terça-feira, julho 15

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Para além de se dever respeito aos animais, criaturas sensíveis, também se deve reconhecer o direito às pessoas conscientes e normalmente impressionáveis, de não serem confrontadas com práticas cruéis e de pretenderem que elas não tenham lugar.

O Homem, o touro e o cavalo, entre muitas outras espécies, embora possuindo exteriores e aptidões diferentes, são criaturas com grande semelhança nos sentidos, nas necessidades vitais, nas reacções, na busca de segurança e liberdade, nas sensações de ansiedade, medo, susto, fúria, cansaço e esgotamento, dor, nas sensações provocadas por infecção e doença, no sofrimento por morte violenta.

Uma observação atenta e a ciência confirmam que a constituição física destas espécies, o funcionamento dos seus organismos e as suas reacções e comportamentos, embora diferentes, são muito comparáveis.

Os animais são dotados de irritabilidade e de sensibilidade. Os estímulos são captados por receptores e transmitidos através de trajectos nervosos a centros nervosos. Todos estes elementos, alem de terem funções comparáveis, são semelhantes nos vertebrados e praticamente análogos dentre os mamíferos, grupo que inclui o Homem, o touro, o cavalo.

Todos os mamíferos experimentam ansiedade, medo, raiva, são atingidos pela dor e detestam de maneira semelhante o sofrimento que esta provoca, quer se trate do Homem, do cavalo ou do touro.

Pele e tecidos subjacentes são sensíveis à dor, logo também a zona da cernelha (zona acima das espáduas) onde são cravadas as farpas pelos «bandarilheiros» em Portugal e Espanha. O mesmo acontece a quando da acção do «picador» e da estocada do «matador» em Espanha e, contra a lei portuguesa, em Barrancos de Portugal.

Grandes diferenças residem, principalmente, na menor inteligência dos animais e na sua incapacidade de se organizarem e se queixarem por palavras perante o Homem.

Qualquer pessoa com alguma informação e compreensão reconhecerá, visto que, certamente, detesta a sua própria dor e sofrimento, que aquilo que os protagonistas centrais de cada tourada, o touro e o cavalo, têm que suportar na lide é uma tortura.


7 comentários:

Gi disse...

Concordo!
Jácomentei, já postei, já re-comentei sobre estes assuntos.
Aliás, qualquer dor inflingida a outrém e conscientemente, acho um abuso.
As outras -naturais- se puderem ser evitadas ... dá-se um jeito ;)

KNOPPIX disse...

Já falei sobre este assunto, acho que no ano passado, sou totalmente contra as touradas que para mim, nunca foram um espectáculo que exalta um povo mas que o envergonha.

As únicas touradas que gosto de ver (mas sou mauzinho), é as de San Firmin, quando os touros andam à solta a distribuir cornadas.

Um grande abraço

LeniB disse...

Não gosto, não vejo...
Dos palermas dos toureiros, dos forcados e desses gajos todos, não tenho pena nenhuma...mesmo nenhuma. Se levam uma cornada até acho que é pouco.
Tenho pena, sim, dos animais.
É uma crueldade, uma perfeita violência.

FM disse...

Não consigo ver o vídeo no PC onde estou, por isso não me pronuncio. (risos)
Abraço.

Safira disse...

Ai, Paulo, eu só deixo um beijinho, que isto das touradas põe-me doente. Já pensaram os aficionados desta barbárie, que usam a tradição cultural como desculpa, que se tudo o que é tradição se mantivesse ainda hoje andávamos a ser comidos por leões nas arenas. Parece-me que há gente de fraca memória por aí...pena não existir uma máquina do tempo. Podiam mandar-se alguns para a Roma Antiga!
Umas bestas, é o que são!

liamaral disse...

Sou terminantemente contra touradas! Abomino mesmo!

mariam disse...

pois, também me aflige o "olhar" dos animais, reparo sempre, é das poucas coisas com que se conseguem exprimir...(já paravam com isso!)

e as corridas de galgos, e as lutas de galos e de cães, e o martírio dos pequenos póneis supostamente para as delícias dos meninos... e... e... e...

excelente post.

um sorriso triste :(