sexta-feira, dezembro 4

não, não estou com gases

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(vejam lá o videozito que está muito bom)



O que herdamos do passado e este presente que nos afigura, é continuarmos a não saber conciliar o desenvolvimento mundial e conservar a natureza e a biodiversidade. Deveria fazer parte da obrigação do ser humano preservar, respeitar os ecossistemas, manter as espécies. Para se desenvolver, o Homem não tem de destruir. Destruindo o meio ambiente não se desenvolve coisa alguma, gera-se apenas pobreza de um enriquecimento de curto prazo. As florestas tropicais são os pulmões do planeta, mantêm o estado de equilíbrio de todo um ecossistema, de toda a Bioesfera, e o uso irracional da floresta leva rapidamente à erosão, à desertificação, à destruição da vida. Cada vez menos pessoas vivem num meio natural, rural ou florestal e a preservação é uma realidade distante para as pessoas que moram nas cidades. Para muitas, as suas rotinas, necessidades, o seu quotidiano faz com que se esqueçam que a sua própria existência depende da preservação e respeito do meio ambiente, depende das florestas, da água, do ar. Daqui a 150 anos a temperatura do planeta registará mais três graus, o gelo irá derreter mais rapidamente e fará com que os oceanos subam e reduzam a área terrestre. Se os países mais ricos não chegarem urgentemente a um entendimento, a um compromisso ambiental para que reduzam drasticamente as emissões poluentes, industriais, rodoviárias, é um facto e não uma visão futurista. O meio ambiente faz parte do desafio social que nós temos.



Copenhaga não é longe mas a caminhada será longa! Se é para a semana que começa a Cimeira onde supostamente vários líderes mundiais pedirão desculpa... perdão, negociarão sobre o clima, o aquecimento global, supostamente salvar o que resta acordando reduzir as emissões de gases, já se sabe que está cada vez mais distante que venha a ter sucesso. Infelizmente parece cada vez mais certo que a cimeira de Copenhaga sobre as alterações climáticas não irá ter resultados concretos. Cada um puxa para o seu lado e ninguém pensa realmente na saúde do planeta. Os países em desenvolvimento, como a China e a Índia, defendem que países ricos como os Estados Unidos e o Reino Unido devem dar um "claro exemplo" na redução de emissões de gases como efeito de estufa. Na época de Bush, os Estados Unidos não ratificaram o Protocolo de Quioto com o argumento que a redução exigida por Quioto (menos 5% de emissões) iria "arruinar a economia dos Estados Unidos"!, além de não exigir reduções aos países emergentes. Viu-se! A economia americana arruinou-se, arrastou muitas outras e não foi por causa disso. As possibilidades de se alcançar um acordo aumentaram com a chegada de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos. No entanto, o presidente americano enfrenta um problema interno, já que o Congresso ainda não aprovou legislação para reduzir as emissões de CO2, o que se prevê vá colocar em causa um acordo em Copenhaga. Gostaria de esperar que algumas das medidas apresentadas fossem fortes e decisivas para realmente se darem verdadeiros passos para futuras reduções. A China como pais em desenvolvimento e actualmente o maior poluidor mundial deve tomar medidas concretas bem mais fortes. Os Estados Unidos, como maior país desenvolvido do mundo, deve assumir as responsabilidades do seu passado histórico de maior poluidor e adequar-se ao seu nível de desenvolvimento, repensar as suas metas para a redução das emissões até 2020. Tretas! Isto tudo não passará de mais tempo perdido, muitos milhões gastos em mordomias, em segurança histérica, em mega-manifestações, em suma, vão espalhar a confusão e enviar mais umas quantas toneladas de dióxido de carbono desnecessárias para a já mais que doente atmosfera. E mais uma teoriazita conspirativa para aquecer o ambiente: Alguns hackers acederam, através de um computador da Universidade de East Anglia (Reino Unido), a centenas de emails trocados entre conhecidos climatologistas britânicos e americanos, onde supostamente se discutem formas de manipular dados científicos para combater os argumentos dos cépticos e acentuar a ideia da origem humana do aquecimento global. E esta heim!

Bom, tenham pelo menos um quentinho fim-de-semana, ó faxabôre!

11 comentários:

Vera disse...

Ontem vi um programa na 2, da National Geographic, que descrevia o que cada pessoa gasta durante a sua vida em água; a quantidade de lixo que produz; a quantidade de roupa que compra (neste ponto não me sinto com peso na consciência, ah ah ah), e muitas outras coisas nas quais nem pensamos mas que dão cabo do Mundo que queremos (?) deixar para os nossos Filhos/Netos/Bisnetos.

Teté disse...

Assunto sério, a que esses governantes super-poderosos parecem ligar pouco!

Pronto, OK, não será para já, provavelmente nem para os nossos filhos. Mas que treta, se ficamos todos de braços cruzados agora, o futuro de novas gerações corre sérios riscos...

(isso de manipular informações, conforme as conveniências, já não é de agora, infelizmente!)

Bom fim-de-semana e beijocas!

Rafeiro Perfumado disse...

Tens dúvidas que a única teoria que vai prevalecer é "quem vier atrás que apague a luz"? Muitos cientistas defendem que já se atravessou o ponto de não retorno, e não se vê uma vontade nítida de mudar as coisas. Aprende a nadar, jove, porque o aquecimento e a subida das águas estão aí à porta!

Abraço!

Gi disse...

Muito sinceramente, acho que em tudo há lobbies e isso faz com que seja muito céptica em relação a tudo isto, de aquecimentos globais, arrefecimentos não sei de mais quê e por aí adiante.
Acho que, e isso tem mesmo a ver connosco, devemos não sujar e não suja-se que a seguir limpa-se.
Não sei se estou a fazer sentido, mas desde que o Planeta é Planeta sabemos que ouve grandes frios e grandes aquecimentos que acabaram com algumas formas de vida, que acabaram com seres humanos, que deram origem a outras formas de vida e o Planeta ainda existe e, estou em crer, que continuará a existir.

FM disse...

Pois! Mas, infelizmente, continuamos adormecidos, no que diz repeito ao AGIR.
Abraço.

Patti disse...

Está bestial o vídeo e é tempo mesmo de todos virarmos para o mesmo lado.
O problema não é esse, é mais o que diz a Gi. Cada um até faz mais ou menos o seu papel, os nossos filhos têm já uma atitude de preocupação com o planeta que nós não tínhamos.
A questão é que os 'grandes' dizem-nos uma coisa e vai-se a ver, fazem outra oposta.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Vou a Cpenhaga, com a sensação de que é uma perda de tempo. Ninguém quer pôr em risco o crescimento económico dos seus países, arrumam a questão para debaixo do tapete e os descendentes que se amanhem. É assim desde 1992 ( foi, apesar de tudo, a Cmeira em que se registaram mais avanços) e não me parece que em Copenhaga vá ser diferente. Ainda por cima, ao contrário das anteriores, vai realizar-se num país de clima frio...

Hapi disse...

hello... hapi blogging... have a nice day! just visiting here....

PB disse...

Estou de acordo contigo, Paulofski.
Votava em ti, amigo! ;)
Abraço

PS - Desculpa a ausência, ando mesmo aflito de tempo...

Tó disse...

Num País como o nosso em que (quase) tudo está 20 anos atrasados em relação à Europa, pelo menos neste tema do Ambiente, tenho notado alguma preocupação e algumas medidas passarem à pratica, e hoje estamos na linha da frente em relação a alguns items, como as renováveis, e uma linha de rumo para os veiculos não poluentes...
Não chega, é perciso mais,muito mais para que o processo do aquecimento global seja reversivel, mas não me pareçe possivel uma mudança de mentalidade ...somos por natureza, invejosos, vivemos em "seitas" fechadas no seu pequeno mundo que só acautelam o seu bem estar, sem olhar olhar para o planeta como um todo.

Infelizmente só uma grande catástrote (bem ao estilo Português de "Casa roubada trancas à porta")vai agitar mentalidades, mas nessa altura será tarde de mais.

Parabéns pelo texto.
Abç Mano

Vani disse...

Bem, eu meti trancas na minha porta, mesmo a tempo de evitar ser assaltada ao mesmo tempo que as duas vizinhas do meu andar :p. Apenas para referir que nem todos preferem remediar, mas sim prevenir. Apesar de este assunto ter mais pano para mangas do que apenas a sustentabilidade futura.

Mas, sim, todos juntos poderemos evitar uma futura catastrofe, que irá por certo ocorrer, passando mais por uma crise energetica, falta de água, falta de bens, falta de alimentos...do que propriamente por uma crise climática provocada pelo ser humano...é que, não foi provocada pelo ser humano. Acelerada, sim. Provocada, não. :)