quinta-feira, abril 30
fábula dos tempos modernos
poste do paulofski 16 que não esperaram em silêncio
quarta-feira, abril 29
reposte 3 [tempo]
Partilhar

"Bom dia...
Sete e quinze da manhã, aqui nas manhãs da três...."
Como adepto do snoozing, ou seja, do "só mais 10 minutos", já o rádio-despertador tenta que eu acorde, quando finalmente à terceira tentativa consegue tirar-me da cama. Aí o escravo do relógio acelera o ritmo e vai trabalhar. Treino matinal de passo acelerado até ao Metro, aí paro e perco-me
A maioria das pessoas vive constantemente preocupada com o aspecto negativo do tempo. Isso acontece porque os nossos pensamentos estão frequentemente a pensar primeiro em algo negativo sobre nós mesmos para depois surgir algo positivo (quando surge). Assim como vozes internas que ouvimos e nos criticam, indicando supostos "defeitos"
Sim, estamos envelhecendo, e daí? A culpa das rugas não é só do tempo. Essas são as marcas de como vivemos as nossas vidas. Dos nervosismos e stress muitas vezes desnecessários, das tristezas internas, das faltas de ânimo, reclamações e insatisfações com tudo e com todos. Sem falar nos sorrisos amarelos por fingirmos ser felizes quando às vezes estamos a doer por dentro. Surgirão sempre problemas e aí eu digo que o tempo é algo bom, porque o tempo é a maior solução para muitos deles. Muitas vezes ele resolve tudo. O tempo ensina e mostra as verdades. Quando paramos com toda a correria é que as ideias ficam no lugar. Por isso, não percamos o nosso tempo pensando no tempo. Apenas vivamos o agora.
E agora perguntam vocês: Porque foi ele desenterrar este texto? E eu respondo, porque me apeteceu, ora essa. Raio de mau tempo que nunca mais passa!
poste do paulofski 17 que não esperaram em silêncio
terça-feira, abril 28
a gripe infectou a internet
O anterior surto de gripe à escala mundial, a gripe aviária, ocorreu na Ásia e talvez fosse mais preocupante uma vez que o vírus H5N1 se fez de hospedeiro num corpo de penas com asas que viaja livremente e sem controle nas fronteiras aeroportuárias! Podemos estar mais uma vez perante uma histeria passageira, mas, pelo sim e pelo não, recomenda-se que se acrescentem mais algumas precauções às que habitualmente se tem com qualquer tipo de gripe. È obvio e compreensível que ninguém queira viajar para adoecer e é natural que se desmarquem viagens para as zonas de risco, mas umas simples precauções diárias previnem possíveis contágios:
Principalmente se estiver em ambientes fechados, quando tiver que tossir ou espirrar, cubra a boca e o nariz para reduzir a propagação de germes e não se esqueça de lavar as mãos depois; Sempre que puder proteja-se da tosse e espirros de outras pessoas; Quando for lavar as mãos, lave-as com sabão e água corrente quente ou utilize toalhetes de limpeza higiénica; Vigie a sua saúde e se verificar alguns sintomas procure os serviços médicos; Se vai viajar informe-se convenientemente; Se ainda não se vacinou, fale com o seu médico assistente.
Contra a paranóia, o melhor remédio é a informação (vejam o vídeo até ao fim).
E como não podia deixar de ser, nem falta a habitual teoria da conspiração à boa moda americana:
poste do paulofski 8 que não esperaram em silêncio
sexta-feira, abril 24
a senhora professora
"A liberdade é o espaço que a felicidade precisa"
Um bom fim-de-semana. Aceito palpites na fotografia. :)
poste do paulofski 21 que não esperaram em silêncio
quinta-feira, abril 23
uma hipótese
Ontem li o Carlos no Rochedo que lançava o desafio de pensarmos se o que estamos a fazer em defesa do futuro dos nossos filhos é o mais correcto? Infelizmente muitos são os que não querem saber do mal que se está a fazer ao planeta, nem que a herança deixada às gerações seguintes não tem rumo nem futuro. Continuarão a haver pessoas que vivem para a ganância, sem pensarem em mais nada do que tirar tudo para proveito próprio, sem o menor pudor. Mais hipócritas, líderes de países com riquezas naturais incalculáveis, irão continuar a governar sem olharem para o seu povo, que continuará a sofrer com a fome, a sede, e a viver em condições sub-humanas. Pelo menos ainda restam algumas pessoas, que procuram reverter a situação e com a sua voz e acções consciencializam outros, no sentido de se alterarem políticas e comportamentos.
Ao desafio proposto eu respondo que é na educação que poderemos ter a ferramenta necessária para poder alterar este rumo. Não basta que se fale somente da necessidade de se deixar um planeta melhor para os nossos filhos. A minha consciência responsabiliza-me em deixar um filho melhor para o nosso planeta.
poste do paulofski 10 que não esperaram em silêncio
quarta-feira, abril 22
terça-feira, abril 21
nanda
Partilhar
Muitos vivem rodeados de pessoas que inspiram sabedoria.
Que despertam sentimentos.
Que a todos prestam uma atenção e carinho desmedidos.
Que por acções e palavras irradiam generosidade e sensibilidade.
Do coração e da inteligência nascem obras de arte e a tudo dão valor, com amor.
Somos uns afortunados por ter na vida uma pessoa assim, uma mulher de uma interior e rara beleza, flor de suaves e delicadas cores, das mais perfumadas, que no jardim da vida florescem, todos os dias.
Desta janela intemporal te enviamos um grande beijinho de parabéns, das tuas absolutamente ternas setenta primaveras, para que te sintas intensamente feliz e rodeada de carinhos dos teus, Eduardo, Paulo, Tó, Carla, Susana, Rafael, Andreia e David.
Envio também à nossa querida vizinha Gi as flores que ela quiser pelo seu aniversário, faz 2 aninhos :). Parabéns Gi!
poste do paulofski 22 que não esperaram em silêncio
segunda-feira, abril 20
coisas da vida
Existem, no entanto, pessoas que não são capazes de se desfazerem das suas coisas de uma forma tão fria e despachada. Não conseguem transformar em lixo determinados objectos que, para eles, ainda possuem algum valor sentimental. Nem todos têm o privilégio de morar em casas espaçosas e de se poderem dar ao luxo de acumular tudo o que vão adquirindo ao longo da vida. Alguns menos afortunados, se pudessem, usariam a arrecadação da cave do prédio para criarem uma espécie de museu, onde depositariam todos os objectos e expunham a sua colecção de quinquilharias velhas e inúteis, que remetem à lembrança. E poderiam até lucrar com isso se porventura abrissem as portas a visitantes saudosos por aquilo que também fez parte das vidas deles:
Nostálgico: - Pois é, respondo, tentando conter os soluços. Sabe que tive as minhas primeiras conversas portáteis nele, até que um dia, outro de outra geração bem mais leve e magrinha veio colorir os meus dias. Enxugo as lágrimas enquanto acaricio o actual.
Visitante: - É mesmo muito triste… E o que tem guardado nessa caixa?
Nostálgico: - Umas botas que deixaram de me servir. Não imagina como eu adorava calçar estas botas. Ficavam perfeitas nos meus pés. E veja como estão novas, digo enquanto solto um suspiro!
Visitante: - E o que é que tem escrito na caixa?
Nostálgico: - Aqui jazem as minhas queridas texanas 1984–1986.
Visitante: - Tem mais coisas suas por aqui?
Nostálgico: - Ah sim, está ali uma bela máquina. Um incrível computador IBM486, com os seus 8MB de RAM, 125MB de disco, mais o monitor VGA, uma Playstation 1 que o meu filho deixou, e outras coisas da vida.
Posto isto, acho que não tenho razões em me preocupar se reservar espaço na minha arrecadação para um museu desses. Afinal, para mim, se algum equipamento deixou de funcionar e não teve reparação, vai direitinho para a arrecadação... digo reciclagem. Bem, menos aquele leitor de cassetes de vídeo avariado, que está no armário do meu quarto. Sabem como é, eu vi muitos filmes ali em boa companhia, e ainda tenho as cassetes VHS, guardadas algures e preservadas por uma fina película de pó!
poste do paulofski 14 que não esperaram em silêncio
quinta-feira, abril 16
de cristal
É inevitável. Ano após ano, enquanto viver, chegará o dia em que se incrementa mais um ano aos que já ficaram para trás. Sinto ser prematuro dizer que já cheguei a uma idadezinha respeitável para se fazer uma espécie de retrospectiva.
Será? Não sei! Mesmo assim a farei...
Acordado já sonhei, a meio da noite e com medo do escuro, receei. Já me cortei na faca da cozinha, já subi às árvores e aos telhados, tive medo de alturas, já fui medricas mas arrisquei. Já nadei para a outra margem e à bola joguei, já fiz balões de chiclete e a minha cara sujei, e se gostei. Já me escondi debaixo da cama e esqueci os pés de fora, quis ser guitarrista, astronauta e rei. Já tentei roubar beijos, e se gostaram dos que dei? Já não sei. Já confundi sentimentos e me enganei. Já gritei de felicidade, até flores roubei. Partilhei e tirei, sim, já me confessei. Já me apaixonei. Assentei. Já chorei de alegria por dores de barriga e esperei. Assisti ao nascer do sol, é deslumbrante, eu sei! Já ouvi música e cantei, mal mas cantei, e o meu filho embalei. Já descobri e perdi, corri, ouvi, conversei com o espelho e acreditei. Já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo a falta de uma, já falei que me apaixonei? Já vi estrelas. Já saí para pedalar sem rumo, sem nada na cabeça, e até hoje sinto que não voltei. Já raspei o fundo do tacho, andei à chuva e me molhei. Já pisei merda no passeio. Quem é que nunca pisou? Ok! Já me descuidei e queimei, ri até soluçar e mal disposto acordei. Já descobri que a vida é mesmo isso, um ir e vir sem razão de tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num frágil baú que é o coração. São quinze de crescimento, de sincero sentimento, mas ao certo são quarenta e três, bem sei. Fui muito chato? Calculei!
poste do paulofski 29 que não esperaram em silêncio
terça-feira, abril 14
doces lembranças
A minha memória mais forte, a que o nariz capta. É do aroma trazido no ar e que me aflora num sentimento de nostalgia. É um cheiro bom e inspirador, de um tempo maravilhoso que jamais se apagará. Das doces lembranças de um Domingo na aldeia. Do arroz de forno lentamente cozido num alguidar de barro preto, onde pende a suculenta carne de pasto sustentada em pau de loureiro, e que nos grãos pinga dando-lhes aquele sabor da terra, característico da lenha trazida do mato. Tudo artesanal, tão natural como os temperos e ensinamentos herdados pelos meus tios.
Há cheiros que permanecem inesquecíveis, mas o que me leva de volta ao passado é a divisão da casa onde permanece a pedra. A frescura da loja, com o seu lagar e constante grau de humidade, usada como adega, onde se guardam as pipas, as batatas e alguns objectos em desuso, mas que foram úteis nas mãos sábias dos meus avós, que viveram uma vida dura, lenta e repleta de simplicidade, e que pelo menos uma vez pelo Verão, nas férias grandes, eu e o irmão desassossegavam.
Lembra-me da minha mãe, e que “já cheira a Castelo!”
poste do paulofski 11 que não esperaram em silêncio



