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- Então! Agora há portagens?
- Há... mas são verdes!
sexta-feira, outubro 15
por via da dúvida
poste do paulofski 3 que não esperaram em silêncio
quinta-feira, outubro 14
esperança
poste do paulofski 5 que não esperaram em silêncio
quarta-feira, outubro 13
exercício de imaginação
Encerrado o expediente dos chamados dias úteis, desligo o computador e saio na tarde luminosa deste sol outonal, a tempo de aproveitar o tempo. Poderão dizer que sou um sortudo. Pois sou, e ainda que me seja difícil narrar com fidelidade toda a gama de sensações, cheiros, cores, sons, temperaturas, paisagens, descobertas, reflexões e alguns sustos pela azelhice dos automobilistas, tenho um chão imenso à minha frente para as rodas tocarem.

Sempre gostei de ter a minha solidão. Uma pequena necessidade de me encontrar só por uns momentos, só meus. E na bicicleta encontro as forças que necessito para pensar, reflectir com destino, o mesmo de sempre. O caminho poderá ser longo, a estrada tortuosa, mas esta minha via verde incentiva-me a seguir, a prosseguir no pedal e a chegar lá, apreciar um olhar, absorver as alegrias que recebo nos seus sorrisos. Olá Mãe, olá Pai.

Sempre gostei de ter a minha solidão. Uma pequena necessidade de me encontrar só por uns momentos, só meus. E na bicicleta encontro as forças que necessito para pensar, reflectir com destino, o mesmo de sempre. O caminho poderá ser longo, a estrada tortuosa, mas esta minha via verde incentiva-me a seguir, a prosseguir no pedal e a chegar lá, apreciar um olhar, absorver as alegrias que recebo nos seus sorrisos. Olá Mãe, olá Pai.
E o Sol contempla-me agora com os seus braços de fogo, com o cheiro morno de mar, e nem o vento perturba essa paz e toda a perfeição da natureza. O tempo parece caminhar lentamente e o astro despede-se com o seu lindo espectáculo, enxergando-me o caminho de volta. As pessoas deviam aprender a apreciar estas maravilhas. Reclamam sempre das suas vidas, têm medo da solidão e procuram qualquer coisa que lhes dê sentido aos dias. Não percebem a arte que é viver, simplesmente viver, sem precisar procurar tesouros perdidos nem… hããã, o qu'é isto!Desculpem, fui acordado pelo telemóvel!...
Estou...poste do paulofski 3 que não esperaram em silêncio
segunda-feira, outubro 11
triste época
Opinião preconcebida, formada e realizada geralmente em forma de uma atitude discriminatória perante pessoas, culturas e tradições. É a pior forma de autoritarismo social de uma sociedade doente. Causado por pura ignorância, porque o outro é diferente, pensa diferente, comporta-se diferente. É uma generalização superficial da razão e o ponto de partida para um juízo errado e gerador de conflitos agressivos, marginalização, isolamento e medo. A sociedade é impaciente, as pessoas não pensam pela sua própria cabeça e não tentam compreender o outro. E com o desconhecimento pejorativo, surge uma das faces mais tristes das relações humanas: o preconceito. De uma forma ou de outra já todos fomos vítimas de uma atitude preconceituosa. Para além de todo e qualquer tipo de fobias que possam haver em relação às pessoas, eu pensava que a pior seria quando alguém, por motivos de saúde, se via de repente vítima de tais atitudes preconceituosas perante outro que considerava ser seu amigo. Mas quando eu vi esta notícia não pude deixar de sentir vergonha por viver numa sociedade que se diz moderna e para quem a simples identidade de uma pessoa não merece sequer um pingo de respeito. "Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito", disse Albert Einstein. Mas afinal, vinda de onde vem esta partialité nem se estranha assim tanto!
(para ver a notícia clicar nas letras azuis)
poste do paulofski 7 que não esperaram em silêncio
sexta-feira, outubro 8
de molho!

O alerta era amarelo e agora já é laranja. Qualquer que seja a cor que a Protecção Civil queira dar a este mau tempo, pelo menos já estou no bem-bom. Deixei o guarda-chuva a pingar, larguei os sapatos à porta, todos ensopados naquela poça da fotografia, e estendi as calças a secar. Roupão e chinelos nos pés! Ora venha de lá esse chá aromático e não esquecer as torradinhas, ó faxabôre. Vão-me saber muito bem, como estes próximos dois dias inteirinhos a chonar. Bem, lá se foram os planos das pedaladas, mas também não se pode ter tudo, né?
Bom fim de coiso...
Bom fim de coiso...
poste do paulofski 7 que não esperaram em silêncio
quinta-feira, outubro 7
histórias de vida

Para ele era um trabalho. Todos os dias vinha a pé desde o bairro social até à baixa da cidade. Ficava das sete da manhã à noite, ali na mesma avenida, serpenteando entre carros estacionados e sinais de proibição. Cumpria o seu horário, suportava pacientemente a cara feia dos dias, recebia muitas negas e algumas moedas, dadas com má vontade. Era ao ar livre que as conseguia, de jornal enrolado na mão e acenos espalhafatosos a desenrascar os condutores que passavam por si. E não lhe faltavam clientes, nem concorrência. Muitos saiam do carro de olhos fixos no chão, não querendo ser importunados por nenhum marginal ou drogado. Ignoravam a realidade daquele homem. No final do dia ele juntava o apurado. Dezanove euros e alguns cêntimos que dava à mulher sob o olhar curioso dos seus seis filhos. Um pequeno tesouro se amontoava ali, e tudo era para eles. Roupa e comida na mesa. Um dia lhes dirá como arrumou as suas vidas.
poste do paulofski 4 que não esperaram em silêncio
terça-feira, outubro 5
parabéns sôdona República

Quase todo o Portugal celebrou nesta data o centenário da velha senhora. A aniversariante nunca teve uma vida facilitada. Para além de nascer de parto difícil, passou por conturbados momentos na sua infância e puberdade. Na seguinte fase da sua existência, o intitulado "Estado Novo" fez-lhe a vida dura ao longo de negros anos. Abril clareou-lhe os dias de liberdade e esperança. Enterrou na sua história a dita dura e, ao lado do Povo e da Democracia, a velha senhora tem sobrevivido em sã convivência. Para quem tem cem anos até que está bem conservada. E agora, mais que nunca, compete-nos a nós mantê-la de boa saúde e fazê-la seguir os seus preceitos, não permitir que o Governo faça marcha a ré na sua função, pública.
poste do paulofski 5 que não esperaram em silêncio
segunda-feira, outubro 4
efeitos secundários de uma manhã de segunda-feira

Aqui na instituição, de dois em dois anos, temos a Consulta de Saúde Ocupacional, uma espécie de Inspecção Periódica Obrigatória que nos revira dos pés à cabeça. Analisam-se fluidos corporais, medem-se tensões acumuladas, auscultam-se os bofes e o motor. Há dias fui à revisão dos 16.000 para hoje, manhã bem cedo, voltar lá e me informarem se estaria aprovado, ou seja, saber os resultados. Após uns minutos de suspence e depois da médica não tirar os olhos do processo e ler todos os relatórios, sou acordado do meu entorpecimento matinal: Ó homem, você vende saúde! Por momentos até fiquei a pensar que seria uma boa notícia mas, depois de ver a cara da médica, percebi que neste país isso de vender saúde nunca iria ser um negócio rentável!
(foto: science-diet)
poste do paulofski 10 que não esperaram em silêncio
sábado, outubro 2
tu também?
Oh pá... se eu gostava de ir, mas infelizmente não estarei lá. E aos fãs que terão o privilégio de assistir ao concerto dos U2, hoje ou amanhã em Coimbra, epá, divirtam-se muito, comigo ou sem... migo!
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sexta-feira, outubro 1
reposte 6 [a cidade por outros caminhos]
A noite estava excelente. O jantar que esteve previsto deu lugar a um par de horas de convívio no Peter´s, com o copo de Gin a acompanhar. Acabamos por chegar mais tarde do que eu previa, mas foi bom, muito bom. Adoramos rever o jove e simpático casal, Rafeiro e Gata, de visita ao Porto e de passeio por um dos lugares mais emblemáticos da metrópole tripeira, que me confessaram gostarem muito. Viajar é viver. Um bom regresso e até a um próximo encontro.
Republico o post do lugar mais emblemático, a Ribeira:
(fotos da Internet)
... é perante este cenário que procuro descansar por alguns instantes as minhas pernas dos pedais. Detenho-me hipnotizado e admiro-o, sobranceiro, lá na outra margem de um encanto genuíno. O meu Porto, velho e rude, típico e tradicional, com tanto ainda para descobrir. É lá, na Praça da Ribeira, do Cubo, o ponto de partida para esta viajem, de palavras, através dos tempos entre o antigo e o contemporâneo, no contemplamento de um olhar, tendo o Douro como companhia. Da zona ribeirinha se avista a Ponte de Luís I, a Serra do Pilar, o Cais de Gaia, os barcos Rabelos. Olhando em redor, revive-se o passado nas famosas arcadas do Muro dos Bacalhoeiros, o que resta da Muralha Fernandina construída no século XIV e a velha praça, guardiã dos sentimentos das gentes da Invicta. Até ao Postigo do Carvão, nas suas ruas estreitas e das mais antigas da cidade, ladeadas de seculares habitações, algumas recuperadas, a maioria deterioradas, aqui e ali, há tascas de comes e bebes e casas de comércio que oferecem a simpatia da gente tripeira. A casa da Filha da Mãe Preta, a Canastra da Ribeira, Peza Arroz e o D. Tonho servem à mesa os mais intensos e tradicionais sabores da região. Uma escultura de baixo relevo relembra o trágico acidente da Ponte das Barcas ocorrido há 200 anos e uma das figuras mais marcantes da história portuense, o Duque da Ribeira, a cidade não esquece e presta a sua homenagem num busto de bronze. "Duque, símbolo e sentido, testemunha e protagonista da vida da Ribeira". Restam dois obeliscos da antiga Ponte D. Maria II, vulgarmente conhecida como Ponte Pênsil, ali mesmo ao lado da Ponte Luís I, sua substituta. Da autoria de Teófilo Seyrig, sócio de Eiffel, esta travessia de aço, dupla e elegante, recentemente adaptada para a utilização do metro, é o elemento principal e harmonioso que caracteriza a deslumbrante paisagem entre as duas cidades. Na Praça da Ribeira e no Cais de Gaia estão atracados barcos turísticos, réplicas modernizadas dos típicos barcos Rabelos, que possibilitam pequenos cruzeiros onde se pode usufruir de uma vista privilegiada das duas margens e uma experiência memorável ao sabor de um gratificante cálice de Vinho do Porto.
poste do paulofski 4 que não esperaram em silêncio



