira, passará a estar muito mais prôxima dos paizes que falam esta mesma lingua.

Considero otima a ideia de acertar coisas inuteis como letras mudas, acentos, hifens, palavras e verbos compostos, pois tudo isso é uma droga, né?

Aí galera, vamos colocar o pessoal das favelas a falar o mesmo portugues que nos falamos, o portugues acadêmico, né?

Aqui fica o batismo da nova versão da lingua portuguesa!

Tchau, pessoal


quinta-feira, março 13

ditados do século 21

Partilhar Recebi por e-mail estes novos ditados, com sotaque do braziu, e que quero compartilhar. São simplesmente geniais:

A pressa é inimiga da conexão.
Amigos, amigos, senhas à parte.
Antes só que em chats aborrecidos.
A arquivo dado não se olha o formato.

Diga-me que chat frequentas e te direi quem és.
Para bom provedor uma senha basta.
Não adianta chorar sobre arquivo deletado.
Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse.

Em terra off-line, quem tem um 486 é rei.
Hacker que ladra, não morde.
Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.
Mouse sujo se limpa em casa.

Melhor prevenir do que formatar.
O barato sai caro. E lento.
Quando a esmola é demais, o santo desconfia que tem vírus anexado.

Quando um não quer, dois não teclam.
Quem ama um 486, Pentium 5 lhe parece.
Quem clica seus males multiplica.
Quem com vírus infecta, com vírus será infectado.

Quem envia o que quer, recebe o que não quer.
Quem não tem banda larga, caça com modem.
Quem nunca errou, que aperte a primeira tecla.
Quem semeia e-mails, colhe spams.

Quem tem dedo vai a Roma.com .
Um é pouco, dois é bom, três é chat ou lista virtual.
Vão-se os arquivos, ficam os back-up

Que acham?

quarta-feira, março 12

edição extra

Partilhar Chego eu do expediente e tenho 2 miminhos da Olá, "importados" do Brasil, à minha espera.



- "Oba... Oba... mais dois para a caderneta de cromos... prémios".




Como tive um dia fantástico, e estou bem disposto, aqui vai um vídeo assim-assim!...


video

alternativas

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As bicicletas vêm ocupando uma maior evidência nas ruas das cidades em todo mundo. Estes "veículos" de duas rodas são encarados como parte da solução na actual crise económica e ambiental na economia de recursos naturais e da falta de espaço citadino. Aproximadamente 10 bicicletas ocupam o espaço de um único automóvel...

Cada vez mais se têm promovido o seu uso para desafogar o trânsito, o Metro permite a sua entrada e transporte, os municípios abrem trilhos e constroem ciclovias com maior frequência, algumas empresas já utilizam bicicletas nos seus serviços e divulgam os seus benefícios.

Além de ser um excelente meio de transporte, pode nos levar ao trabalho, à escola, à farmácia, à praia, uma ideal solução para deslocamentos de curta distância. Contribui também para a qualidade de vida das pessoas pois é um instrumento de lazer, terapia e de brincadeiras. Não é novidade para ninguém que andar de bicicleta vicia. As endorfinas que o corpo produz acabam por se transformar numa necessidade dos praticantes e consequentemente potenciar a prática da actividade física.

Especialmente aos fins-de-semana, nas ruas marginais de Gaia, Porto e Matosinhos, vejo um crescente número de praticantes, de todas as classes etárias, conscientes da importância que a utilização da bicicleta tem para o seu bem estar.

Perguntam-me então: - "E à chuva, também pedalas?".

Bom…! Quem anda à chuva molha-se, e se tiver que ser... não é nada que uma quente caneca de chá com mel depois não resolva!

domingo, março 9

e porque não!...

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...os dias todos do ano merecerem as mulheres todas deste mundo!



sexta-feira, março 7

relacionamentos

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Neste oceano de relações que é a nossa vida, é inevitável que se criem vínculos: amizades, carinhos, respeito, cordialidade, preocupação… Mas, por essas mesmas relações às vezes ficamos vulneráveis. São atitudes nossas que não encontram a receptividade esperada, são preocupações que só aumentam a energia desajustada dos problemas e são as palavras, muitas palavras, que dizemos ou que nem dizemos, para não magoar mais, para não ferir, para não ser conivente, ou aumentar as coisas que já estão em desarmonia.

Alguns de nós são do tipo que falam demais, vomitam palavras sem contexto, palavras que parecem nem vindas do pensamento. Despejam tudo, inconfidências, palavras e sinais, sem se dar conta do resultado final e que gere mal entendidos, acusações, silêncios.

Outros de nós são do tipo que falam bem menos, não “se metem”, meditam bastante sobre o que dizer, têm cautela excessiva e acabam perdendo a oportunidade do momento certo para falar. Têm medo de se expor, receio de se magoar e de magoar, mais medo ainda de não ser aceite, e muitas vezes falam só o que o outro prefere ouvir, resultando um discurso politicamente correcto, incoerente, vago.

No entendimento e relacionamento familiar, de amizades ou de grupos sociais a habilidade de comunicar deve ser cuidada, falar apenas aquilo que precisa ser falado, nem uma letra a mais, que é para não “se meter onde não precisa”, e nem uma letra a menos, para não ficar com algo “entalado na garganta”!

Muito poucos de nós são bons na arte de comunicar, e mesmo assim em poucos momentos! E já que a vida não tem roteiristas, e somos nós mesmos que falamos “de improviso”, um pouco mais de atenção aos desequilíbrios da nossa comunicação poderá facilitar nas relações, gerando mais empatias e bem estar.

quinta-feira, março 6

gabinetêvê [1]

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A vida dos animais segundo o

Homem



"O Homem não é o único animal que pensa.

Entretanto é o único que pensa que não é animal."


terça-feira, março 4

bolhão

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A Câmara Municipal do Porto, ou esse senhor que lá manda, quer transformar o Mercado do Bolhão, um dos símbolos da cidade invicta, em mais um centro comercial. O "negócio" implica a demolição do interior do edifício, mantendo apenas a fachada e levando assim ao desaparecimento das bancas de venda tradicionais, das suas vendedeiras, dos seus pregões, dos seus cheiros, dos seus sons e das suas cores. Da verdadeira natureza portuense.

O Bolhão há muito que está em crise e reclama obras urgentes de beneficiação, mas os sucessivos governos municipais não se têm mostrado interessados em rejuvenescer o mercado, criar condições condignas aos seus vendedores e clientes e assim preservar a essência deste património da cidade.

Sábado passado fui lá. Entrei quase sem perceber que pode bem ser a última oportunidade de voltar a sentir o Bolhão tal como é. Velho, humilde, húmido e nosso. Aqueles odores inebriantes logo se entranharam em mim. Observei as rugosas faces de preocupação disfarçadas com aquela alegria e modo atrevido de nos cativar: "quer alguma coisinha, amor?" O pregão solta-se fácil do sorriso da vendedeira, que nos acolhe de mão na cintura e banca carregada de fruta fresca para vender. Sentir o cheiro a alho, ver o peixe “vivinho” na mão das regateiras e as colheres de pau empunhadas na conquista da freguesia. Em nenhum outro local da cidade se sente o coração da gente e o que é realmente ser tripeiro. É triste que alguém prefira o esforço mínimo (e mais rentável) à nobre intenção de guardar o Bolhão para as novas gerações.

Haverão outros promotores interessados em recuperar e preservar as tradições e o património humano. Não entendo que outrora pessoas ilustres contestaram um plano de pormenor e hoje, afogadas num rio que desagua com uma surdez ensurdecedora, não se manifestem desta intenção de destruir, e com isso permitir que outro centro comercial nasça na baixa da cidade, dando mais uma facada no comércio tradicional.


Oh Mercado do Bolhão,
Àgua o deu do chão p'ra fora
E nenhum rio parvalhão
Te há-de arruinar agora.

Dizem que é o progresso
Que é grande evolução
Isto é mas é retrocesso
E cega destruição

Aqui a invicta cidade
Nunca passou tantos perigos
Cuidado! O Rio ‘inda há-de
Vender a torre dos Clérigos

Bolhão, mercado do povo
Dos pregões e vendedeiras!
Não mais um shopping novo
Sem couves, tripas e alheiras

Bolhão das bancas abertas
E dos pregões convincentes
Grandes ganâncias despertas
Aos tais que afiam os dentes

E se eles afiam os dentes
É por causa salafrária
Que lhes põe as mãos tão quentes?
Especulação imobiliária!

Em vez do Bolhão do povo
Na baixa e zona central
Quer a Câmara um centro novo
De lixo multinacional

E em vez das vendedeiras
E das pequenas lojinhas
Serão só ” boutiques” cheias
De mil inúteis merdinhas

Mas cá a gente do burgo
Que se impôs pelo Coliseu
vai é mandar pastar o burro
Do rio p'ra lá de Viseu

E este marco do Porto
Não deixemos destruir
O Bolhão não será morto
Se nos soubermos unir!

Quadras retiradas daqui.

domingo, março 2

riscos

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Rir é correr o risco de parecer tonto.

Chorar é correr o risco de parecer sentimental.

Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de se mostrar.

Defender seus sonhos e ideais é correr o risco de desiludir.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.

Tentar é correr o risco de fracassar.

Mas os riscos devem ser corridos,
Porque o maior perigo é não arriscar nada.
Não fazer nada, não ter nada e não ser nada.
Quem corre riscos é livre!

desafio

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A
Xanda convidou-me para um desafio, ao qual tentarei corresponder. Consiste em revelar o significado que diferentes coisas têm para mim, uma espécie de "se eu fosse..."



Um mês: Abril; Um dia da semana: Domingo; Um número: 16;
Um planeta: Terra; Uma direcção: Norte; Um móvel: Cama;
Um liquido: Água; Um pecado: Gula; Uma pedra: Seixo;
Um metal: Aço; Uma árvore: Todas; Uma fruta: As sumarentas;
Uma flor: As cheirosas; Um clima: Bom;
Um instrumento musical: Guitarra; Um elemento: Ar;
Uma cor: Azul e Branco e Preto e...;
Um animal: Todos, desde que não dependam de mim; Um som: Mar;
Uma canção: Várias, em vários momentos; Um perfume: Não tenho;
Um sentimento: Amor; Um livro: Vários, em vários momentos...
Uma comida: Todas da minha mãe; Um lugar: Casa; Um gosto: Pedalar;
Um cheiro: Da pele; Uma palavra: Amiga; Um verbo: Viver;
Um objecto: Chave de casa; Uma peça de roupa: Jeans;
Uma parte do corpo: Boca; Uma expressão: Sorriso;
Um desenho animado: O pequeno Viking;
Um filme: Vários, em vários momentos; Uma forma: Física;
Uma estação: Primavera; Uma frase: "Não deixes para amanhã..."

Isto de escolher um entre vários é difícil, pois não sou muito de... os gostos vêm e vão! Cada coisa tem sua beleza, importância e qualidade, dependendo do momento que vivo.