sexta-feira, setembro 19

nós, Douro acima, até às Mós

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Nota: Aproveitando um texto de José Gomes Quadrado, descrevo desta forma uma das poucas viagens de comboio, quando ainda muito pequeno, que fiz até à vila de Mós do Douro, terra natal do meu pai. Hoje dá-se início às festividades em honra à Nossa Senhora da Soledade e durante os próximos três dias a vila estará em festa. Mais uma vez não poderei estar presente em tão genuína e tradicional confartenização, e confesso que já devo uma visita há bastante tempo. Farei desta forma a minha homenagem a tão maravilhosas gentes. As fotos são da mais recente viagem de comboio que com a minha família fizemos à terra dos meus avós paternos.

Pouco passava das 10 horas daquela manhã de Verão quando embarcamos, eu e o meu irmão Tó Manel, pela mão do nosso avô Zé Maria, em Campanhã, no semi-directo da linha do Douro, que tinha Barca D'Alva como estação terminal. A composição, rebocada por uma pesada máquina a vapor, poucos minutos depois já efectuava a primeira paragem em Ermesinde. Logo a seguir, flectindo para Leste, passou a marchar na via única da linha do Douro e efectuou nova paragem em Valongo. Na plataforma da estação, vendedeiras com cestas enfiadas nos braços, apregoavam:

-Quem quer regueifa!

Como sempre, não faltaram compradores, tal como em estações seguintes, onde se ouvia apregoar:

-Água e bilha, 25 tostões!

Faziam-se pequenos negócios pelas janelas das carruagens enquanto se escutava a repetida cantinela da idosa, pobre e cega, que implorava aos passageiros que lhe deixassem esmola. Lentamente o comboio chegou à estação de Caíde, o ponto mais alto da linha, e logo à saída atravessou o longo túnel deste nome. Depois das estações da Livração e do Marco de Canavezes atravessou outro ainda mais comprido, o túnel do Juncal, que com os seus 1622 metros é o maior de todos até à Barca D'Alva e o segundo mais extenso do país.

No seu contínuo descer, a linha conduziu a composição ao encontro do mais belo rio do mundo: o Douro. Com efeito, depois da Pala e já perto de estação de Mosteirô, a via torna-se vizinha do Douro. E com o comboio a marchar juntinho à margem direita do Rio, passa pela estação da Ermida, o local de desembarque estivesse eu a dirigir-me à terra dos meus queridos avós maternos Zé Pinto e Madalena, o lugar do Castelo. A partir daí passei o resto da viagem de pé, ligeiramente debruçado na janela, deslumbrado por tão inesquecíveis paisagens. Com um andamento mais acelerado, o comboio ia parando apenas nas estações principais. Nas proximidades de Barqueiros o granito deu lugar ao xisto e começaram a aparecer os primeiros vinhedos da “Região Demarcada do Douro”. Numa larga curva do Rio avistei o Peso da Régua e as suas duas pontes. Na estação o comboio fez uma paragem que durou o tempo necessário para o almoço e para a locomotiva ser abastecida de água.

Cerca de 30 minutos depois, a composição retomou a sua marcha, transpondo a ponte sobre o rio Corgo, no ponto onde ele desagua no Douro. Aqui a via estreita que levava o comboio até Vila Real e Chaves separa-se da via larga. A partir da Régua, o comboio passara a parar em todas as estações e apeadeiros e assim a viagem percorre lentamente o rio que se estende na margem. Na outra banda a velha estrada N222, os sucalcos reflectem-se no espelho das águas calmas do rio. Chegámos à estação de Covelinhas, que serve a aldeia de São Martinho de Anta, terra natal do grande poeta Miguel Torga. Sempre com os olhos postos na margem esquerda, via a Quinta dos Frades, mais adiante, na mesma margem uma fábrica de óleos vegetais, a estação de Gouvinhas e, depois do rio Távora e da estação do Ferrão, avisto as quintas de S. Luís, da Boavista e das Carvalhas.

Passado o Pinhão, ao transpor o rio Tua, ergui o olhar e avistei o perfil da ponte entre duas fragosas arribas da linha estreita do Tua. Logo a seguir, chegámos à estação que serve as duas vias. Aqui vi o acelerado movimento do pessoal e de passageiros que faziam o transbordo para o comboio que seguia até Bragança. E porque a paragem era demorada, ainda tive tempo de voltar a apreciar os belos azulejos com motivos regionais que sempre ornamentaram o frontispício desta, assim como os de todas as estações da linha. A partir do Vale do Tua erguem-se íngremes e escarpadas penedias, no topo das quais tem início o planalto de Ansiães que se estende até ao Sabor. No sopé da serrania o comboio para continuar na vizinhança do Rio tem que atravessar pontes, viadutos e sucessivos túneis como o da Rapa com 45 metros de extensão, cavado na rocha viva do enorme “Penedo das Letras”, assim popularmente designado por nas suas entranhas existir uma gruta ornamentada com as chamadas pinturas rupestres do “Cachão da Rapa”. E depois duma breve paragem no apeadeiro da Alegria, vizinho da “Quinta do Guilhar” e percorridos algumas centenas de metros, entrámos no ciclópico túnel da Valeira. Rasgado no mais duro granito dos alcantilados contrafortes do planalto de Ansiães. A possível visão daquela formidável explosão geológica só foi conseguida depois do comboio sair do túnel e descrever uma ampla curva, permitindo a avistar um cenário dantesco: a boca inteiriça do túnel e a “garganta” da Valeira, onde o torrentoso caudal corre estrangulado por entre milhões de toneladas de empinados fragões graníticos que na margem esquerda se erguem até 782 metros de altitude. Lá no alto já antes eu avistara o santuário de São Salvador do Mundo.

A via-férrea entra no Douro Superior através duma longa mas pouco acentuada curva que se estende pela borda da água e que, então, umas centenas de metros adiante, levou o comboio atravessar o rio em diagonal para a margem esquerda, através duma estrutura metálica: a velha e rabujenta ponte da Ferradosa, com uma extensão total de 412,5 metros.

Atravessada a ponte seguiu-se a paragem na estação de Vargelas, mais uns pequenos túneis até atravessarmos a ponte da ribeira da Teja, para logo a seguir o comboio parar no Vesúvio, apeadeiro construído para servir a quinta que lhe deu o nome. Após a partida do comboio observei o imponente e conservado chalé e apercebi-me, então, que este e outros edifícios da quinta com a sua cor branca contrastavam com a natureza envolvente. A seguir, na outra banda do Rio, adivinhava-se a povoado de Coleja e mais adiante, vi aparecerem mais e mais vinhedos, estes da Quinta de Lobazim.

Assim que o comboio passa a Ponte do Torrão o meu avô junta a bagagem e prepara a saída. Atravessada a ponte e centenas de metros adiante o comboio finalmente chega na designada Estação de Freixo de Numão, que serve também a população de Mós do Douro.

Aqui desembarcamos e o comboio seguiu o seu destino. Para o meu avó era o cumprir de apenas mais uma viajem, igual a tantas outras. Eu, ansioso por chegar junto de quem e de tudo o que me era saudoso, sai da carruagem carregado de desejos e vontades. Este facto tornou menos penosa a caminhada através do ladeirento caminho rasgado no espinhaço do enorme monte Janvão. Nas viagens que se fizeram depois, lembro que esse trajecto já se fazia por estrada num Mercedes novinho em folha, o único taxista da região vizinho do Tio Farrincha e Tia Ilda, a nossa querida madrinha.

Depois da escalada de quase 3 Kms, atingi a “lajeosa” e altaneira Portela, onde deslumbrado avistei o casario xistoso das Mós e ouvi o eterno urrar dos burros. Segui pelo Ninho do Corvo e desci o declive do Pombal, para mais depressa chegar à casa da avó Maria.

Enquanto durassem as férias, até às festas, sempre realizadas no terceiro fim-de-semana de Setembro, também nós eramos mosenses. Livres, aventureiros e curiosos. Contavam-nos histórias da terra, eram-nos apresentados primos e tias que nunca antes tínhamos visto. Em cima do "macho", animal cruzado do cavalo e do burro que vivia na parte debaixo da casa, essencialmente utilizado para o transporte de mercadorias, azeitona e amêndoa principalmente, e pessoas, conquistava-mos o mundo, o nosso mundo.




O regresso a casa seria um dia mais tarde, quando meus pais nos fossem buscar. No automóvel, por curvas e contracurvas serpenteadas em terras transmontanas. O comboio passou de regresso e seguiu, sem nós, acompanhado pelo rio, pelas montanhas, pelo céu. Os meninos do Porto voltariam diferentes, mais crescidos.

Bom fim-de-semana.

19 comentários:

Gi disse...

Eu digo, calma!
"Então é assim": simplesmente lindo ... as fotos e o texto.
Este rectângulo é tão pequenino e tão bem diversificado.
Bom fim de semana para ti e para os teus sem "troubled waters", ok?

Patti disse...

Ah pois, e agora quem é que fica sem palavras, mudinha de todo? Entupida até!
Eu, claro!

Texto lindo, guarda e oferece um dia ao Rafael.

E vais-me logo falar de viagens para os avós. Eu também tenho na memória o caminho que faziamos apra ir ter com eles. Não há nada melhor na minha infância, juventude e até fase adulta do que eles.
É dos maiores privilégios que tive na vida. Nunca me vou refazer da sua perda.
Ainda bem que também tens recordações dessas.

E quando tiveres tempo e paciência, eu explico-te tudo aqui, melhor.
http://aresdaminhagraca.blogspot.com/2008/02/tesouros.html

Bom fim de semana para vocês também. Eu vou passear, já se sabe.

Gata Verde disse...

Gostei desta viagem...ao passado!

Beijos e bom fds para vocês

Kok disse...

As "gavetas" das nossas memórias só estão esperando serem abertas. E foi o que aconteceu com este teu texto; também eu estou fora da minha terra e também eu fiz enúmeras viagens de comboio Lisboa/Lagos, e ao ler-te "vi" tantas coisas semelhantes: os pregões, as bilhas com água fresca...
Mas tenho mais "sorte" que tu: nunca estou muito tempo sem visitar a minha cidade.
Akele abraço, pah!

mariam disse...

que maravilha! essa viagem fantástica, as fotografias, (d)os lugares, as gentes, as falas os cheiros... tudo!
adorei este post!
Paulo, tem que ler "cal" de «José Luis Peixoto».

bom fim-de-semana
um sorriso enorme :)

mariam

(tenho sido pouco assídua... mas a falta de tempo, não me tem permitido!sorry.)

mariam disse...

ah!
em Abril do ano passado, fiz esse trajecto de comboio, depois desci o Douro...num cruzeirinho, foi maravilhoso!

:)

LeniB disse...

Adorei as fotos e o texto. Recordei com uma certa nostalgia
( e eu não sou nada dada a estas coisas)as longas e intermináveis viagens, de carro ou de comboio para a aldeia, quando ía passar férias em casa da minha avó. Lembro-me que quando íamos de carro, de pararmos no caminho para se comer qualquer coisa, que era sempre muita coisa!
Obrigada por estes momentos!
bjs para vós todos

joana disse...

Belas imagens,belas recordações e a minha tia era uma das pessoas que vendia e vende as tais regueifas numa das estações principais.
Beijinhos e uma boa semanana

Tó (Manel) disse...

OBRIGADO MANO por esta recordação fantástica da nossa infância...eu não consigo parar de pensar " que raio,como é que este gajo se consegue lembrar de tudo!!!!fizes-te um filme e não me disses-te nada???
(Tó Manel hã????)Já não me lembrava de me tratarem assim.
Quando fores ao Baú buscar mais umas histórias destas (que me deixam arrepiado) apita...
Uma bela homenagem às nossas Gentes de Mós do Douro, que sei estão orgulhosas, de lá onde estiverem, depois de lerem este teu texto e saberem que afinal tudo valeu a pena, porque tu nunca os esqueces-te.

paulofski disse...

Se quiseres acrescento o "mais conhecido como o Manel das Iscas" eheheh...

Mano, ainda virão mais e boas recordações. Continua atento.

Beijo

José Gomes Quadrado disse...

Caro Paulofski,

O meu nome é José Gomes Quadrado e sou o autor do "Regresso", texto que utilizou em 99% para contar uma das suas viagens às Mós. Mais do que uma adaptação, você cometeu um "plágio" imperfeito que me desagradou, tanto mais que nem sequer identifica o blog de onde o retirou. Para aqueles que desejem ler o texto original, dirijam-se a http://dasmos.blogspot.com/2007/11/regresso.html.

paulofski disse...

Caro Sr. José Gomes Quadrado, sinto muito que lhe tenha desagradado a adaptação que fiz do seu texto para retratar tão bela viajem. Estou consciente que deveria ter sido mais explícito nas referências ao texto e autor, nas indicações, nos termos, ter tido o cuidado de previamente lhe solicitado permissão para tal abuso, ou pura e simplesmente não o ter feito. De facto utilizei o seu texto e disso fiz referência utilizando links, tanto para o texto como para o blogue de onde foi retirado. Utilizei-o acima de tudo para dar a conhecer tão bela terra e tão belas gentes. Não me gabo de nada a não ser que sou muito orgulhosamente um mosense. Estou-lhe grato e honrado pelo seu comentário aqui nogabinete.

Paulo Almeida

José Gomes Quadrado disse...

Caro Paulo Almeida,

É correcta e satisfatória a resposta que deixou ao meu reparo.
Através de dados que fui recolhendo, acabei por concluir que o Paulo é filho do meu velho e bom amigo José Eduardo.
Se confirmar a minha dedução, diga-lhe (p.f.) que o Zéca das Mós lhe envia um forte abraço.
Para si fica a disponibilidade para futuramente nos correspondermos por este meio, já que, pelos vistos, temos algo de comum, a começar pela acrisolada afeição às Mós. Deixo-lhe o meu endereço electrónico para os referidos contactos: jjgquadrado@sapo.pt

Ao seu dispor, José Gomes Quadrado

José Gomes Quadrado disse...

Caro Paulo Almeida,

É correcta e satisfatória a resposta que deixou ao meu reparo.
Através de dados que fui recolhendo, acabei por concluir que o Paulo é filho do meu velho e bom amigo José Eduardo.
Se confirmar a minha dedução, diga-lhe (p.f.) que o Zéca das Mós lhe envia um forte abraço.
Para si fica a disponibilidade para futuramente nos correspondermos por este meio, já que, pelos vistos, temos algo de comum, a começar pela acrisolada afeição às Mós. Deixo-lhe o meu endereço electrónico para os referidos contactos: jjgquadrado@sapo.pt

Ao seu dispor, José Gomes Quadrado

paulofski disse...

Caríssimo Sr. José Gomes Quadrado

Fico aliviado e agradado por ter aceite as minhas palavras e ousadia.
Deduziu o senhor e muito bem, sou de facto filho do José Eduardo. Embora o meu pai não esteja muito familiarizado com estas tecnologias, ele é conhecedor deste meu espaço. Frequentemente solicita-me que procure novidades dos sites e blogues das Mós. Em conversas por nós tidas já me falou de si, do seu empenho e carinho em prole desta terra. Serei portador do seu gesto de amizade e queira desde já receber os nossos cumprimentos e desejos de saúde. Assim como me disponibiliza o seu contacto, disponibilizo este espaço e o meu endereço electrónico paulofski@gmail.com para futuros contactos.

Com os respeitosos cumprimentos

Paulo Almeida

Alexandre disse...

Parece que estou a fazer um "rewind" e a ver as mesmas paisagens, as mesmas pessoas e a sentir aquele "cheiro" próprio do ferro misturado com o óleo do comboio! Quando chegava o verão, era mágica a chegada do avô Correia pois ia resgatar-me para a terra da liberdade e dos sonhos!Ainda me lembro do mesmo mercedes cinzento(grande banheira)à espera na estação em que dava sempre lugar para mais um! Sempre que virava para a Seixas, observava como era e é magnifica aquela paisagem lá do alto com as Mós ao fundo! Agora de carro perdeu aquele encanto, mas sempre que vejo o comboio a passar na marginal da Régua, ainda me vem à memória aquelas viagens interminaveis...de S. Bento às Mós do Douro e pondero parar na próxima estação no Pinhão para terminar a viagem!

paulofski disse...

Olá Alexandre. É um gosto enorme ler um comentário teu aqui no gabinete. Há pessoas queridas e momentos tão bem passados, memórias inesquecíveis que nos fazem regressar no tempo, a um tempo em que as Mós e as Seixas eram por uns dias o nosso mundo, o nosso paraíso. Desses tempos eu não resisto às saudades e aqui as revelo. Há uns dias atrás até deixei que o macho tomasse conta do gabinete, sabias? Se quiseres lê aqui aqui o que ele veio cá contar das Mós.

Um grande abraço primo.

Hernani Cardoso disse...

Caro Paulo
Li o seu Blog, sou de VNGaia, embora viva em Lisboa.
Adoro o rio Douro, e as suas paisagens. No verão do ano passado fiz de bicicleta o percurso Passau (alemanha) até ao Mar Negro (Bulgária) ao longo do rio Danúbio.
Além de ver inloco o aproveitamento turistico que a maioria dos países fez desse seu recurso natural, esta viagem proporcionou-me muita informação útil de implementação de percursos do género no Rio Douro.
Estou a planear uma viagem em bicicleta, ao longo do rio Douro, partindo do Porto, para depois apresentar um estudo a algumas Entidades da zona.
A minha questão é: existem barqueiros que façam o transbordo de pessoas/bens entre as margens nos seus botes? Por exemplo entre Barqueiros e a margem sul, ou vice-versa?
É que não consigo nenhuma informação desse género...
Grato pela atenção...e continue os seus escritos, é a memória viva duma região.

paulofski disse...

Caro Hernani Cardoso, louvo-lhe o gosto pelo cicloturismo sendo também eu um amante das pedaladas, embora em percursos bem mais curtos. Aos fins de semana pode-me encontrar a pedalar ao longo do Rio Douro pela EN108 no máximo até Entre-os-Rios. Infelizmente não sei se ainda há barqueiros que façam a travessia entre as margens mas de qualquer forma terá a possibilidade de optar por atravessar para sul pela ponte Hintze Ribeiro e seguir pela EN222 a uma cota baixa, onde poderá encontrar a passagen da Barragem do Carrapatelo, ou então continuar a norte pela EN108 até à Lapa, depois subir uns km's e seguir a uma quota mais alta que desce lentamente até à Régua. Ainda poderá encontrar as pontes de Mosteirô (cota baixa) e a ponte da Ermida (cota alta). Em Barqueiros não conheço nenhum ancoradouro que faça a travessia do rio no entanto acredito que haja pequenos embarcadiços que façam o transporte de pessoas. Na cidade da Régua poderá atravessar o rio pela velha ponte e depois seguir uma bela viagem sempre ao longo do da margem sul pela EN222, passar pelo Pinhão e seguir ou para S. João da Pesqueira (volta para trás) ou seguir a EN212 por Alijó. Se optar pela EN222 seguirá até Vila Nova de Foz Côa e pela E208 passará de novo para a margem norte do Douro no Pocinho, EN220 para Torre de Moncorvo, EN221 por Freixo de Espada à Cinta até Figueira de Castelo Rodrigo.

Desejo-lhe uma boa e furtífera viagem de bicicleta e se assim o entender sempre poderá me informar para que o possa acompanhar em parte do percurso.

Um abraço