quarta-feira, novembro 16

tragam o disfibrilador

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Eu e certamente todos vocês há muitos anos que contribuímos para uma empresa. É uma tal empresa dispendiosa e, talvez sem intenção, talvez sem interesse, somos donos dela. Desde que nascemos dela depende muito da nossa existência. Os alicerces sustentadores, as bases estabelecidas na nossa sociedade, estão apoiados nessa tal empresa. Como já devem ter percebido, o nome da empresa é Estado e a nossa contribuição diária denominada de imposto. Pagamos e não bufamos. Como qualquer empresa prestadora de serviços, pretendemos que esta retribua com o retorno desse nosso investimento, em nosso benefício. Mas falando francamente, a administração que plebiscitamos é muito má. Aliás, vendo bem a questão, não houve qualquer Governo que fosse alguma vez bom gestor e administrador da receita. Apenas prescreve e exige do dador cada vez mais sacrifício.

“Eu pago os meus impostos para ficar aqui o dia inteiro e não arredo pé até ser vista por um médico”, reclama a utente.

O senhor ministro da Saúde, por sinal ex-director-geral dos impostos e ex-administrador de uma tal empresa de capitais, acha que tem a receita milagrosa. Ele mesmo diz que quer tratar da saúde aos portugueses. Como? Depois dos medicamentos, das análises e dos transplantes, diagnosticou a doença que o Estado padece. Descobriu que há 1000 especialistas a mais nos hospitais! Sim senhor, sem esses mil médicos no SNS ele vai reanimar o orçamento. Será que não há por aí um doutor que meça a febre do senhor ministro?

Portugal está muito doente, esperemos é que não o matem da cura.


4 comentários:

Rafeiro Perfumado disse...

Disfibrilador? Tragam é o padre, pois isto pede uma extrema unção...

Abraço!

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

o dr Medis sabe-a toda, Paulo

Teté disse...

Há 1000 mil médicos especialistas a mais nos hospitais? Não têm pacientes? Não sei como, nunca fui a um hospital em que os médicos estivessem na sorna... aliás, o que vejo é que se fartam de trabalhar!

Esse gajo deve estar é a precisar de um oftalmologista! Quiçá de um psiquiatra, para lhe tratar das alucinações... ;)

Kok disse...

Já houve um tempo em que dirigentes políticos defenderam "a saúde" na forma privada com prémios de seguro que "cobririam" as necessidades do doente.
1-nunca explicitaram que para cada necessidade haveria um prémio de seguro.

Mas com a entrada (e reentradas) destas mentalidades no governo vigente, "pralá" caminhamos!

1 abraço pah!