quarta-feira, janeiro 14

jogo limpo!

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O "fair play” é normalmente uma designação associada quase em exclusivo ao espírito desportivo, o que, para além de significar o respeito pelas regras, cobre também noções de amizade, de respeito pelo outro, tal como outros exemplos práticos de boa ética. Em poucas outras circunstâncias se poderá dizer que se joga de facto um jogo limpo, e que quem o praticou não terá sido já prejudicado por isso. Se buscamos a imparcialidade e proclamamos constantemente a aplicação de justiça, raramente vemos a prática dessa igualdade no dia-a-dia e, para muitos, até mesmo no decorrer da própria vida. Estas acabam invariavelmente marcadas por momentos em que para se atingir os objectivos há muito almejados temos de lutar contra as mais diversas dificuldades, onde quase sempre acabará por aparecer alguém que, por qualquer motivo estranho, por uma ambição desmesurada, ou por puro egoísmo, consegue sempre partir em vantagem.

Ao que parece, poucos serão os empregadores, Estado incluído, que ainda têm princípios e, mais do que isso, os pratiquem e os defendam. Se o “jogo” está a levar um rumo inesperado face às frustradas expectativas e objectivos iniciais, muitos procuram agora alterar as regras a meio do jogo. Algumas explicações encontro para tal incumprimento ético, no entanto acabo sempre por dar de caras com a mesma conclusão. Cada vez mais se dá conta da crescente importância que o materialismo tem para eles, a forma impune com que usam os outros em seu benefício, como meros peões de um jogo regulado mas sem princípios, onde o que conta é simplesmente ter mais e mais, dê por onde der.


7 comentários:

Gi disse...

A vida é um jogo. Pensamos sempre, mesmo os que jogam nela sempre à custa de pouca limpieza, que somos os donos do jogo; nela, no entanto, somos meros peões e no fim, no fim, acabamos sempre vencidos e iguais, porque existe um elemento que só aparece no fim e que tem o Ás.

Si disse...

As fantasias andam no ar....
É que não há possibilidade nenhuma de este texto ter como base factos reais, pois não?? E muito menos por aqui por perto, certo?
Só se for mesmo naquela desgraçada província espanhola, conquistada a um Nun'Álvares Pereira...
Sim, aquela província onde reportagens da TV fazem histórias de vida de ladrões, transformados em heróis.......

Rafeiro Perfumado disse...

O Fair Play é tão pouco usado em Portugal que até preferimos utilizar uma expressão em inglês, assim podemos usar a desculpa da má interpretação.

Abraço!

Ka disse...

Sempre que ouço a palavra Fair-play lembro-me de uma das lições transmitida pelo meu pai. Eu era miúda, adorava jogar ténis e participava nuns torneios e uma das regras que o meu pai me transmitiu foi precisamente o fair-play e disse mesmo que se alguma vez assistisse à falta do mesmo durante um torneio, a brincadeira acabava por ali. A lição ficou para a vida e apesar de eu não gostar de perder nem a feijões tento manteer sempre o dito :)

Beijinho

ps - já sei que o teu post não era propriamente sobre isto mas não resisti a partilhar :)

Pedro Barata disse...

Infelizmente é isso que sentimos por vezes: sermos meros peões no jogo da vida...
Um grande abraço, com fair-play!

Patti disse...

Excelente reflexão. E é tão mau quando essa falta de fairplay, vem de quem menos esperadmos.

DANTE disse...

Excelente texto. Realmente é de todo verdade. A parte que mais choca no meio de tudo isto , é que quem mais 'batota' faz é quem realmente deveria ser um exemplo de imparcialidade. Parecendo que não , isto afecta a sociedade e todos os que a constituem. Eu considero-me um 'jogador' justo nesta vida , mas olhando para todos os batoteiros que por ela passam , e ver o que têm confesso que a tentação é muita. Principalmente quando já fomos enganados por alguns...
Ainda assim e lendo o que escrevi 8e nem me atrevo a apagar) reparo que também eu sofro da doença do 'materialismo'.
Enfim ... sou mais um produto da sociedade. Com defeito? não sei...

Um abraço e obrigado pela hipótese desta introspectiva