quinta-feira, outubro 27

reposte [13] numa esquina perto de si

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Porque infelizmente são cada vez mais...

Algures, algumas vezes, já todos “tropeçamos” neles. Cruzamo-nos com seres humanos, pessoas que vivem na rua, que estendem a mão e nos pedem algo mais do que apenas uma moeda. Viramos-lhes a cara, fazemos de conta que não estão ali, mostramos desconforto e até sentimos nojo. Indiferentes, prosseguimos o nosso caminho, recusando ver a realidade que nos fere a alma e a consciência. É deprimente e chocante ver estas pessoas que bateram no fundo da sua condição social e às vezes humana, espezinhados pela vida, pela miséria, pela sociedade e pela injustiça. Por trás daquelas expressões vagas estão homens e mulheres, que já sem condições nem meios, tentam ainda manter um resto de dignidade e nos dão uma lição de coragem, de força e humildade, a todos nós que prosseguimos preocupados com as nossas pequenas aflições.

Ajudar reveste muitos gestos, muitas maneiras, muitas mãos, muito trabalho, muitas associações e todas valem a pena. Muito mais importante que a moeda, a comida e a roupa que possam receber, eles querem alguma atenção, querem quem fale com eles e que os ouça. Muitos provavelmente trocariam a esmola por um pouco de carinho. A solidão é brutal. Devemos o apreço e um profundo agradecimento aos que se preocupam, a todos aqueles que ajudam e se interessam, não só no Natal como no resto do ano, porque eles estão lá, sempre...


3 comentários:

Teté disse...

Como bem referes no início deste texto, temo que sejam cada vez mais... :(

Bom fim de semana!

ps - obrigada pela dica, vou ver o que consigo corrigir. ai, ai...

ψ Psimento ψ disse...

É sem dúvida uma realidade assustadora e que aumenta de dia para dia...
Infelizmente retrataste-a muito bem. A indiferença das pessoas para com estes seres humanos chega a ser cruel. Contudo é importante saber ajudar e contribuir para o mendicidade com uma moeda não é a melhor forma. Existem dezenas de instituições (incluindo no Porto) que precisam sempre de mais um par de mãos para ajudar da forma certa.
Abraços

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Regressei há poucas horas do Porto ( sim, na sexta lá estive no Dragão, mas sai frustrado...) e na sexta-feira dei uma volta a pé pela cidade.Pareceu-me que há cada vez mais gente nessa situação e, curiosamente, quando um me veio pedir um cigarro, (pedido a que não pude corresponder porque fumo pouco e não ando normalmente com cigarros no bolso)entabulei conversa.
Quando, depois de tomarmos um café e ele ter comido um "lanche", o deixei, pareceu-me que estava mais confortado com a conversa do que com a comida.
Tens toda a razão, Paulo. Toda a gente se sente muito aliviada por dar esmola, mas poucos tem tempo para dar um pouco de conforto a quem precisa.