quarta-feira, agosto 17

a Ribeira...

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... fervilha de gente que emborca fluidos debaixo da brisa fresca de Verão a acomodar o estio. Sorrisos e poses para máquinas fotográficas que passam de mão em mão. Os ares do rio douram as pedras e ecoam sons que ressoam nas arcadas. Há um certo misticismo na ambiência pouco lavada e cuidada das lages das labirínticas e estreitas ruas. Tudo parece um sonho em que ninguém te conhece mas alguém pode ousar meter conversa contigo. Podemos navegar no Douro nos seus muitos barcos de recreio e apreciar as suas margens repletas de turistas, de cor, de artistas, de movimento. Podemos passear a pé, admirando o casario colorido de roupas estendidas ao vento que assiste indiferente a tudo o que se passa. Podemos apreciar as várias bancas e lojas de artesanato abertas ao público com muitas peças artísticas de interesse. Podemos até descansar à sombra e degustar uma típica francesinha e um fino esperto numa das muitas esplanadas do cais. Saborear um cimbalino bem tirado e deliciar a vista acompanhado dum cálice de Porto. Sentir a história desta bela cidade tendo sempre a noção que ali algo de mágico pode acontecer.

4 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

E quase sempre acontece, Paulo... quanto mais não seja o espectáculo mágico da soberba paisagem.

Teté disse...

Uma paisagem muito bonita, sem dúvida. Fizeste-me lembrar o "Porto Sentido" de Rui Veloso... :)

Laura disse...

Se há algum lugar no Porto, é este que adoro, fica fácil sair do combóio e seguir a pé para lá, acho a parte mais mistica da cidade, e ainda há semanas lá fui com meus sobrinhos da África do Sul que não conheciam o Porto, eram duas da manhã, estávamos ali e chegou uma revoada de gaivotas, cheias de sonoridade a luz batia em cheio, foi algo esplendoroso, mágico, e, a essa hora, mergulharam nas águas, ah, coisa mais bela iluminadas pela lua e pela luz...

beijinhos da laura

Rafeiro Perfumado disse...

De longe a minha parte favorita do Porto. Já uma vez tive de lá estar, por motivos profissionais, a ler um jornal e a beber um sumo. Quase tive vontade de telefonar para me descontarem o dia...

Abraço!