quarta-feira, novembro 30

todos temos um pouco de Tom Sawyer!

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Ao recordar-nos que passa hoje o 176º aniversário do escritor Mark Twain, o Google fez-me recuar 30 anos. Saltam-me à memória as Aventuras de Tom Sawyer e Huckleberry Finn. Na década de 80 a RTP apresentou a série que melhor descreveu as histórias de Mark Twain. Com dobragem em Português, esta série ficou no imaginário da nossa infância.

Tom Sawyer, publicado originalmente em 1876, é a personificação do rapazinho traquina que cada criança quer ser: livre, aventureiro, moral e inteligente. Ser pirata e descobrir tesouros é o seu sonho. Nascido no coração do Sul, no Missouri, Tom assemelha-se ao seu autor Samuel Clemens (o verdadeiro nome de Mark Twain), quando novo: um rapaz reguila, incapaz de viver na rotina, espirituoso e possuidor um forte sentido do bem e do mal. Tom é órfão, vive com a sua tia Polly e com os seus primos. A coisa que mais detesta é a de ter que ir à escola, de andar de sapatos e ao Domingo ter de ir à missa. Para ele a vida seria sempre uma aventura. Adora ir pescar na companhia do seu melhor amigo Huck e faz tudo para conquistar o coração da sua amada, Becky Tatcher, que também sente um fraquinho por ele. Numa das suas imensas aventuras, os dois amigos dirigem-se ao cemitério e tornam-se involuntariamente testemunhas de um homicídio, quando o índio Joe matou Dr. Robinson. O índio incrimina Muff Potter, seu parceiro como ladrão de sepulturas. Assustados, Tom e Huck, que assistiram a tudo, fazem um pacto de silêncio. Entretanto o corpo do doutor assassinado e a faca sangrenta são descobertos, Potter é apanhado e implorando ajuda a Joe, o Índio deixa que ele seja preso. Tom, movido pela culpa e pelo ressentimento, encontra-se com Huck, remam uma jangada para uma pequena ilha do Mississipi e passam lá a noite. Na manhã seguinte descobrem que as gentes da cidade procuram alguém que se tenha afogado e Tom apercebe-se que é por eles que andam à procura! Levam a farsa adiante, fazendo acreditar que realmente estão mortos. Assistem aos seus próprios funerais e ouvem as coisas maravilhosas que são ditas após a sua aparente morte… e a história continua.

Este encantador conto ressalta a excitação e folia da juventude e, o melhor de tudo, faz-nos lembrar momentos vividos na nossa juventude recheada de curiosidade. Todos temos um pouco de Tom Sawyer!


terça-feira, novembro 29

reposte [15] papel, massa, graveto, pilim, tusto, cacau, guito, carcanhol... aéreos!

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Força do trabalho, meio usado na compra de bens e serviços. A vida depende sempre do dinheiro. Se andasse por aí a perguntar se o dinheiro traz felicidade, alguns diriam que sim, mas aposto que a larga maioria diria que não, claro que não! Como quase tudo na vida isso é muito relativo. Depende sempre da perspectiva que cada um tem, da forma de estar na vida e do que espera dela. Se a felicidade poderá estar em coisas abstractas como no amor e na amizade, na saúde e na família, naquilo que o dinheiro não deverá comprar, temos necessidades materiais que contribuem para a felicidade, bens que só o nosso velho amigo e sumido dinheirinho pode comprar, se o encontrarmos na carteira ou no extracto bancário, claro está! Eu procuro ter a minha felicidade centrada em algo abstracto, e muitos dirão o mesmo, mas dependeremos sempre do vil metal, tanto para subsistirmos como para garantirmos algum conforto e prazer, serve para alcançar algo que nos propiciará alguma felicidade ou a possibilidade em fazer outros felizes. A minha felicidade é também ver que posso oferecer alguma felicidade aos outros e o dinheiro, fruto do meu trabalho, ajuda-me, às vezes! Está a chegar o fim do ano. Saudemos então aquele que veio ao mundo só para nos salvar, o subsídio de Natal... Salve, salve... aleluia, salve...

- Pssst... Paulo, ó Paulo, então não sabes que o coelhinho foi com o subsídio de Natal e o palhaço num comboio ao circo.

Ah pois foi, já não há dinheiro para as bombokas!!! Olha, sejamos felizes à mesma.


segunda-feira, novembro 28

um Estado de Graça com graça

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Ana Bola, Eduardo Madeira, Joaquim Monchique, Manuel Marques e Maria Rueff, são os actores que dão vida aos personagens que vão irrompendo no ecrã. O elenco é do melhor e têm proporcionado uma grande risota com os principais temas da actualidade nacional e internacional. Emitido nas noites de domingo na RTP1, é um programa cheio de humor e com uma sátira acutilante, capaz de reunir toda a família à sobremesa. É uma saudável alternativa aos reality-shows das privadas e os seus scteches, bem escritos e magnificamente representados, oferecem-nos momentos bem dispostos, fazendo por minutos esquecer tanta desgraça. Simplesmente a não perder.


quinta-feira, novembro 24

é não era!?

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Não ter que conviver com responsabilidades é uma maravilha. É ter uma vida calma, pacata. É não ter que pensar no imediato. É maresia que enche os pulmões. É não ter que ficar se questionando se temos ou não temos. É não ter que justificar uma contradição. É nos julgarmos inteligentes só porque sim, sem explicações. É não ter que tentar entender filosofias, mesmo com lógica. É o tá-se bem em toda a sua plenitude. É deitar sem preocupações. São bicicletas, borboletas, campos floridos e bailarinas em topless. É, foi sonho em devaneio. É um soneto de notícias que embala os ouvidos. É o raio do despertador que sempre acorda ao amanhecer. É não ter que enfrentar o espelho e um chuveiro de água fria. - É... Ó mor, cortaram o gás!


este blogue está hoje também em greve

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Se bem me lembro
,
passa precisamente hoje um ano da última greve geral que, depois de matutada reflexão, achei por bem não aderir, cumprindo o que na altura a minha consciência reivindicava.

Nunca antes em seis anos de governo o xôr inginheiro ficou realmente incomodado com alguma greve ou mega-manifestação a ponto de mudar as suas políticas. Em resultado das manifestações, greves ou capacidade negocial dos sindicatos, nenhuma reivindicação séria foi atendida. Pois nesse dia passado há um ano eu não fui grevista, e não o fui apenas porque seria mais um a engrossar a contabilidade estatística dos sindicatos. Que me desculpem as pessoas envolvidas nos sindicatos e demais ingénuos que acham que estes ainda resolvem alguma coisa, mas o que precisamos é de acção, atitudes correctas e bem dirigidas, na defesa daquilo que consideramos justo e não ao serviço de organizações sindicais que tentam controlar as massas trabalhadoras ao seu serviço (talvez por isso os sindicatos nunca me seduziram).

As políticas das últimas legislaturas foram um desastre do qual não creio que iremos recuperar tão cedo. Credibilidade é o bem mais escasso no panorama político nacional, coisa que este governo não tem. Os sindicatos também não, mas estes não são os culpados da actual situação. Uma situação que é grave. Outro problema são as Merkels e os Sarkozys. As políticas perversas e austeras que o governo delineou, mãos dadas com a troika, escolheram mais uma vez o seu bode expiatório, o funcionário público. O Estado cobrador de impostos, mais uma vez, nos deixa a todos na mão. Pela forma obstinada e arrogante com que tem atiçado a opinião pública contra uma classe profissional inteira, denegrindo-a, explorando pretensos privilégios, criando intencionalmente desigualdades e desavenças no panorama social onde, ao invés, deveria haver uma união de consensos.

Esta greve, com todos os seus efeitos e defeitos, acaba por ser incontornável. Há nela um efeito de unidade que não pode nem deve ser ignorado, menos ainda num momento como este. Às vezes temos de abalar isto. Devemos demonstrar a indignação que sentimos face ao comportamento da classe política que nos gere. Perante a brutalidade do assalto a resposta tem de estar à altura. Mesmo que não dê em nada alguma mossa deverá fazer. Avancemos não com vista ao imediato mas com um horizonte mais alargado. Vamos vingar o 13º mês, vamos fazer qualquer coisa, vamos engrossar as estatísticas. Está convocada mais uma greve, geral como outras. Nesta altura de miséria volto a colocar-me perante a mesma questão: Servirá para alguma coisa? Não serve, mas esta eu faço.


quarta-feira, novembro 23

anstelle von autos, fahrrädern…

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Se o tio Google me traduziu isto bem, quererá dizer “Em vez de carros, bicicletas…”

(Deputados do Partido Pirata (Piratenpartei) posam para a foto no edifício do
parlamento de Berlim a 19 de Setembro de 2011. (THOMAS PETER - REUTERS))

A notícia é requentada mas ainda circula ao ritmo de pedalada por toda a Internet (o mesmo que dizer por toda a parte). O Partido Pirata alemão, pequena força política que teve recentemente a maior votação da sua história, conhecido sobretudo por defender uma política mais aberta e transparente, o direito à informação, à cópia gratuita de conteúdos na Internet (na origem do seu nome está, aliás, uma campanha da indústria musical contra a pirataria) teve um sucesso tão grande nas eleições de Berlim que surpreendeu até os próprios membros do partido. Eles abocanharam 9% dos votos o que lhes reservou o direito a alaparem-se em 15 cadeiras no Parlamento e prometeram fazer furor a nível nacional. Para começar, os recém-empossados deputados enviaram uma carta ao senador Ehrhart Körting dispensando os carros oficiais a que teriam direito e, no lugar deles, os novos políticos pediram 15 bicicletas e bilhetes dos transportes públicos. Os piratas explicaram que um carro com motorista para cada um custaria 93 mil euros por ano. Como foram eleitos 15, os custos anuais iriam para mais de 465 mil euros, enquanto as bicicletas custarão 30 mil euros, válidas por tempo indeterminado. Segundo eles, a troca dos carros por bicicletas poderá economizar o orçamento em cerca de 369 mil euros.


terça-feira, novembro 22

coruja bonita...

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Podia ter um gato, um cão, mas não...


segunda-feira, novembro 21

deadlines: creatividade vs tempo

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Como explicar aos clientes que ser criativo leva tempo? Uma agência hungara, a Kreativ Magazin, teve a ideia de demonstrá-lo de uma forma simples e divertida. Os resultados falam por si.

Tradução:

Os nossos clientes querem que façamos mais trabalho em menos tempo.

Como podemos fazê-los entender que, para ideias novas e eficazes, precisamos de mais tempo?

Enviamos este filme para lhes mostrar como funciona a criatividade.



Para examinar a ligação entre criatividade e tempo, saímos à procura das pessoas mais talentosas do mundo.
Pedimos que completassem este desenho
em apenas 10 segundos.

O tempo limitado foi apenas suficiente para a primeira ideia.

Mas o que acontece se nós lhes dermos 10 minutos para a mesma tarefa?

Como resultado, descobrimos: a criatividade não é inspirada pela pressão de tempo, mas pela liberdade, o lúdico e a diversão.

quinta-feira, novembro 17

apeteceu-me

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Apresei o Outono. Porque ele é esquivo. Fugaz prelúdio do último floreio. Derradeiro suspiro do que está prestes a cessar de existir. Origem de um tapete tecido de folhas em momentos de cor, de amor. Guardei o Outono. Para mais tarde, na Primavera, emergir brotos e botões, explodir de vida e renascer.

(porque ontem o encontrei à porta de casa)


Se Lisboa cheira bem, com um perfume da bela terra do meu pai vai cheirar ainda melhor.


(clicar para aumentar)

No final será oferecido o tradicional "Douro de honra" (Porto de honra)

Vem participar e conhecer uma terra mágica! - Mós (Vila Nova de Foz Côa)


quarta-feira, novembro 16

tragam o disfibrilador

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Eu e certamente todos vocês há muitos anos que contribuímos para uma empresa. É uma tal empresa dispendiosa e, talvez sem intenção, talvez sem interesse, somos donos dela. Desde que nascemos dela depende muito da nossa existência. Os alicerces sustentadores, as bases estabelecidas na nossa sociedade, estão apoiados nessa tal empresa. Como já devem ter percebido, o nome da empresa é Estado e a nossa contribuição diária denominada de imposto. Pagamos e não bufamos. Como qualquer empresa prestadora de serviços, pretendemos que esta retribua com o retorno desse nosso investimento, em nosso benefício. Mas falando francamente, a administração que plebiscitamos é muito má. Aliás, vendo bem a questão, não houve qualquer Governo que fosse alguma vez bom gestor e administrador da receita. Apenas prescreve e exige do dador cada vez mais sacrifício.

“Eu pago os meus impostos para ficar aqui o dia inteiro e não arredo pé até ser vista por um médico”, reclama a utente.

O senhor ministro da Saúde, por sinal ex-director-geral dos impostos e ex-administrador de uma tal empresa de capitais, acha que tem a receita milagrosa. Ele mesmo diz que quer tratar da saúde aos portugueses. Como? Depois dos medicamentos, das análises e dos transplantes, diagnosticou a doença que o Estado padece. Descobriu que há 1000 especialistas a mais nos hospitais! Sim senhor, sem esses mil médicos no SNS ele vai reanimar o orçamento. Será que não há por aí um doutor que meça a febre do senhor ministro?

Portugal está muito doente, esperemos é que não o matem da cura.