segunda-feira, dezembro 12

reposte [16] uma metáfora simples

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Com a quadra natalícia chegava o circo. O Natal significava cor, música, animais, palhaços, alegria, crianças, pais e Coliseu! Ano após ano, o palhaço pobre, inocente, solidário, mal vestido, transmitia uma melancolia esborratada na sua cara pintada e uma triste sensatez na bondade dos seus olhos. O espectáculo obrigava a que o palhaço nos fizesse rir, e as crianças riam. Riam das diabruras, traquinices, e das palhaçadas que fazia ao palhaço rico. Era actor alto, baixo, gordo, magro. Era palhaço careca, de peruca colorida, chapéu e nariz proporcionais aos sapatos. Eram homens engraçados que sabiam como ninguém tirar um sorriso espontâneo de cada criança. Todos se divertiam, até os adultos! Com o passar dos anos, eles, os verdadeiros palhaços, foram perdendo o seu lugar. A cada década alcançada, menos espaço eles tinham, e com eles também os pequenos circos foram desaparecendo, quase em extinção. O palhaço era a expressão da alegria, o palhaço era a expressão da vida no que ela tem de estimulante, sensível, humana. Os palhaços que antes divertiam toda uma família são agora parte do passado. Agora há outra classe de palhaços. Os palhaços contemporâneos. Actualmente somos nós os palhaços. Colocamos o nariz quando não queremos, tiramos quando não devemos, a cada momento que passa. Mas se a alegria estiver presente cultivemos o riso e a palhaçada. Acho que é mais ou menos por aí, com certas coisas da vida. E quem foi que disse que as coisas simples não são engraçadas?

quarta-feira, dezembro 7

TUA (reencaminhando um e-mail)

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"Bom dia a todos!

Finalmente a questão vem a PUBLICO!
O Governo não pode continuar a fazer de conta, nem sequer as várias entidades do Douro que se mantêm conveniente e coniventemente no silêncio.

Quais as consequências para a região e de quem é a responsabilidade se o Douro perder a classificação atribuída pela Unesco, faz agora 10 anos...?

E há tantas razões para que a Barragem do Tua não seja construída!

O património único da região de Trás-os-Montes e Alto Douro tem que ser protegido!

Obrigada a todos os que não têm desistido de defender a Linha e o Vale do Tua.

Atentamente,
Célia Quintas"

TUA - rio, linha, barragem informe-se aqui

terça-feira, dezembro 6

porto street shooting

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Venham daí conhecer as ruas do Porto pela lente de Ricardo Porto, a.k.a grouxo markx, in porto street shooting.



Já agora, e aproveitando o mote do tema fotografia, intercedo pelo apelo da nossa amiga Gi que quer votos, resmas, paletes de votos, para que a sua excelente fotografia a concurso no Conte Connosco seja devidamente reconhecida e premiada. Para tal basta clicar aqui no link e deitar o voto.

Conta connosco Gi.

segunda-feira, dezembro 5

traga o conversor ó faxabôre

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Não sou economista e não tenho pretensões a velho do Restelo, mas... o Euro está por um fio. Começo a acreditar que o Euro, tal como ele é, terá chegado ao fim da linha! Uma moeda única entre países de economias heterogéneas, com diferenças políticas, financeiras, sociais e culturais tão grandes, tinha todos os condimentos para dar num mau cozinhado. Este descomunal desequilíbrio económico e consequentes perdas competitivas dos países mais vulneráveis causa desemprego e recessão, contagiando as economias mais resistentes com grande rapidez. Os sinais de desagregação são cada vez mais evidentes. Já não restam dúvidas que o processo de unificação entrou numa estrada sem saída. É cada vez mais provável a ruptura da zona do euro. Parece iminente o fracasso europeu. Agora a Europa está a sentir na pele a impossibilidade real das suas utopias ao tentar construir um governo a partir de estados extremamente desiguais. Será certamente uma abordagem muito pessimista da crise, o que me leva a crer que, apesar da situação, o povo europeu não abandonará a sua utopia colectiva de ânimo leve. Não será caso para tanto mas, pelo andar da carruagem…


(clicar na imagem para aumentar)

os desenhos de Henrique Monteiro


sexta-feira, dezembro 2

a melhor notícia do ano

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Os seis tripulantes do pesqueiro "Virgem do Sameiro", que estava desaparecido na zona da Figueira da Foz, foram encontrados com vida. Passaram 60 horas à deriva dentro de uma balsa de salvamento com apenas água e medicamentos.

O barco de pesca "Virgem do Sameiro" tinha desaparecido na terça-feira, estaria em faina de pesca a 16 milhas a oeste da Figueira da Foz quando reportou pela última vez a sua localização. A Marinha foi alertada às 10h20 de quinta-feira e, de imediato, enviou para o local o navio-patrulha oceânico "Viana do Castelo", um barco salva-vidas e uma embarcação de alta velocidade da Capitania do Porto da Figueira da Foz, com o apoio de um avião da Força Aérea.

Os seis homens das Caxinas foram encontrados ao final da manhã de hoje, vivos. Detectados por um helicóptero da Força Aérea, que não estava incluido nas operações de busca e salvamento mas efectuava uma missão de fiscalização na zona, procederam de imediato ao resgate dos naufragos com total êxito.

Ainda não se sabe bem o que se passou. Segundo o autarca de Vila do Conde, o mestre da embarcação percebeu de repente que o barco se estava a afundar e só tiveram tempo de entrar na balsa.

Após observação clínica no Hospital de Leiria, os naufragos estão já de regresso a casa, apenas permanecendo internado um dos pescadores por mera precaução. Depois de saber a notícia, o presidente da Associação Pró Maior Segurança dos Homens do Mar, José Festas congratulou-se com a boa novidade e fez saber que "as Caxinas estão em festa".

A nossa homenagem aos pescadores das Caxinas e aos bravos salvadores da Força Aérea Portuguesa.




quarta-feira, novembro 30

todos temos um pouco de Tom Sawyer!

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Ao recordar-nos que passa hoje o 176º aniversário do escritor Mark Twain, o Google fez-me recuar 30 anos. Saltam-me à memória as Aventuras de Tom Sawyer e Huckleberry Finn. Na década de 80 a RTP apresentou a série que melhor descreveu as histórias de Mark Twain. Com dobragem em Português, esta série ficou no imaginário da nossa infância.

Tom Sawyer, publicado originalmente em 1876, é a personificação do rapazinho traquina que cada criança quer ser: livre, aventureiro, moral e inteligente. Ser pirata e descobrir tesouros é o seu sonho. Nascido no coração do Sul, no Missouri, Tom assemelha-se ao seu autor Samuel Clemens (o verdadeiro nome de Mark Twain), quando novo: um rapaz reguila, incapaz de viver na rotina, espirituoso e possuidor um forte sentido do bem e do mal. Tom é órfão, vive com a sua tia Polly e com os seus primos. A coisa que mais detesta é a de ter que ir à escola, de andar de sapatos e ao Domingo ter de ir à missa. Para ele a vida seria sempre uma aventura. Adora ir pescar na companhia do seu melhor amigo Huck e faz tudo para conquistar o coração da sua amada, Becky Tatcher, que também sente um fraquinho por ele. Numa das suas imensas aventuras, os dois amigos dirigem-se ao cemitério e tornam-se involuntariamente testemunhas de um homicídio, quando o índio Joe matou Dr. Robinson. O índio incrimina Muff Potter, seu parceiro como ladrão de sepulturas. Assustados, Tom e Huck, que assistiram a tudo, fazem um pacto de silêncio. Entretanto o corpo do doutor assassinado e a faca sangrenta são descobertos, Potter é apanhado e implorando ajuda a Joe, o Índio deixa que ele seja preso. Tom, movido pela culpa e pelo ressentimento, encontra-se com Huck, remam uma jangada para uma pequena ilha do Mississipi e passam lá a noite. Na manhã seguinte descobrem que as gentes da cidade procuram alguém que se tenha afogado e Tom apercebe-se que é por eles que andam à procura! Levam a farsa adiante, fazendo acreditar que realmente estão mortos. Assistem aos seus próprios funerais e ouvem as coisas maravilhosas que são ditas após a sua aparente morte… e a história continua.

Este encantador conto ressalta a excitação e folia da juventude e, o melhor de tudo, faz-nos lembrar momentos vividos na nossa juventude recheada de curiosidade. Todos temos um pouco de Tom Sawyer!