segunda-feira, janeiro 25
a brincar vos digo,
nesta brincadeira que é inventar, reflectir a escrever ou escrever e reflectir, descobri uma certeza. Descobri que nada melhor se faz se não for realizado de uma forma inspirada. Falo por mim, eu só consigo transformar pensamentos em palavras se for movido pela inspiração, e inspiração é algo que eu não encontro todos os dias. A paixão mora nos desejos, nos sentimentos e nas histórias inspiradas onde inventamos a nossa vida.
(Inspiration - Jason Mraz)
poste do paulofski 9 que não esperaram em silêncio
sexta-feira, janeiro 22
tranquilamente... espero em silêncio
(Flor de Sal - Viana do Castelo /Dez.2008)
Na minha inseparável timidez eu sempre soube dar valor ao silêncio. Soube que é melhor estar calado quando não tenho porque falar. Receio palavras imperfeitas, soltas e desnecessárias, verbalizadas no momento impróprio, que podem ferir, quebrar o precioso silêncio do meu pequeno mundo. Introspectivo, eu sempre soube que a importância do gesto e a expressividade do olhar conseguem chamar a atenção. Que na ausência de sons se pode produzir uma harmonia pacífica, sem a obrigação de ouvir o que não quero, o que não pedi e o que não preciso de ouvir. Intimista, só me manifesto quando tenho assunto para ser abordado, possuo algo que deva acrescentar à questão, ao momento em discussão. Nós, os silenciosos, não gostamos de meteorologistas de elevador nem de saber se fulano ou sicrano chegou mais cedo. Quero expressar, aqui e agora, o meu muito obrigado aos que nunca me perguntaram como tem estado o clima.
Bom fim-de-semana.
Bom fim-de-semana.
poste do paulofski 12 que não esperaram em silêncio
quinta-feira, janeiro 21
na minha opinião
Muitas pessoas que foram instruídas dentro de numa religião acreditam que o que é certo e o que é errado lhes foi doutrinado pelos livros sagrados das religiões que seguem. Há gente boa e gente maldosa, tanto nas religiões como fora delas, e todos nós sabemos, sem ser necessário que alguma religião nos explique, o que é certo e o que está errado. Basta que pensemos conscientemente pela nossa cabeça e abertamente, sem dogmas nem preconceitosos, discutirmos os temas.
Ao longo da história as religiões evoluíram muito pouco, não acompanharam as evoluções sociais e continuam baseadas em culturas e textos arcaicos, que viam o casamento apenas como um meio para a procriação. Se a Igreja proíbe o casamento homossexual também tem de proibir outras coisas que estão escritas nos textos sagrados e que não são aceitáveis, como o direito do marido dispor sobre a vida da mulher.
Compete ao Estado regular o casamento civil e deve fazê-lo, independentemente das religiões.
Ao longo da história as religiões evoluíram muito pouco, não acompanharam as evoluções sociais e continuam baseadas em culturas e textos arcaicos, que viam o casamento apenas como um meio para a procriação. Se a Igreja proíbe o casamento homossexual também tem de proibir outras coisas que estão escritas nos textos sagrados e que não são aceitáveis, como o direito do marido dispor sobre a vida da mulher.
Compete ao Estado regular o casamento civil e deve fazê-lo, independentemente das religiões.
poste do paulofski 14 que não esperaram em silêncio
quarta-feira, janeiro 20
obama, pá...
...de dar um novo significado à paz!
(não renegues à partida um filme que desconheces. Vá, vê até ao fim, ó faxabôre)
poste do paulofski 14 que não esperaram em silêncio
segunda-feira, janeiro 18
resumindo, este texto é como o título, longo e muito chato, portanto, se entenderem, podem passar desde já para o concluindo...
O que a revolução das redes sociais trouxe ao nosso quotidiano foi uma mudança no conceito de amizade, e para que a usemos bem é importante entendermos isso. No mundo virtual não deveremos ser muito rigorosos quanto ao critério de adicionar pessoas, mesmo que determinado convite nos possa ser estranho, pois podem sempre ter algo muito interessante para compartilhar e reviver, nunca se sabe.
Pois é, a euforia pelas redes sociais tem sido tão grande que todo o mundo procura aderir a uma ou várias dessas redes de dominação global. Lembro assim de repente algumas: o Blogger, Wordpress, Myspace, DeviantART, Flickr, TripAdvisor, Twitter e LinkedIn são todos exemplos de aplicações sociais com finalidades específicas, actuando em comunidades e nichos de mercado. Já o Hi5 não me parece que seja uma rede para um mercado específico. Ao contrário, é uma grande mixórdia onde adicionamos familiares, colegas do trabalho, velhos e novos amigos, da escola, da associação recreativa, da borga, da bola, ex-namorada, vizinhos e todo tipo de gente! O Facebook é a mesma coisa, com a pequena diferença que o planeta inteiro estar a aderir em massa. O crescimento colossal desta rede social é absurdo. Actualmente, é o quarto site mais visitado em todo o mundo.
- Ó pai, tu não tens perfil no Facebook? Olha que está na hora de criares um!
- Sim, eu sei. É que é cá um stress só de pensar em ter de criar mais uma conta. E, mesmo não entendendo para que serve, franzindo a testa, tentando juntar todas as defesas racionais para não ter que aderir a mais um serviço, lá descruzei os braços e afundei a face no tal livro social. Afinal se já tenho um blogue será que preciso também de me tornar num aprendiz faceboqueiro? Parece que sim! Faz um tempo que eu já tinha perfil aberto no Facebook mas andava por lá meio esquecido. Disseram-me que serve para jogar joguinhos, cultivar tomates e batatas numa quinta virtual, bisbilhotar fotos de amigos, cutuca-los (!), receber e mandar presentinhos virtuais, responder a questões irrelevantes, usar um superpoke(!!!) e perder tempo precioso até ficar farto e nunca mais voltar. Mas, cuidado, também me disseram que vicia, e muito mesmo! A vida não se resume a ficar sentado a teclar e clicar num mundo virtual como é a internet. O serviço exige que eu tenha o computador livre para outras aplicações e, fora o blogue onde ainda consigo entrar, a instituição não concorda que deveremos facebookar abertamente. Temos pena!
... concluindo, continuarei a privilegiar o tempo que tenho disponível nos blogues, continuarei a escrever e publicarei as minhas bacoradas aqui no gabinete. Esporadicamente, farei as minhas visitas à vizinhança do blogobairro e, se entenderem, sintam-se à vontade para me encontrar e adicionar aqui, mas não prometo que algum dia venha a ser um bom fazendeiro.
Pois é, a euforia pelas redes sociais tem sido tão grande que todo o mundo procura aderir a uma ou várias dessas redes de dominação global. Lembro assim de repente algumas: o Blogger, Wordpress, Myspace, DeviantART, Flickr, TripAdvisor, Twitter e LinkedIn são todos exemplos de aplicações sociais com finalidades específicas, actuando em comunidades e nichos de mercado. Já o Hi5 não me parece que seja uma rede para um mercado específico. Ao contrário, é uma grande mixórdia onde adicionamos familiares, colegas do trabalho, velhos e novos amigos, da escola, da associação recreativa, da borga, da bola, ex-namorada, vizinhos e todo tipo de gente! O Facebook é a mesma coisa, com a pequena diferença que o planeta inteiro estar a aderir em massa. O crescimento colossal desta rede social é absurdo. Actualmente, é o quarto site mais visitado em todo o mundo.
- Ó pai, tu não tens perfil no Facebook? Olha que está na hora de criares um!
- Sim, eu sei. É que é cá um stress só de pensar em ter de criar mais uma conta. E, mesmo não entendendo para que serve, franzindo a testa, tentando juntar todas as defesas racionais para não ter que aderir a mais um serviço, lá descruzei os braços e afundei a face no tal livro social. Afinal se já tenho um blogue será que preciso também de me tornar num aprendiz faceboqueiro? Parece que sim! Faz um tempo que eu já tinha perfil aberto no Facebook mas andava por lá meio esquecido. Disseram-me que serve para jogar joguinhos, cultivar tomates e batatas numa quinta virtual, bisbilhotar fotos de amigos, cutuca-los (!), receber e mandar presentinhos virtuais, responder a questões irrelevantes, usar um superpoke(!!!) e perder tempo precioso até ficar farto e nunca mais voltar. Mas, cuidado, também me disseram que vicia, e muito mesmo! A vida não se resume a ficar sentado a teclar e clicar num mundo virtual como é a internet. O serviço exige que eu tenha o computador livre para outras aplicações e, fora o blogue onde ainda consigo entrar, a instituição não concorda que deveremos facebookar abertamente. Temos pena!
... concluindo, continuarei a privilegiar o tempo que tenho disponível nos blogues, continuarei a escrever e publicarei as minhas bacoradas aqui no gabinete. Esporadicamente, farei as minhas visitas à vizinhança do blogobairro e, se entenderem, sintam-se à vontade para me encontrar e adicionar aqui, mas não prometo que algum dia venha a ser um bom fazendeiro.
poste do paulofski 10 que não esperaram em silêncio
sexta-feira, janeiro 15
olha um comentário Rafeiro, busca...
Desde quarta-feira que ando pr’aqui com uma pulga atrás da orelha! Terá sido só impressão minha ou será que num passeio pelo bairro, entre um blogue e outro, me terei cruzado com o nosso amigo perfumado! Fiquei intrigado e tentei entabular conversa com o dono mas o canito farejou-me e delicadamente mostrou-me os dentes: “Are you rosnating to me?!?”. Pois foi! Pode-se dizer que o talentoso e divertido Canis Rafeirus Perfumatum foi buscar paus, correr atrás de ciclistas e molhar pneus de automóveis para outras paragens. Em suma, mandou-nos dar uma curva… Ai não, foi à modéstia, ok! Não interessa. Pena nossa que tenha tomado a decisão de trancar a sua casota, mas no fundo tenho cá para mim que breve, breve, estará de volta, ainda mais perfumado e com mais gordurinha à volta da cintura.
Até já Rafeiro.
Hummm... outro formato! Será este?
Até já Rafeiro.
Hummm... outro formato! Será este?
poste do paulofski 8 que não esperaram em silêncio
quinta-feira, janeiro 14
ferida
Uma tarde como tantas outras e a cidade que sobrevive, aqui e ali sobressaltada por gatos e pássaros num louco frenesim. Apesar de toda esta agitação, só se vive o quotidiano e nem um alarme proveniente do poderoso som do vento, trovão de sinais que se sobrepõem uns aos outros, faz esquecer a pobreza, a instabilidade política, a economia destroçada e a permanente guerrilha de um país que vive numa dimensão cada mais grave. E de um momento para o outro um tremor aparece do nada, o chão parece falhar e balança debaixo dos pés como se tudo estivesse sobre um baloiço gigante. As paredes embalam-se perigosas e o tecto faz companhia ao movimento do chão. Qual monstro adormecido, subitamente acordado pelo bater de asas de uma borboleta, reage explosivamente e, sem apelo nem agravo, destrói violentamente tudo à sua volta. Os alicerces tremem, os sonhos são arrasados. São ruas desertas de pessoas e inundadas de uma multidão de destroços. A imprevisibilidade, a inevitabilidade, a morte. A dureza das consequências deixa-nos sem ar, como se nos atingisse em cheio com um murro no estômago. E o penoso tempo vai passando, sentindo e tentando ignorar as réplicas que, apesar de não terem a mesma intensidade aumentam o medo. Milhares de pessoas desalojadas, feridas e sem saberem dos seus familiares vagueiam pelas ruas no meio do caos, dormem ao ar livre e enquanto não chegam as equipas de salvamento escavam com as próprias mãos na ânsia e esperança de encontrar os que continuam soterradas nos escombros. A revolta da terra vai passar. Restará arrumar as palavras que se espalharam, que flutuam e balançam como se fossem as penas perdidas de uma almofada rasgada. Não se sabe o tempo que demorará a repousar a poeira da emoção sobre o chão de sofrimento. Fica um momento na vida, como se tudo tivesse acontecido, imaginário, abstracto. Desabada a serenidade, arrumada a um canto da vida, permanece à espera que a memória a solte e feche a ferida que se abriu no coração.
Reposição e adaptação de um texto com o mesmo título e por mim publicado aqui no ano passado.
poste do paulofski 7 que não esperaram em silêncio
quarta-feira, janeiro 13
o seu início, o meu final...
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... cara PresidentA e leitores do blogobairro.
Agora continuo eu a contar o resto da história (clique aqui para conhecer o seu início):
E pronto! Vai daí, o bife lá seguiu à risca a sua sina de percorrer o saudável caminho da contenção nutritiva. Aceitou deitar o lombo na grelha quente e, meio passado, a destempero, recusou a pitada de sal e o condimento dos molhos. Em vez das estaladiças rodelas da amiga batata, juntou no prato um festim gastronómico de vitaminas e sais minerais. Untadas de azeite extra-virgem, vieram limpas as folhas de cor brilhante de uma alface cheia de frescuras. Os acompanhantes não se fizeram rogados e chegaram maduros com o sabor que os caracteriza. Caqui, saladet ou cereja, qualquer que seja a tomatada, perfumada com manjericão cortado em lâminas finas tornam-se irresistíveis. Mas aí, o Ovo, esse cavalheiro mal querido, cavaleiro estrelado e sem montada, reaparece em cena, romântico, chorando lágrimas de óleo e pedindo-me para interceder em sua causa. Dei a volta à mesa, sentei-me numa cadeira ao seu lado e disse-lhe claramente: Mas que posso fazer por ti amigo Ovo? Se todos se deliciaram com as iguarias do Natal e pecaram por excesso de gulodice, que hei-de eu fazer se agora só pensam em dietas e saladas! Mais a mais amigo Ovo, o teu colesterol está misturado na massa da doce sericaia e, não sei se sabes, os dois amantes juraram não voltar a refeiçar juntos! Mas nisto, um sorriso divertido se desenhou nos meus lábios e tive o delicado cuidado de não me descascar a rir: Não sejas Calimero, amigo ovo, deixa-os vegetar à vontade. Não lhes dou até à Páscoa e estarão de volta às asneiras saborosas, vais ver! Olha, tu na minha francesinha és especial, não me importo nada de uma dose cavalar de proteínas... e de cerveja, já sabes.
poste do paulofski 7 que não esperaram em silêncio
terça-feira, janeiro 12
sono
Uma destas manhãs apeteceu-me fixar o olhar. É isso mesmo, apeteceu-me. Há alturas em que me procuro esquecer, mas nessa manhã, enquanto alisava o cabelo, arregalei bem os olhos e encarei-me ao espelho, como uma qualquer pessoa normal faz! Passei água fria e olhei bem no fundo dos meus olhos. Que estranha sensação eu tive, delicada e assustadora, como se invadisse a minha privacidade e revelasse o que não quero. Assim, sem licença, entrar e vadiar pela alma, sem pestanejar por um momento que fosse e revelasse as falhas e imperfeições da própria essência. Que mistérios insondáveis permanecerão para sempre encerrados em nós próprios!? Acho que é melhor deixá-los lá quietinhos. Há sempre alguém que um dia acorde com uma cara ainda mais feia do que eu!
poste do paulofski 4 que não esperaram em silêncio
segunda-feira, janeiro 11
ufa
Definitivamente o grau de produtividade aqui na estufa deste gabinete, o verdadeiro, é bastante elevado que até me sinto a derreter. Num dia assim tão bonito e luminoso acho que me faria bem sentir o frio polar que faz lá fora. E é isso mesmo que vou fazer! Vou fazer um intervalinho e sair para o frigorífico até congelar os neurónios!
poste do paulofski 7 que não esperaram em silêncio








