sexta-feira, dezembro 18

anunciando o que aí vem

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Vem o fim-de-semana, depois a semana e finalmente vem o Natal. As decorações, multidões e habituais canções não as podemos evitar. Da onda consumista e doses maciças de publicidade que nos entra pelos olhos não pretendo anunciar. Anuncio que já me chegaram os odores inebriantes da época natalícia. Já lhes sinto o cheiro, um emaranhado de aromas que me desafiam e desejam alimentar o meu apetite voraz. Sinto o cheirinho da canela, do azeite e dos fritos colesterolizados. O perfume doce e tradicional de receitas feitas de sabedoria, em fornadas de prazer, que me aguça um desejo incontido e consolado de as receber num cabaz de fraternidade e calor humano. O espírito do Natal cheira-se na rua, nas casas de comércio tradicional, nos mercados típicos e barulhentos, nas praças de sortidos e encantados presentes. Se as mesas são fartas ou pequenas não importa, logo que o Natal seja vivido no conforto da companhia e regado a preceito. Da minha mãe já me sinto a lambuzar os dedos nas rabanadas e na tarte de natas. Da minha tia anseio provar o cabrito com arroz de forno e as filhoses de gila. Da minha sogra sonho com os coquinhos dourados e o pudim caramelizado. De Ovar quero deleitar-me com o pão-de-ló, e não me mete dó, da Serra desejo degustar o seu intenso amanteigado. Quero esses sabores açucarados que inspiram e convidam ao êxtase numa miríade de hidratos e calorias. Já me sinto pronto para as iguarias da consoada, encher-me de sonhos e folhados, queimar a língua na aletria e no leite-creme, redescobrir a contrastante textura do bolo-rei. Avelãs, amêndoas, amendoins, nozes e pinhões, venham a mim aos milhões. O espaço está há muito reservado, não farei nenhum tipo de restrição à gulodice. A bicicleta, essa que não perca pela demora!


Um bom fim-de-semana, pleno de coisas boas e de preferência gastar o quanto baste.

5 comentários:

Patti disse...

Ai senhor Paulo, querem lá ver que o seu Natal é uma grande misturada de sabores como o meu?
Mas que delícias para aqui vão.
Já cheira sim senhor.

Ass: Amélinha

Sandra. disse...

:))

Ó bizinho, agora imagina lá o meu Natal, passado em casa da sôra d. enfermeira q num bai me deslargar pq: "n comas gaja, ólhós diabetes" "gajaaaaaaa pousa isso q n podes comer" "gaja bai fazer a medicação" - desconfio q este natal bou tomar duas caixas de XANAX pózaguentar a todos lololllllll

xinhinhuuuuuuuuuuus pa tu bizinhu da lua

nb - iskeci da pica: "ó gaja dá cá o dedinho pa ber mékisso tá" - sabes o q axo?? q num debiam existir enfermeiras nas familias ;))))))))))))))))))) debia ser algo do tipo: ah keres uma enfermeira?? ataum bai BUSCAR!!

Teté disse...

Bom, acho que engordei dois quilos só de ler este post. E tu vê lá, que eu não tenho bicicleta... :)))

Mas, em abono da verdade, estava mais a precisar de uma pérola do Bolhão aqui por perto, que os hipermercados deixaram de ter o meu chá preferido e para a baixa lisboeta não volto a ir, não... tão depressa! :D

Beijocas e bom fim de semana!

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Também não dispenso essa mesclada de sabores, pincipalmente umas rabanadas muito especiais feitas pela minha mãe. Praticamente a única doçaria ainda feita por ela, que tantos predicados tinha nessa matéria.Esse cheiro, ainda o sinto como na infância, mas agora o colesterol manda-me avisos e tenho de me conter.
Tal como o queijinho da Serra, indispensável, apaesar das ameaças da União Europeia em acabar com ele.

Gi disse...

Eu adoro rabanadas e aletria, em matéria de doces. Em matéria de comida propriamente dita, gosto de tudo.
Haja ginásio. :)