terça-feira, fevereiro 22

testemunho a pedal [2]

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Os meus percursos a pedal podem não ser diários mas são variados. A descoberta é ilimitada. Tanto dá para esporadicamente pedalar até à escola, para as reuniões da Associação de Pais, para ir ao Dragão actualizar a filiação, ou simplesmente para apanhar ar nas trombas, a bicicleta encurta distâncias e junta o útil ao agradável. E o passeio que mais possibilidades me garante é o que faço sempre que vou a casa dos meus pais. De minha casa, na Prelada, desço a Avenida da Boavista até ao Castelo do Queijo. Aproveitando a nortada na marginal, da Foz à Ribeira é um instantinho. Bom, aí há sempre a possibilidade de seguir o rio até à barragem e atravessá-lo lá, mas desta vez estou preguiçoso e cruzo o Douro na ponte para entrar em Gaia. Sempre com a apaixonante tela invicta a acompanhar-me, faço um sprint pela Afurada até ao Cabedelo, reencontro o mar e sigo na orla até à Praia da Madalena para visitar a famelga, ou então para ir muito mais além. Outra pedalada mais ou menos regular é para o trabalho. E para arrepiar caminho, até porque marco o ponto às oito horas, opto por um destes dois trajectos a partir da Prelada: Depois de passar pelo Hospital, viro para o Carvalhido, sigo por Oliveira Monteiro, cruzo a Rua da Boavista até à igreja de Cedofeita e, a partir daí, qualquer direcção serve para o Jardim do Carregal. Este percurso tem o inconveniente do piso ruim e ruas estreitas, mas é quase plano, simples de fazer e encontro menos trânsito; A alternativa é entrar na Rua 5 de Outubro pela Estação de Francos, seguir cuidadoso para a Rotunda da Boavista, descer e subir Júlio Dinis, no Palácio viro para a D. Manuel II e voilá, eis-me no serviço 5km depois. Por aqui as ruas são largas, o piso é melhor, sobe um pouquinho e tem sempre bastante trânsito. Mas nem tudo são rosas quando se pedala na cidade. Há muita falta de respeito por parte de alguns condutores que não conseguem seguir a vida fora das suas caixas metálicas com vidros eléctricos e ar condicionado. Essas pessoas toleram um carro a mais nos incontáveis engarrafamentos, mas não costumam ver com bons olhos um ciclista desprotegido que se locomove à sua frente sem poluir. Mesmo sendo o ciclista um carro a menos! Acredito no entanto que se formos cada vez em maior número até estes se habituarão a conviver com os “maluquinhos” das bicicletas.

(e a pedalada continua…)


8 comentários:

Teté disse...

A fotografia é giríssima, do percurso entendi muito pouco, mas espero que ajude os teus amigos aí da Invicta a arranjar alternativas ao trânsito... :)

Rafeiro Perfumado disse...

Gosto da nova foto do perfil. Quanto ao desrespeito dos automobilistas pelos ciclistas, unam-se, pá, um dia serão mais do que eles. Mas nunca brinquem ao "let's play chicken", o carro é mais duro que a bicicleta.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Provavelmente já nos cruzámos alguma vez nesses percursos, Paulo. Mas eu não ia de bicicleta, certamente, porque nunca levo a bicicleta para o Porto.

paulofski disse...

Então com a prestimosa colaboração do Miguel e do seu extraordinário trabalho no 1 pé no Porto e outro no pedal, aqui está um mapa de precurso casa/trabalho.

paulofski disse...

Ajuda certamente Teté.

paulofski disse...

Ó Rafeiro, desde aquele belo fim de tarde em que enfiei os... a bicla na traseira de uma Renault 4L, que passei a brincar com mais cuidado! Uiii...

paulofski disse...

Provavelmente já Carlos, mas não te daria boleia. Eu apearia da bicicleta para te cumprimentar.

Kok disse...

Em passo acelerado na direcção do capítulo 3º