quinta-feira, agosto 25

portugal no seu melhor, versão bate-chapas.

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Existem muitos mitos relacionados com o trânsito, mas nenhum se generalizou tanto ao ponto de praticamente se tornar regra como no caso das colisões traseiras. Quando acontece de um carro abalroar a traseira de outro veículo, a primeira coisa que se ouve é que o culpado é sempre o infeliz que não conseguiu travar a tempo para evitar o acidente. "Quem bate por trás paga", é o que se ouve nessas situações. Anteontem à noite, aqui o infeliz era o segundo a aguardar o verde no semáforo. Ao sinal de partida, lentamente dá inicio à marcha, liga o pisca e segue o veículo da frente que também vira à direita. Num piscar de olhos dá conta que subitamente o carro da frente trava, bruscamente, devido à presença doutro veículo na mesma faixa e em sentido contrário, num estreitamento da Rua de Requesende, e... Aiii!.... Pummm... já está! Passado o choque e a inevitabilidade, restou alguma chapa amolgada e o preenchimento da declaração amigável (!!!). Para demonstrar as inteligentes soluções da engenharia urbana cá do burgo, ontem mesmo passei por lá e registei o local do embate para engrossar o rol de aberrações deste “Portugal no seu melhor!



(cruzamento da Alameda da Prelada, recentemente construida,
com a velhinha Rua de Requesende, no Porto)

6 comentários:

Rafeiro Perfumado disse...

Certa vez um colega meu ia atrás de um carro quando entra numa passagem subterrânea. Quando estão no ponto mais baixo da dita, o carro da frente trava violentamente, e ele espeta-se nele. Sai esbaforido e pergunta:
- Mas porque é que travou, não havia ninguém à sua frente!
Resposta dela:
- É que eu vi que o trânsito lá em cima estava parado e não sei fazer bem o ponto de embraiagem.

Não a matou porque não calhou...

Rui da Bica disse...

É mesmo aberração. Conheço bem o local. A nova Alameda da Prelada, fantástica com ciclovias e tudo, impecável ... e deixam esta entrada da rua de Requesende até à Igreja nestas condições e com 2 sentidos ! :((
Pelo menos esta 1ª parte visível já deveria estar em baixo !
.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Se houvesse algum cuidado no planeamento rodoviário e a sinalização ( vertical e horizontal) não estivesse cheia de aberrações, a sinistralidade rodoviária reduzir-se-ia a metade. Mas eles querem lá saber? Os Zés que utilizam as vias e pagam portagens que se entendam.

Teté disse...

Não percebi nada da sinalização da estrada!

Esses acidentes são muito comuns, a única vez que me lembro de ter batido na traseira de um outro carro, foi devido a uma situação idêntica. Mas pronto, enquanto é só chapa, do mal o menos... ;)

paulofski disse...

Na foto do local poderão notar que no inicio da via com piso alcatroado "prevê" duas faixas de rodagem com sinalização por meio de setas pintadas no chão, que indicam duas direcções: uma para cá com três possibilidades e outra para lá (na direcção em que eu seguia). Uns dois metros mais à frente a rua estreita para metade da largura, possibilitando apenas a passagem de um veículo de cada vez mas mantendo a circulação em ambos os sentidos. Uma perfeita ratoeira para quem muda de direcção pois não conta com a possibilidade de surgir um veículo em sentido contrário na sua faixa de rodagem. É quase como se os engenhocas da câmara planeassem o alargamento de uma estrada mas deixassem ficar o poste de iluminação no meio, o que até não é nada estranho neste nosso Portugal, no seu melhor.

Kok disse...

Vês?
Se tivesses um burro em vez do carrito, isso não teria acontecido pois o jumento não seria asno a ponto de arriscar a levar um coice do burro da frente.
Se eu pudesse... tinha um burro!

Akele abraço pah!

§-e quanto às situações que os experts criam (aos outros) temos um país fértil nessas situações. Oh se temos...