quinta-feira, abril 8

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Na nossa sociedade distinguimos diversos conceitos para definir diferentes comportamentos, considerados normais, que temos nas nossas vidas, no nosso quotidiano. Outras sociedades mostram conceitos mais diversos em relação aos mesmos assuntos, regem regras de conduta moral e aceitabilidade social, denotando, na nossa maneira de ver, uma total ignorância e intolerância. Ainda actualmente, da mesma forma como em tempos passados, o entendimento do que está certo e é errado não é aceite noutras sociedades. Muitas vezes, de forma maniqueísta, moldam-se extremismos para não aceitar algo que outros, noutros contextos, consideram ser bom, como a amizade, o amor e a paixão. Felizmente, de uma forma geral, a sociedade mundial tem vindo a denotar superiores níveis de abertura mas, mesmo assim, a receptibilidade continua inconstante graças a um defeito que nos abrange a todos: o preconceito.

O preconceito é um dos piores sentimentos da humanidade. É a acção emotiva e irracional, consciente mas ignorante, do uso da intolerância que limita a nossa liberdade. É meio caminho para os estigmas sociais, para a discriminação, para marginalização do outro que é considerado diferente, para a violência, para o medo. É uma forma de autoritarismo social de uma sociedade doente. É resultante de culturas, dogmas e tradições enraizadas na ignorância de pessoas que não têm paciência, que não sabem agir de outra forma, que não tentam entender e aceitar as diferenças alheias. Vários povos são oprimidos por regimes culturais fechados, podendo ser sujeitos a punições se tiverem um comportamento considerado ofensivo às suas tradições. São disso exemplo o fanatismo religioso e a cultura de massas que manipulam e regem os padrões comportamentais dos seus cidadãos.

Cada país tem a sua cultura, costumes e as suas leis. Discordando, muito ou pouco dessas leis, quando se viaja para um pais estrangeiro, especialmente fora da sociedade ocidental, é preciso ter um certo cuidado para não se cair em situações confrangedoras. O velho ditado diz-nos que “em Roma sê romano” mas eu também não diria tanto, capiche!



9 comentários:

Gi disse...

Como já disse no Rochedo, já avisei uns amigos que vão este fds para o Dubai para se portarem como deve ser. ;)

Laura disse...

Olaré!
Estive na Turkia e assisti a tanta parvoice..e vi as tais das mulheres tão servis tão ignoradas, são mesmo mulheres que se sentem inferiores e pelos vistos, elas aceitam, acham bem...a maioria dos condutores? homens, claro mulheres sem lenços na cabeça? uma minoria...moço, é duro de ver como absorvem aquela forma de viver desde há séculos...e eles batem, esfolam e matam..e? têm o direito pela honra, raios...
é assim...
E porque será que eles quando aqui estão ou vêm de visita, não se moldam aos nossos costumes? ah, tanto há a dizer sobre eles não respeitarem as nossas leis...
Aquele abraço apertadinho..laura

FM disse...

É, um simples beijo, pode fazer uma enorme diferença, principalmente para quem tira fotos de "Burka".
Abraço.

Teté disse...

Engraçado, já tinha comentado noutro local um post que também focava o tema e escrevi "em Roma sê romano" e no Dubai, dubaiano! :)))

Mas que é certo que a malta tem de se acostumar e respeitar os costumes dos países que visita, parece-me mais que lógico. Que é para de hoje para amanhã não virem prái uns turcos a impor as burkhas às suas mulheres na nossa terra, às suas filhas nas escolas, etc. e tal! Não gostando, fiquem na terra deles! E quem diz isso diz outras coisas...

Beijocas!

Kok disse...

Devem ser respeitados os usos e costumes de um povo/região, com certeza!
Porém sem esquecer que os exageros são condenáveis!

Não são locais onde eu quisesse viver. Decididamente!

Abraço pah!

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Como há tempos contei no Rochedo, quando era jovem fui apanhado a dar um beijo numa praia em Espanha e tive de pagar uma multa ( Ou melhor, os meus pais, porque eu ainda era miúdo).
Como mudam os tempos, né?

Rafeiro Perfumado disse...

Vai ali para os lados do Martim Moniz e logo verás se em Lisboa és lisboeta. Nada como respeitar as culturas alheias, mas nunca renegando a nossa. E se assim fosse, o mundo não tinha metade dos problemas. Por falar nisso, sabes daquela ilha em que é da cultura um tipo ser pago para tirar a virgindade às mulheres? ;)

Laura disse...

Em Roma sê romano e aqui sou Portuguesa, logo, como tal venho deixar o meu abraço e beijinho de bom fim de semana que já vai a meio.. laura

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Quis comentar no sítio devido, mas não consegui, por isso agradeço aqui a tua participação. Esta foi também a cidade da minha vida, que escolhi para iniciar a rubrica. Nunca se esquece a cidade onde nascemos e crecemos. O video é excepcional.
Desculpa, mas estou a respeitar a ordem de entrada e por isso só farei o link na próxima semana.
Para que não haja esquecimentos, importas-te de mandar um aviso lá para o CR?
Obrigado uma vez mais.