quarta-feira, março 9

ainda é Carnaval, não os podem levar a mal...

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Há muito que estamos atolados nesta crise económica, e é mais que tempo de se falar abertamente e responsabilizar quem tem a seu cargo a economia desta grande empresa. É imperativo acabar de uma vez por todas com poderes que exploram e usurpam, com a aplicação de algumas leis aprovadas para esse efeito, o povo que dizem representar e defender.

O nosso país está em profunda depressão e merecemos pelo menos ter uma palavra e pedir explicações. É claro que já ouvi várias, de especialistas, mas na vida das pessoas que não têm grandes noções de economia, de pouco valem quando se sabe o quanto é difícil pagar as contas. Deixaram-nos puxar dos VISA’s, compramos casas e carros, contraímos dividas para pagar por elas juros cada vez mais exorbitantes. Somos o resultado da especulação e do consumo excessivo, para agora arcar amargamente com o devido preço e suas consequências. Certamente que temos muita culpa no cartório, mas na realidade os grandes culpados são outros.

Os bancos. Sem os empréstimos do mundo financeiro, concedidos a qualquer um sem qualquer tipo de dificuldades, teria sido bem mais difícil chegar à macro-crise que sofremos hoje. Tornou-se um ciclo vertiginoso que tem feito aumentar as falências e o desemprego. Uma constante dependência financeira, porque sem crédito as empresas não podem operar e a economia não recupera.

A Classe politica. Os maiores culpados, que sabendo o que estava a acontecer, os reais problemas do desemprego, pouco ou nada fizeram, não serviram as populações mas aqueles que pagaram as suas campanhas.


Eu não sou um especialista em economia, mas sei o suficiente para perceber que as crises económicas são o resultado de más decisões, de um sistema capitalista prevalecente, um pequeno grupo que tem uma quantia obscena de dinheiro acumulado, e da elite que nos governa.

As pessoas estão conscientes de que o poder não é duradouro e a única coisa que deve permanecer inalterada é a união. É minha firme convicção que a solução passa por investir no progresso, no bem-estar social e económico das famílias. O liberalismo económico tem levado algumas sociedades para um capitalismo mais selvagem e práticas desumanas de falsas expectativas. A economia não pode ter vida própria e se mover livremente, de uma forma injusta e sem o devido controlo. Assim como entendo que as pessoas não podem exercer seu trabalho sem uma ordem e um propósito definido, a economia não pode operar como um instrumento para interesses puramente egoístas e apenas servir os interesses de poucos. Não podemos ignorar que uma nação tem todo o tipo de bons trabalhadores e empresários, empreendedores que amam a sua nação. Outra coisa é a raça de abutres que sempre têm a tendência para tirar proveito dos outros, de viverem bem e à custa da manipulação, do engano, da força alheia.

Em relação ao nosso país, foco principalmente o problema da falta de emprego, a organização da nossa força de trabalho e a utilização racional dos recursos, porque não vivemos do valor fictício do dinheiro mas da produção, daquilo que dá valor ao dinheiro. A nossa riqueza é baseada na capacidade de trabalho das pessoas, as que fazem esta nação, e não só em aumentar e cobrar impostos. A produção seria maior se os rendimentos também o fossem. Produzir para ajudar o bem comum e promover uma vida mental saudável e enriquecedora.

E eu vejo essa entrega no rosto de inúmeras pessoas. Resiste uma centelha de esperança que ainda brilha nos seus olhos. O triunfo virá da vontade de cada um, de todos, os que estão à rasca, pela união desta geração, que não é uma força política, mas um movimento social que vai crescer imparável nos próximos anos.


5 comentários:

Rui da Bica disse...

Plenamente de acordo e também assino por baixo !
Este carnaval já dura há uns 3 anos e não pode continuar com as mesmas leviandades !
.

ψ Psimento ψ disse...

Pois infelizmente quanto a isso tenho a dizer que a minha geração está na linha da frente a pagar pelo que a anterior fez… Os privilégios e a facilidade para sair do ninho está agora maior que nunca porque quem veio antes usou até não poder mais daquilo que era bem limitado…
Um abraço

Laura disse...

Eles não têm problemas em continuar a trocar as frotas de BMW, eles não têm problemas nos empréstimos que quase nem pagam...eles não têm nada a perder, porque se irão ralar?

fez-me tanta pena quando vi na TV que tiveram de devolver as casas ao banco pois não conseguiam pagar...bolas...isso não devia ser permitido, se a mulher se desemprega, o marido não tarda...e assim; olho da rua e já está? e depois vendem-nos por mais uns troquitos que nem entram nas Finanças e a nós fazem-nos pagar o que quer que seja, vêm a casa buscar, ah, moço, sempre quero ver se resolvem algo...

carnaval ou não, façam o que é preciso, apertem eles o cinto e deixem o nosso mais folgado, já temos tão pouco!

beijinho

laura

Teté disse...

Não podia estar mais de acordo! A culpa é do sistema capitalista vigente, de para salvarem bancos que eram autênticas D. Brancas disfarçadas de legais, encalacrarem todo um povo. O Constâncio não "viu" e foi promovido para um lugar de luxo na Europa. E a classe política, está claro, a tentar salvar a própria pele, a sacudir a água do capote, mas a tornar as leis cada vez mais injustas para os trabalhadores, para enriquecimento do patronato.

Os bancos, "coitados", pagam menos impostos e têm lucros colossais! E quem paga somos todos nós, pequenas e médias empresas incluídas, enquanto essa cambada que nos (des)governa dá empregos milionários aos amigalhaços do costume.

Que venha esse movimento social, em abono de todos, já que os nossos "representantes" continuam a assobiar e a olhar para o lado!

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Um movimento social , já o venho dizendo há tempos, é imperioso. Mas não se culpem apenas os políticos, Paulo. Enquanto povo somos igualmente culpados, por nos termos deixado deslumbrar pela facilidade do endividament, que nos fez acreditar que o dinheiro era barato. Há 20 anos escrevi um artigo ( de que já publiquei parte lá no CR) onde dizia que iríamos pagar muito caro o consumismo desenfreado e acéfalo. Percebo pouco de economia, mas sei gerir minimamente a economia doméstica. Nunca pedi um crédito a um banco, sempre me habituei a viver apenas com o que tinha.
O grande problema agora, é saber como se pode por novamente a funcionar a economia quando os consumidores- que são o seu motor- estão falidos...