terça-feira, janeiro 26

as molas que nos prendem

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Hoje faz um ano que aqui publiquei algumas quadras populares que me foram gentilmente enviadas pelo velho amigo do meu pai, do meu avô e bisavô, o Sr. José Gomes Quadrado, e dedicadas às numerosas "musas" que enfeitam o meu sítio (palavras suas). Para embelezar ainda mais o "poste" decidi incluir fotografias por mim tiradas numa das mais recentes visitas que fiz à terra que os viu nascer, correr e crescer, a bela aldeia das Mós do Douro.

Como a cada ano que tão rapidamente passa, a cada dia que nos leva ao sabor da inspiração, vou publicando textos, imagens, assuntos, memórias, acrescentadas e "enterradas" uma a uma num arquivo virtual que se mantêm vivo e acessível para quem cá vier parar. Há mais ou menos quinze dias foi deixado na caixinha de comentários um nostálgico bilhetinho de alguém que me fazia uma visita num "poste" remoto aqui no gabinete e, como sempre, eu não estava! Só mais tarde pude agradecer a cortesia da sua visita. Entretanto recebo um agradável convite para visitar um Labirinto de recordações, emoções e de saudade, qual panela de três pernas a fazer fervilhar um sentimento de lugares comuns e vivências partilhadas, de um tempo que a memória guarda a sete chaves num cofre aberto pelo coração. Mas a verdadeira surpresa veio horas mais tarde quando leio palavras que me transportam à velocidade da luz para uma fase muito distante da minha vida, para dois locais marcantes da minha meninice e juventude, a aldeia dos meus avós e o colégio onde fiz grandes amigos que tenho sempre presentes, só preciso mesmo é de um tempinho para que avive a minha perra memória.

"Conheci há muitos anos atrás 2 irmãos. Frequentavam o mesmo colégio que eu. Um deles, tinha cabelo todo encaracoladinho.... o mais falador e extrovertido. O outro, mais apagadito... cabelo liso, preto...", palavras de Cristina Quartas; "Mas o tempo, esse sábio malandro que nos criou um ficheiro sem que déssemos por isso, faz-nos sentir gratos por termos o privilégio de termos passado momentos maravilhosos na nossa querida Mós do Douro… sempre bela e eterna.", palavras do Corticeiro. E aos poucos a memória foi sendo avivada, momentos e faces foram sendo lembrados, na caixinha de comentários das "quadras populares" têm sido guardados pedaços dos dias felizes, testemunhos e lembranças que mais amigos deixaram lá guardadas…

Muito grato a José Gomes Quadrado, Maria Cristina Quartas, Carlos Pedro, Corticeiro e a todos que gentilmente aqui entram, preenchem o livrinho de visitas que muitas alegrias me tem deixado.

(Na fotografia o Café Santos do Sr. António e do Carlitos onde nos reuníamos)

12 comentários:

BlueVelvet disse...

Olá!
Diga-me uma coisa: completou o poema porque lhe saiu ( e bem)ou o que escrevi é de algum autor conhecido e eu tinha aquilo na cabeça e saiu-me?
É que odiaria pensar que aquilo que pensava ser fruto da minha imaginação ser simplesmente uma lembrança guardada.A ser assim terei que lá por o autor.
Veludinhos

Silvana Nunes .'. disse...

Estou por aqui dando uma espiada pela primeira vez, ainda estou meio por fora do papo.
FOI DESSE JEITO QUE EU OUVI DIZER... deseja uma boa semana.
Beijo grande.

Teté disse...

Bom, eu diria que são mais as raízes que nos prendem, à terra onde nascemos e crescemos, aos amigos que nos acompanharam na infância! Um apátrida deve ser um infeliz... ;)

Beijoca!

paulofski disse...

Saiu-me Blue e saiu de uma só vez como sai um suspiro.

Beijinho

paulofski disse...

Seja bem vinda Silvana e volte sempre que o desejar.

Beijo

paulofski disse...

Olá Téte, tens razão, deve ser mesmo! Segundo parece provável, o termo "MÓS" provém do vocábulo latino "MOLAS" com o significado de moer, tendo sofrido as modificações fonéticas de síncope, assimilação e crase, a partir de sua origem latina "MOLAS".
(fonte: wikipedia )

Outra beijoca.

ψ Psimento ψ disse...

Um post bem "português" para me dar de novo um cheirinho da meu País com tantos problemas mas com uma historia e literatura de fazer inveja!!

Patti disse...

Fui espreitar os vários blogs. Tudo gente que ama, descreve e tem saudades da sua Mós, como tu aqui algumas vezes também fizeste.

BlueVelvet disse...

Não só fico mais descnsada, como encantada com os seus suspiros.
Pode continuar a suspirar;)
Veludinhos

Sandra. disse...

:))

ófaxabore, ó eu aki directamente do coisinha quenininha, e a escrever mui mihor, AHPOIZÉ!!!!

Trouxeste me à memória o lugar onde os meus avós viviam, na aldeia...e gostei tanto da forma suabe como fui assaltada por todas as recordações q guardo :)) é tum bom recordar :))

xinhinhuuuuuuuuuuuuuuuuuuus pa tu da lua

Tó disse...

Aqui o "gaijo" dos "Caracois", tenta continuar na mesma, e adorou ver este post...que saudades daquelas tarde de "matacrilhadas" que jogavamos no café do Sr. António, e do melhor jogador da modalidade que eu alguma vez vi, de seu nome Carlitos...e que bom é encontrar, mesmo que seja no meio da blogosfera, pessoas que quase não lembramos a existência e que se conseguem encontrar (não sei bem como) no meio desta imensidão.

Abç

Tó (Mano)

Maria Cristina Quartas disse...

Estou a adorar tudo isto... Já nem sei o que é real ou virtual....
Já não sei o que é passado ou presente....
Ou será que estamos neste encontro no futuro?
Confesso, nunca imaginei vir a falar com os Almeida por esta via... muito menos, com a mulher do "gaijinho" dos
cabelos todo encaracoladinhos...
Muito menos, estar aqui a escrever memórias das Mós....
Oh valha-me Deus!... Será isto um sonho?
Beijinhos para os Almeidas...