sábado, março 12

a luta é alegria

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Foi um movimento transversal de várias gerações que se reuniram, marcharam, conviveram, manifestaram, cantaram, dançaram, choraram, riram, saltaram, viveram, abraçaram esta memorável iniciativa que partiu de quatro amigos: João Labrinha, Alexandre de Sousa Carvalho, António Frazão e Paula Gil, criadores da página do protesto no Facebook, que não se consideram representantes e muito menos líderes de qualquer movimento.

Sábado, 12 de Março de 2011. Milhares de pessoas, novos e velhos, netos, filhos, pais e avós, empregados, fartos destes recibos verdes, turistas, quinhentos euristas, desempregados, licenciados ou não, reformados, muita gente que surgiu espontaneamente nas ruas e avenidas em vários pontos do país, como a Avenida da Liberdade em Lisboa, a Praça da Batalha no Porto ou o Rossio em Viseu. Foi um protesto apartidário, laico, ordeiro e pacífico, à procura de respostas e de soluções. Bateu o pé e fez-se ouvir.

Consequência directa da insatisfação deste grupo de jovens, que procuram alterar o status quo da precariedade laboral e as condições da educação no país, o protesto da Geração à Rasca pretende “reforçar a democracia participativa no país”, como se pode ler na Carta Oficial à Sociedade Civil do grupo. Protestam para que “todos os responsáveis, políticos, empregadores e nós mesmos”, ajam em concordância. Para quebrar este silêncio ensurdecedor dos mal pagos. Para que os portugueses consigam prosperar e melhorar a sua qualidade de vida. Para poder haver algo para todos e não só para alguns.

Mais do que concordar com este protesto, é um acto de solidariedade, de um desespero e revolta enorme. Não se pode culpar o povo abusado e espancado por chegarmos à angústia e a esta situação. A culpa é dos sucessivos governos pelas suas políticas aberrantes. Isto de levantar a voz pode até não levar a nada mas terá algumas consequências. Por alguma coisa é que somos recordados como os revolucionários dos cravos.


4 comentários:

Teté disse...

Se o povo não estivesse tão cansado de ser tão maltratado, o protesto não tinha adesão. Mas é verdade, em Lisboa também participaram pessoas de todas as idades. Porque não é só os jovens sofrerem ao abandonar a pátria em busca de melhores condições: os familiares próximos também sofrem!

Bom Domingo para ti!

ψ Psimento ψ disse...

Francamente não participei embora claro que suporto a iniciativa. Veremos o que todo o mediatismo irá conseguir. Um abraço .

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Foi a manif de um país à rasca. Mas pergunto: e agora?

Rafeiro Perfumado disse...

Nem mais. E agora? Isto é malta que está demasiado agarrada ao poder, e não é por tão pouco que saltam!