quarta-feira, maio 16

querer não é poder

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quinta-feira, maio 10

“não tem nada que enganar”…

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… ou do tipo quem tem pernas vai a Roma!

domingo, maio 6

a todas as mães

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Para que este dia não passe em branco, qualquer outro dia serve para dizer palavras carinhosas a todas as mães. Às mães de primeira, às mães de segunda, às mães de muitas viagens, às mães de aluguer, às mães sogras, às mães biológicas, às mães galinhas, às filhas da mãe, às mães Natal, à santa mãezinha, à mãe Natureza...


quinta-feira, maio 3

o Pingo Doce e os corvos marinhos

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Guilin, no Sul da China, é o lugar mais belo onde já fui, as aguarelas fazem-lhe justiça. Em Guilin vi a mais dura das metáforas. À noite, no rio Li, os pescadores saem em jangadas de bambu e levam cormorões, corvos-marinhos, aos quais atam o longo pescoço com um fio. O pássaro mergulha, apanha um peixe e atrapalha-se, não consegue engolir, sufoca. O pescador iça o cormorão para a jangada, tira-lhe o peixe da garganta estreitada pelo fio. O cormorão, aliviado, olha grato o pescador que o vai explorar outra e outra vez. Entre uma e outra, o dono dá-lhe um pedaço de peixe, uma promoção de 50 por cento. Eu conhecia os cormorões de uma canção, Siracusa, que Yves Montand canta como ninguém, e, claro, dos desenhos em Corto Maltese. Mas o olhar explorado e grato dos corvos-marinhos de Guilin vai acompanhar-me pela vida. Como poderia eu criticar os homens e mulheres que foram anteontem ao Pingo Doce? Seria como criticar os anões que aceitam entrar em concursos de lançamento. E eu quantas vezes engoli o que não queria, ao contrário (e igual) da metáfora do cormorão? Mas o protagonista desta história é quem fez a asneira (se calhar nem intenção houve) de humilhar num dia que foi conquistado para o respeito. Por isso, na crónica de ontem, falei da fundação ligada ao Pingo Doce (porque quem faz fundações não pode fazer lançamentos de anões) e falei do Dia de Natal (porque há dias especiais, esse e outros, na vida dos homens).

quarta-feira, maio 2

descubra a diferença

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terça-feira, maio 1

1 de Maio 2012

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Em Abril de 2011, um grupo de cidadãos dinamizou a Escola do Alto da Fontinha, edifício devoluto no Porto, para realizar atividades de cariz artístico, pedagógico e social, prestando serviços gratuitos à comunidade, nomeadamente às crianças do bairro, que ali tinham um espaço seguro para ocupar os tempos livres.

Em 20 de Abril de 2012, depois de um primeiro despejo em Maio de 2011, a Câmara Municipal fechou e entaipou a escola, recorrendo a carga policial de várias dezenas de oficiais e um grupo de bombeiros usados sem conhecimento da situação. Às duas dezenas de pessoas que estavam no edifício juntaram-se milhares na tarde de 25 de Abril.

Às 7h da manhã de 26 de Abril, os polícias voltaram a tomar o local, desta vez partindo as canalizações, entaipando o rés-do-chão e deixando os vãos do primeiro piso abertos às intempéries e à degradação.
O colectivo Es.Col.A. decidiu continuar as suas atividades.

2012@Abrigo| Farol
Texto de Isabel Fernandes Pinto


segunda-feira, abril 30

e o ciclo repete-se...

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Palavras para quê. Um clube de sucesso. 

Biba o FêCêPê, biba o Bicampeão.


sexta-feira, abril 27

na bicicleta [não sei quantos] bêtêtice

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Aconteceu no Domingo, 22 de Abril, o 10ª encontro Luso-Galaico de BTT em Esposende. Sem qualquer treino específico e confiando apenas nos pulmões de ciclista, armei-me em bêtêtista e me inscrevi.

(Percurso marcado a azul)

Tudo começou com o incentivo do meu amigo Ricardo para que nos inscrevêssemos na maratona. Para além dele contava com a presença do Luís e do Nuno, mas na hora da verdade todos se baldaram. Quem acabou por me acompanhar até à largada de gnus, foi a Elisabete que iria participar na meia-maratona, os quais partiram 15 minutos depois e comeram poeira na certa.  


Uma vintena de quilómetros eram o máximo que já havia bêtêtado de seguida, e isso nos caminhos suaves de Santiago! A meta era somente a de sobreviver aos setenta quilómetros da prova, o que já me parecia difícil o bastante. Na verdade, havia um objectivo secundário mas igualmente importante (ou quase): descobrir se tantos anos de prática na estrada ter-me-iam tornado apenas um melhor ciclista, ou teriam trazido bons resultados também noutras áreas, como a do masoquismo e a da auto-mutilação. Setenta quilómetros de paus e pedras, água e lama, em quase 2 mil metros de acumulado, tornavam esta maratona mais que perfeita para isso.


No final tudo acabou bem. O commute diário e as longas pedaladas no asfalto ajudaram, e muito. Sobrevivi e completei a prova, ainda que um pequeno trambolhão quase no final, naquilo que para mim era o mais perigoso, descer, só veio tornar ainda mais memorável esta aventura. Não fosse a bicicleta latejar aos meus protestos, já que estava impossibilitado de usar o prato pequeno da bicla desde o primeiro mergulho na lama, a bina não estremeceu nada a todo aquele impacto a que não estava acostumada. E as pernas, que chegaram ardendo! E que permaneceram estranhas por quase uma semana, é claro.


Sofrimento à parte, correr no meio de 3.000 cabeças é muito bom. Pedalar na companhia de atletas de elite, amigos, senhoras, cromos (é verdade, andava por lá cada figuraça, e um deles de ténis e meinha branca até ao joelho!) entre outros personagens, com os cenários inesquecíveis e paisagens maravilhosas (embora triste por tanta terra queimada) da Costa Verde.


PS.: agora só quero superação. 

 (e ainda houve tempo para uma merendinha à beira do rio Neiva.)


quarta-feira, abril 25

quem roubou o cravo de Abril?

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Para os milhares de portugueses, que por esta data estão a sofrer diariamente, os efeitos das fortes medidas de austeridade que lhes são impostas, por um governo que parece não saber para onde nos leva, insensíveis, com cortes atrás de cortes, no direitos sociais, enfim, sem um rumo e uma perspectiva de futuro, apenas o que lhes interessa são os números e os gráficos do Ministério das Finanças, como se a politica se resumisse a uma mera questão de números – como se fosse um gabinete de contabilidade, e não um governo, com interesse nas pessoas e nas suas reais condições de vida.
 
Trinta e oito anos depois, o que resta da revolução que Abril trouxe, naquela Primavera de 74? Onde estão os homens e as mulheres que sonharam com um país melhor, e mais livre? E o que pensará  esta nova geração – dizem que a mais bem formada de todos os tempos? O que lhes dá este país? – Números grandes em dúvida, 35% de desemprego, segundo os últimos dados do INE, mas para reforçar os números existem sempre declarações de membros do governo, para que emigrem, façam-se á vida, deixem a vossa “zona de conforto”, dizem bem, desconforto, não? E deixem de ser piegas… porque para além de não poderem construir um presente estável – mercado laboral precário, este governo não vos vai dar um futuro promissor – destruição do estado social, não pagamento das reformas, no futuro. Por isso a mensagem, por aqui fica, desenrasquem-se! É assim que este estado neoliberal que nos governa, trata as pessoas, primeiro rouba-lhes o presente, para a seguir lhes destruir o futuro.
 
E hoje, o que celebramos? Apenas um feriado em vias de extinção, ou uma data amputada dos seus fundamentais valores? Mas o que resta é muito pouco, entre a ilusão de uma liberdade, uma democracia anémica, sem participação activa dos seus cidadãos, com um povo submisso ao seu dono – o capital selvagem que domina o mundo.
 
E por isso aqui fica o apelo, para que devolvam o cravo de Abril, nem que para isso seja necessário formar uma “Troika” de valores, liberdades e garantias.
 
JOSE LEANDRO LOPES SEMEDO   
Mário Mendes e José Leandro in À Flor da Pele - "Alto Alentejo" - 25/4/2012

segunda-feira, abril 23

tolerância!!! o que é isso?

Partilhar Não foi bem o ênfase dado ao busto feminino que me prendeu a atenção à capa do DN d'hoje.



Declara o DL n.º 406/74 no seu artigo 1.º -1:
«A todos os cidadãos é garantido o livre exercício do direito de se reunirem pacificamente em lugares públicos, abertos ao público e particulares, independentemente de autorizações, para fins não contrários à lei, à moral, aos direitos das pessoas singulares ou colectivas e à ordem e à tranquilidade públicas.»

Esta PSP é ainda a civil, certo?
Outra coisa, quem deu à PSP competência para autorizar, ou não autorizar manifestações?

Entretanto ouvi dizer:
 
"Pela primeira vez, a Associação 25 de Abril não vai participar nas celebrações oficiais da Revolução dos Cravos."

25 de Abril! Liberdade! Democracia!???