Não poderei estar indiferente às eleições presidenciais americanas. Num país que se diz "democrático", onde apenas existem dois partidos políticos, claramente conservador, população extremamente consumista e na maioria ignorante, decide hoje qual dos candidatos irá ocupar a sala oval da Casa Branca. Quer queiramos quer não, serão eles a escolher quem influenciará a política mundial. Eu vou “votar” Barack Obama, ou melhor gostaria de votar. O que está em causa é muito mais do que uma simples eleição de um presidente num país qualquer, é muito mais do que isso, e como tal deveríamos, nós a população mundial, ter também uma palavra a dizer. Penso que a vitória de Obama traria uma postura mais democrática, mais séria nas relações exteriores e nos conflitos mundiais, principalmente na diminuição da preponderância militar americana nos conflitos actuais e fazer da diplomacia a arma primordial na procura de soluções. A eleição do primeiro presidente negro poderia também trazer mais equilíbrios culturais e sociais à população norte-americana, uma maior integração, conhecimento e respeito entre classes, entre a população dominante e as minorias negra, hispânica e muçulmana, sem muita representação política. Também nutro alguma simpatia por John McCain, possuidor de uma larga experiência de vida, tanto militar como política. As suas propostas para a solução da grave crise económica americana são importantes e demarca-se claramente das políticas da administração anterior. Obama ou McCain? Não importa quem seja o eleito, o que realmente é de enaltecer é que se ponha termo ao desastre verificado nestes últimos 8 anos. A partir de hoje, seja qual for o escolhido, uma coisa é certa, Bush passará à história como o pior presidente que a América alguma vez teve e de uma vez por todas o mundo vê-se livre dele. É hoje, finalmente!
terça-feira, novembro 4
segunda-feira, novembro 3
juntos
Depois da minha colecção de carrinhos da Matchbox, se havia brinquedo que me deixava encantado, com que dava largas à minha imaginação, e com eles perdia horas e horas a brincar, eram os legos. O que eu adorava brincar com legos! Ficava lá, distraído no tempo mas concentrado a separar as pecinhas espalhadas no quarto por cores, formatos e tamanhos, calculava as peças necessárias para as minhas construções, encaixava-as uma a uma até se juntarem todas. Como naquela altura os legos não estavam acessíveis a qualquer um, a minha colecção era ainda muito pequena e pouco variada. Lembro que ia para casa de um amigo brincar com os que ele tinha, e eram tantos! Passava lá horas, tardes, a construir palácios, peça a peça até ao resultado final, até que alguém me lembrava que tinha de regressar a casa. Saia de lá sempre com o desejo de recomeçar a encaixar, a desmontar, de voltar para o meu curso de engenheira de plástico. Quanto mais brincava com os legos, maior era o meu desejo de poder aumentar a minha colecção. Sonhava que o meu pai chegaria a casa com uma caixa cheia deles, todinhos para mim, mas quando acordava a realidade não era essa! Enquanto estivesse rodeado de legos, brancos, amarelos ou azuis, rodinhas e portas, de três e seis encaixes, telhados vermelhos e bonecos sorridentes, eu estava no meu mundo, do faz de conta, e tudo o resto me passava ao lado. Tudo o que queria era construir as máquinas mais estranhas, indestrutíveis aos berlindes e às quedas forçadas, construir as casas mais bonitas, pontes e carros, eu sei lá, uma imensidão de coisas que só terminava quando a hora era tardia pois a imaginação levava a tudo. Ainda sou capaz de pegar nesses pedacinhos de plástico e molda-los ao meu jeito. Não tenho já o mesmo interesse nem os mesmos sonhos de criança mas continuo a ter muita imaginação. Pai, que estás a fazer com os meus legos? Olha lá, e se os arrumasses todos como eu te mando? Assim eu não teria de os procurar e remexer no saco do aspirador de cada vez que os aspiro em baixo da tua cama!
Que importa, esses pequenos cubos coloridos de plástico são mágicos, assim espalhados pelo chão, e que nos transportam aos dois, de cócoras no meio do quarto, no nosso desejo de continuar a sonhar e brincar, juntos.
Que importa, esses pequenos cubos coloridos de plástico são mágicos, assim espalhados pelo chão, e que nos transportam aos dois, de cócoras no meio do quarto, no nosso desejo de continuar a sonhar e brincar, juntos.
poste do paulofski 10 que não esperaram em silêncio
sábado, novembro 1
a voz que veio do futuro
Peter Murphy é um dos grandes senhores da música independente e quando se fala no seu nome é impensável separá-lo do percurso percorrido com os míticos Bauhaus, ainda uma das maiores referências no meio alternativo. Continua a encantar com a sua potente e característica voz e, talvez mais do que nunca, prova a cada espectáculo estar na sua melhor forma.
Depois do espectáculo, esgotado, em Novembro do ano passado, no Pavilhão Municipal de Gaia, e do concerto no Festival Marés Vivas, também em Gaia, em Julho, Peter Murphy regressa a Portugal este fim-de-semana e vai interpretar músicas que marcaram muito as preferências musicais na minha adolescência, os anos oitenta.
Terminada a etapa dos Bauhaus, em 1983, formou conjuntamente com Mick Karn dos Japan os Dalis Car. Passados três anos após o fim dos Bauhaus, Peter Murphy estreia-se em discos a solo, e em 1990 surge o álbum mais conhecido da sua carreira, "Deep".
Depois do espectáculo, esgotado, em Novembro do ano passado, no Pavilhão Municipal de Gaia, e do concerto no Festival Marés Vivas, também em Gaia, em Julho, Peter Murphy regressa a Portugal este fim-de-semana e vai interpretar músicas que marcaram muito as preferências musicais na minha adolescência, os anos oitenta.
Terminada a etapa dos Bauhaus, em 1983, formou conjuntamente com Mick Karn dos Japan os Dalis Car. Passados três anos após o fim dos Bauhaus, Peter Murphy estreia-se em discos a solo, e em 1990 surge o álbum mais conhecido da sua carreira, "Deep".
O single "Cuts you up" foi um dos êxitos desse ano, tendo-se mantido sete semanas no top, acompanhado de uma grande exposição a nível de rádio e televisão.
Em 2002, é editado "Dust", álbum que recolhe influências da música oriental, o que se deve, em grande parte, ao facto de Peter Murphy viver há muitos anos na Turquia. Em 2005, publica "Unshattered", o seu último disco até agora. O álbum tem canções pop, mas sem abandonar por completo o registo alternativo e as habituais aproximações à world music.
Em 2002, é editado "Dust", álbum que recolhe influências da música oriental, o que se deve, em grande parte, ao facto de Peter Murphy viver há muitos anos na Turquia. Em 2005, publica "Unshattered", o seu último disco até agora. O álbum tem canções pop, mas sem abandonar por completo o registo alternativo e as habituais aproximações à world music.
Fonte JN
poste do paulofski 4 que não esperaram em silêncio
sexta-feira, outubro 31
bruxa ria...
Dizem que a próxima é a noite delas... A noite das bruxas. Não é que eu acredite em bruxas... pero que las hay... Ok, não acredito mesmo, no entanto acho que é da mais inteira justiça que também tenham o seu dia, ou melhor, a sua noite, e saiam por aí montadas na vassoura para se divertirem, e poderem pregar partidinhas à vontade como algumas que andam por aí o ano inteiro a gozarem com a nossa cara e a divertirem-se à nossa custa.
Preparem-se para o pior!... e se conduzirem a vassoura não bebam da poção, ou vira-se o feitiço contra a feiticeira hi.. hi..!
Preparem-se para o pior!... e se conduzirem a vassoura não bebam da poção, ou vira-se o feitiço contra a feiticeira hi.. hi..!
poste do paulofski 6 que não esperaram em silêncio
quinta-feira, outubro 30
andreia
Entender é viver, é saber que quem ensina ama, é não ter pressa em crescer.
Feliz aniversário
poste do paulofski 6 que não esperaram em silêncio
toca-te
Hoje é o dia nacional da prevenção e de sensibilização para o cancro da mama. Sendo uma das principais causas de morte entre as mulheres, convém não deixar de mencionar, que também pode acontecer aos homens, embora seja muito mais raro.
Os sintomas diferem de caso para caso, podendo surgir pela presença de um caroço na mama, ou pelo endurecimento de uma determinada área da pele, mamilos que mudam de direcção ou viram para dentro, inchaço, entre outros, mas o inimigo número um é, sem dúvida, a falta de atenção e de prevenção.
Por isso, toca-te!
cancromama.blogspot
cancrodamama.com
ligacontracancro.pt
apamcm.org
cancronamama.blogspot
min-saude.pt
Os sintomas diferem de caso para caso, podendo surgir pela presença de um caroço na mama, ou pelo endurecimento de uma determinada área da pele, mamilos que mudam de direcção ou viram para dentro, inchaço, entre outros, mas o inimigo número um é, sem dúvida, a falta de atenção e de prevenção.
Por isso, toca-te!
cancromama.blogspot
cancrodamama.com
ligacontracancro.pt
apamcm.org
cancronamama.blogspot
min-saude.pt
poste do paulofski 6 que não esperaram em silêncio
quarta-feira, outubro 29
ponto de vista
Quantos de nós costumamos julgar os outros só pelas aparências, mesmo sabendo que poderemos estar muito enganados? Quando essas aparências não são do nosso agrado, acabamos quase sempre por "marcar" a pessoa e nos prevenir contra as suas acções e atitudes, quaisquer que elas sejam!Por nós, ou por terceiros, passamos a vida a ser julgados. Do que os outros pensam, mesmo aqueles que não me conhecem de parte nenhuma, tem para mim alguma importância. Não oriento a minha vida por padrões alheios, mas pelos valores em que acredito, no entanto é evidente que gosto e procuro sempre deixar uma boa impressão de mim. E penso que todos também devem gostar! É bem mais fácil sermos os juízes dos outros, é mesmo muito fácil cairmos na tentação de apontar o dedo, mesmo não tendo o cuidado de, inconscientemente, já termos cometido os mesmos erros. É claro que fico preocupado com o que possam vir a pensar de mim! Sou eu quem mais me julga! Evidentemente gostava de levar uma vida sem erros, humilhações e desapontamentos mas já passei por essas situações e a aprendi algo com elas! Nunca agradei e nem sempre irei agradar a todos, e já fico contente em não desapontar de quem de mim tem mais apreço. Nunca gostei, nem foi meu feitio, meter-me na vida alheia, mas como humano e animal sociável, sei que isso é quase impossível e algumas vezes acabo também por comentar, julgar ou condenar terceiros. Mesmo em conversas temos sempre tendência em dizer bem ou mal dos outros, mas não gosto de o fazer mesmo sabendo que por vezes é um recurso a ter em conta. Não vivemos sozinhos, não trabalhamos sozinhos, não estamos sozinhos e devemos olhar como semelhantes. Gosto de dar a minha opinião e para que seja um julgador justo é essencial para mim ser conhecedor de todos os dados em causa. É sempre bom saber ouvir as opiniões dos outros, mesmo as diferentes das nossas! Bem ou mal falem de mim, dirão alguns. Também o digo se o fizerem cara a cara, com possibilidade de defesa de argumentos, sinceridade, e influência positiva.
Concluindo, antes de criticar, julgar e condenar uma pessoa, devemos colocar-nos no seu lugar, entender os seus sentimentos, confrontar ideias e compreender que cada um tem o seu próprio ponto de vista.
poste do paulofski 12 que não esperaram em silêncio
terça-feira, outubro 28
hipopotomonstrosesquipedaliofobia

Por favor não se assustem, é que não encontrei outra forma melhor do que esta para exprimir aquilo que sinto ao ser uma vítima constante do que vos vou falar. Não há dia de trabalho em que eu não tenha de ouvir sempre o mesmo. Estou, por assim dizer, no pico do expediente, preciso de fazer aquela chamada muito importante para resolver este ou aquele assunto urgente, já agora porque será que quando é importante a tal pessoa importante quase nunca está disponível, continuando, e mesmo sem desejar ou solicitar que me seja dado um momento de pausa, supostamente relaxante, o meu ouvido direito, normalmente escravo destas situações, é acometido de uns acordes repetitivos, irritantes, e desesperantes que me levam a falar da falta de apreço que tenho em relação às músicas das centrais telefónicas. Será que existe, ou existiu, alguém que compõe estas músicas polifónicas só com o objectivo de dar a conhecer a sua vasta obra em todos os telefones da central? Tenho a certeza que são obras protegidas e com todos os direitos de autor reservados. Se assim não fosse imaginem a propagação de downloads em toques de telemóvel ou ficheiros de mp3, que iriam circular pela instituição! Imagino que por esta altura até devem estar a pensar que será mais ou menos como a música ambiente de uma vulgar sala de espera, mas não é nada disso! Assim seria diminuir estas composições que tanto alegram a minha vida profissional e que não duram mais que alguns segundos, ou eternos minutos! Penso até que seria uma área a explorar pelas novas operadoras de telecomunicações, assim como uma tabela de top destes sucessos musicais para incentivar novos talentos e explorar novas formas de entretenimento, as bandas gástricas! Sim, gástricas, porque aquilo depois de me dar a volta ao cérebro, revolve-me as tripas.
Já agora, se estão curiosos em relação ao título deste poste, googlem! Porquê? Porque não me apetece revelar a palavra que me passa pela cabeça sempre que tenho de ouvir toda essa sinfonia e depois me dizem que a tal pessoa importante não me pode atender.
poste do paulofski 6 que não esperaram em silêncio
segunda-feira, outubro 27
cuidado... eles andam aí!
Numa era em que a informática se desenvolve vertiginosamente, as novas tecnologias são cada vez mais o principal meio para se alcançar o desenvolvimento e a modernidade, e até se renasce o Magalhães, ainda existe neste pequeno e pobre país um grande complexo com uma das maiores funcionalidades que a informática inventou, o correio electrónico. Já todos nós o usamos e alguns nem conseguem viver sem ele. Com o correio electrónico surgiram novas funcionalidades para acabar com burocracias e toneladas de papel, que sempre acompanharam o desenvolvimento das sociedades, nomeadamente nos serviços públicos. Com o e-mail, emílio para os menos dados a estas coisas, apareceu também assinatura digital e a sociedade começou a ver na correspondência electrónica uma nova forma de melhorar e acelerar a comunicação entre todos. Mas ainda há quem resista a este novo mundo de comunicação livre. E por incrível que pareça são aqueles que deveriam promover as novas tecnologias que dão os exemplos mais pidescos.Sempre estive de acordo com a utilização das novas técnicas de comunicação mas começo a dar razão aos que dizem que os documentos produzidos electronicamente não são de confiança porque podem ser fiscalizados, adulterados e falsificados. Aos poucos, mesmo os mais cépticos, começam a ter razão e eu dou-lhes razão. Sinceramente esta invasão de privacidade ultrapassa todos os limites, qualquer que seja a justificação para que o façam. De facto o "grande irmão" não nos larga, eles andam aí! Isso já eu sabia! Mas agora também já sabem ler a correspondência, e isso é que é novidade para mim!
poste do paulofski 4 que não esperaram em silêncio
sábado, outubro 25
Semana difícil esta que passou. Me debati comigo mesmo, com as minhas atitudes, as minhas palavras, as minhas razões. Aqui dei sinais de fraqueza e vulnerabilidade. Aqui senti que me devia expressar, ganhar coragem, abrir meu coração. Busquei as forças necessárias para voltar a subir a minha montanha e, de consciência lavada, aprender e cumprir as obrigações. Porque tenho corrido atrás do tempo se nunca tenho pressa? Porque me soltam as palavras se as teclas me queimam os dedos? Tenho perdido até o sono, simplesmente porque tenho um computador em casa e é minha necessidade estar em contacto com o mundo. Tenho andado tão distraído que nem presto atenção ao semáforo, aos sinas do meu caminho, ao mapa. Às vezes me vejo tão longe da realidade que chego a pensar que sou novamente criança, quando corria para o meu quarto só para estar perto dos brinquedos, do meu mundo. Quando construía castelos de sonhos e barquinhos de papel para soltar na corrente da imaginação. E todos os dias procuro um lugar meu, um lugar de amor e saudade. E aqui me sinto bem…poste do paulofski 3 que não esperaram em silêncio



