terça-feira, novembro 9

descendo à terra

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Vivemos tempos difíceis. Um a um, vão caindo valores, princípios, sonhos. Reflectem os tempos que corremos que é muito difícil encontrar, hoje, alguém a dizer bem do que quer que seja. Ainda não abandonei definitivamente a esperança de haver alguma sensibilidade e bondade dos governantes. Eu gostaria de dar crédito à Justiça. De acreditar na solidariedade entre os homens. Confiar que a indiferença, o egoísmo, a maldade, que moram mesmo ao virar da esquina, podem ser apenas excepções à regra. Aceitamos as coisas como são, às vezes com incredulidade, outras vezes com indiferença. Já há muito poucas pessoas, atitudes, acções em que acreditamos e, no entanto, precisamos de algo em que apostar. Sem optimismo somos uma espécie de feras à solta, sempre a ver como podemos levar a água ao nosso moínho, sem solidariedade, sem amizade. Vamos procurar encontrar coisas boas, pessoas boas, decisões boas, acontecimentos. É nos que andam por aí a tentar ajudar, a tentar construir, a tentar melhorar, querendo contribuir para que o mundo em que vivemos melhore, que eu acredito.


7 comentários:

Kok disse...

É uma sociedade infeliz, doente, quando as excepções se confundem com a regra.
Quando não se olha a meios para atingir um objectivo.
Quando os outros não contam...
Não há-de continuar a ser assim, espero! Esperamos!

Akele abraço pah!

Gi disse...

Acredita em ti e no que podes mudar junto do teu pequeno Mundo; muito tu já farás.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Eu também acredito que é possível, Paulo. Chega de draatismos, pensemos positivo e ajamos em conformidade

redonda disse...

Uma vez li um artigo em que alguém defendia que preocupante seria os meios de informação publicaram as boas notícias por terem estas passado a ser notícia.
Gosto de pensar que se denuncia o que está errado é porque continua a ser a excepção que a generalidade das pessoas rejeita.

FM disse...

E EU TAMBÉM, em maiúsculas.
Abraço.

Teté disse...

Mas eu acredito que haja muito boa gente a tentar ajudar os desfavorecidos e empenhada num mundo melhor. Acontece que esses não fazem notícia e não vendem jornais... :)

Patti disse...

Somos cada vez mais uma sociedade de indivíduos e não de pessoas.
Eu, optimista por natureza, encontrei o meu equilíbrio no voluntariado.