quarta-feira, setembro 16

avulso

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Duas amigas encontram-se numa loja e uma delas pergunta: -Sabias que são precisas três ovelhas para fazer uma camisola? -Xiii... eu nem sabia que as ovelhas sabiam tricotar!


Um doente todo engessado jaz na cama de um hospital e dita uma carta a uma enfermeira: "Caro editor! Gostaria de chamar a sua atenção para o facto de haver uma gralha infeliz na página 5 do vosso manual de instruções Aprenda Sozinho a Saltar de Pára-Quedas..."



O cérebro é uma coisa maravilhosa. Todos deveriam ter um!

segunda-feira, setembro 14

não garanto nada

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Escrever é um acto solitário. Para mim é uma forma de ocupar a cabeça e o tempo. Nunca achei que tivesse jeito para escrever e continuo a achar o mesmo, que não tenho jeito nenhum. Mas vou escrevendo, somente porque me apetece. Uns dias escreve-se muito, outros pouco, na maior parte dos dias nada. Isto é, ele há dias! Pois nestes dias em que estive mais “ausente” dei por mim a pensar: afinal porque me deu para escrever!? E mais. Porque fui contra a minha razão e me dei a ler!? Este meio de escrita, a dos blogues, liberta-nos e nos dá uma certa ilusão de partilha. É um espaço óptimo para nos revelarmos pessoas optimistas, pessimistas, arrojadas, tímidas, espontâneas, sensíveis, arrogantes, humoradas, solitárias… As escritas divergem. Umas são mais pessoais, outras omniscientes, levadas a sério consoante o rumo que queremos dar às nossas histórias. A escrita acaba quase sempre por ser um diálogo, de quem escreve para consigo próprio, na esperança que algum outro o leia e o compreenda. O melhor mesmo é quando falamos connosco. Tentar exteriorizar os pensamentos, as emoções, as sensações em palavras e elas que não dizem tudo, as traiçoeiras. Às vezes bloqueiam, não surgem ideias, inspirações e só restam as transpirações, frases soltas e vídeos de músicas... Se não tenho nada de importante para dizer e o que escrevo me parece insignificante e sem sentido, porque tenho esta necessidade? Porque há sempre alguma coisa que me liga a este blogue. Escrever!

Ahhh, é verdade, não sei se sabiam, mas hoje faz 3 aninhos que escrevo aqui no gabinete.


quarta-feira, setembro 9

de cabanas

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Depois de um dia inteirinho na ilha, a ondular neste oceano morno e levantado, esticado na areia fina a secar ao sol, fazendo castelos de areia e namorar ao sabor da maré, que melhor fim de tarde poderia eu querer?

domingo, setembro 6

postais de Portugal

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Comigo o ditado faz jus à frase "o melhor fica sempre para o fim"!… Ultimamente como não tenho andado muito pelos blogues estou convencido que tenho perdido muita coisa boa mas, enfim, se sempre tive esta mania muito portuguesa de adiar (confesso, eu tendo a deixar as tarefas para o último minuto), também vou protelando o meu regresso às coisas boas. Devo admitir que sou mestre na área da procrastinação e, por isso mesmo, aqui estou eu a reafirmar o direito a um pouco mais de dolce fare niente. O carro bem afinado, carregado de malas e vontade, aí vamos nós rumo ao sul. Pelos caminhos de Portugal eu vi tanta coisa linda... vê-se um mundo sem igual quando se viaja sem pressas, pelas nossas estradas nacionais (sempre fica mais barato, não é?) a ouvir estas músicas (podem clicar nos links para as ouvir) a bombar no auto-rádio… Na cabana junto à praia entre as dunas e os canaviais. Só o vento eeeeeee o mar… que espero esteja bem tépido, o sol e o calor do Algarve para a nossa derradeira semana de vacances! Sim, porque eu gosto é do Verão e, mesmo sem ser patrocinado por uma bebida qualquer, no aproveitar todos os dias de férias é que está o ganho. Quando terminar, terminou! Por enquanto...



segunda-feira, agosto 31

a cidade por outros caminhos

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pimp your myspace

Fotos da Internet

Nestas minhas férias caseiras, no espírito do "ir para fora cá dentro", é perante este cenário que procuro descansar por alguns instantes as minhas pernas dos pedais. Detenho-me hipnotizado e admiro-o, sobranceiro, lá na outra margem de um encanto genuíno. O meu Porto, velho e rude, típico e tradicional, com tanto ainda para descobrir. É lá, na Praça da Ribeira, do Cubo, o ponto de partida para esta viajem, de palavras, através dos tempos entre o antigo e o contemporâneo, no contemplamento de um olhar, tendo o Douro como companhia. Da zona ribeirinha se avista a Ponte de Luís I, a Serra do Pilar, o Cais de Gaia, os barcos rabelos. Olhando em redor, revive-se o passado nas famosas arcadas do Muro dos Bacalhoeiros, o que resta da Muralha Fernandina construída no século XIV e a velha praça, guardiã dos sentimentos das gentes da Invicta. Até ao Postigo do Carvão, nas suas ruas estreitas e das mais antigas da cidade, ladeadas de seculares habitações, algumas recuperadas, a maioria deterioradas, aqui e ali, há tascas de comes e bebes e casas de comércio que oferecem a simpatia da gente tripeira. A casa da Filha da Mãe Preta, a Canastra da Ribeira, Peza Arroz e o D. Tonho servem à mesa os mais intensos e tradicionais sabores da região. Uma escultura de baixo relevo relembra o trágico acidente da Ponte das Barcas ocorrido há 200 anos e uma das figuras mais marcantes da história portuense, o Duque da Ribeira, a cidade não esquece e presta a sua homenagem num busto de bronze. "Duque, símbolo e sentido, testemunha e protagonista da vida da Ribeira". Restam dois obeliscos da antiga Ponte D. Maria II, vulgarmente conhecida como Ponte Pênsil, ali mesmo ao lado da Ponte Luís I, sua substituta. Da autoria de Teófilo Seyrig, sócio de Eiffel, esta travessia de aço, dupla e elegante, recentemente adaptada para a utilização do metro, é o elemento principal e harmonioso que caracteriza a deslumbrante paisagem entre as duas cidades. Na Praça da Ribeira e no Cais de Gaia estão atracados barcos turísticos, réplicas modernizadas dos típicos barcos Rabelos, que possibilitam pequenos cruzeiros onde se pode usufruir de uma vista privilegiada das duas margens e uma experiência memorável ao sabor de um gratificante cálice de Vinho do Porto.


Seguem dentro de momentos... as férias, pssstáclaro!




quarta-feira, agosto 26

a pintora

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avatars myspace at Gickr.com

Quadros de Susana Almeida. Parabéns cunhadita, feliz aniversário.

Pensava e repensava mas não se decidia. Em frente a uma tela branca, sentada numa cadeira de madeira, suspirava indecisa. O que gostaria de pintar? Molhou o pincel na água e olhou mais uma vez a sua paleta de cores. Todas tão belas e tão diferentes, qual escolheria para colorir a tela em suaves pinceladas. Pensou na amarela, cor do sol e da alegria, quente e expansiva que activa a mente para novas ideias. Depois pensou na azul, cor do céu e do mar, efeito frio e tranquilo que transmite confiança e seriedade. Ao pensar nestas duas cores recordou a verde que é a cor de esperança, da natureza e da liberdade, harmoniosa e fértil em ambientes. Então procurou a cor do amor e da paixão, a cor vermelha carregada de emoções, sensações atractivas e perigosas. Pensou na cor preta, cor triste e pesada, tonalidade da terra depois de queimada e elegante nos vestidos de noite. Pensou também na cor branca, como a pureza da superfície alva que vestia aquela tela que queria pintar. Até que lhe surgiu uma ideia, porque não pintar um quadro com todas essas cores e mais algumas! Decidiu fechar os olhos. Molhou o pincel numa cor e começou a pintar. Não sabia que formas estaria a dar, não fazia a mínima ideia do que iria sair dali, mas como estava a pintar com o coração e não com a cabeça, mesmo atribuindo matizes, tons e texturas ao acaso, tinha a certeza que iria gostar. No final, deparou-se com um trabalho misterioso, mas maravilhoso. Tinha todas as cores! Algumas delas que se misturaram e originaram outros tons fantásticos que ela nunca antes tinha visto. Conseguia imaginar imensas coisas naquela pintura, chegou a crer que não tinha pintado um quadro mas sim uma janela para os sonhos e para o mundo da fantasia que cada um vê de uma forma diferente, de uma forma pessoal. Posou a paleta de cores, recostou-se na cadeira, alegrou os olhos com a sua obra prima e sorriu com um tanto de orgulho e de alívio.

E agora, de volta para as minhas férias...





sexta-feira, agosto 21

rafael

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O menino brinca na sala, no seu faz-de-conta desconcertante, brinca sobre o tapete, no sofá, sobre a mesinha. Entre o pequeno polegar e o indicador segura um carrinho que viaja de cá para lá, de lá para cá, num mundo diferente. Balança o corpo e balbuceia palavras desconexas. Abstraído de tudo e de todos imagina à sua maneira e joga o seu jogo. Na mesinha espalha dezenas de puzzles que, peça a peça, rapidamente são ordenadas na perfeição, ganhando a forma do “era uma vez”. Pequenos aviões de papel sobrevoam cabeças e um som supersónico interrompe os diálogos dos adultos que se atrevem a marcar presença. Dois bonecos articulados enfrentam-se numa luta nada livre e que só acaba quando um deles lhe cai da mão e o outro é mordido. A televisão, ligada, prende-lhe a atenção por breves segundos. O menino sorri-lhe, suspira e retorna ao seu mundo imaginário. Um fórmula um cruza veloz o tapete, ecoando o seu som característico pelos cantos da sala. A pantufa desliza célere, empurrada num circuito oval com destino à vitória. O menino pára e olha para cima. Vê um balão azul que cruza o ar e interrompe a subida ao bater no tecto. Na sua realidade dá uma viva gargalhada como que a chamar por ele. Seria fácil concluir que lhe bastaria puxar o cordel e trazer o balão para junto de si, mas não! A felicidade existe e caminha lado a lado com a inocência dos seus olhos castanhos, que fitam o cordel ao centro. Num carrossel infinito e vertiginoso, corre em círculos, cada vez mais alucinantes, que assustam o cão que até a pouco o mirava paciente e intranquilo ao canto da sala. E a brincadeira continua mas já não é o mesmo menino! É um rapaz menino, bonito e amável, sincero e verdadeiro, sempre especial, que está de parabéns pelo seu 15º aniversário.

E as férias continuam... óptimas!




segunda-feira, agosto 17

yeessss...

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Não, não acertei no euromilhões nem ganhei uma bicla nova, apenas é chegado o grande momento do “vou ali e já venho”. São só quatro semaninhas, um mês inteirinho! Já sei que estão roedinhos de inveja mas, que maravilha, já as estou a saborear. É nestas dias que entendo a razão de trabalhar! Adeus horários, papeis, telefone, computador, rotinas…
Praia, campo, cicloturismo, vou andar por aí… Vou para fora cá dentro. É certo que por estes dias isto estará paradito mas sempre que me der na real gana abrirei as janelas no gabinete para o arejar e ver como andam as modas pelo blogobairro.

Até já. Boas férias aos que iniciam, aos que ainda estão no bem bom desejo que as aproveitem o melhor que puderam e os que voltaram para casa, paciência, já tiveram a vossa dose e há que esperar pelas próximas.
Uma coisa é certa voltarei, mais ou menos gordo mas voltarei. Até à vista.

sábado, agosto 15

sábado

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Para mim o Sábado é um dia maravilhoso. Desde logo porque não preciso de ligar o despertador e ser abruptamente acordado de um sono tranquilo. Claro que, como o corpo está habituado ao horário do costume, acordo à hora de sempre e fico feito estúpido na cama a olhar para o tecto, até que perco a paciência, salto da cama e espreito a manhã à janela. Depois de uma semana de muito calor, seria de esperar que o sol nascesse radioso mas não, este Sábado acordou mal disposto! Viemos nós de véspera, para a praia da Madalena, na expectativa de finalmente trabalhar para o bronze e, afinal, num tom cinzento e mal humorado, o dia disse-me logo que tirasse a ideia de estender a minha toalha na areia quente e ficasse em casa. Nada convencido com o convite, saio para a rua na garupa da magrinha e rumo a Norte. Passear de bicicleta é, e não me canso de o dizer, uma experiência agradável, mas se o fizermos ao longo da praia, tendo o nevoeiro como companhia, é ainda melhor. O frenesim das gaivotas, o povo que circula num ritmo diferente ao da semana, o ambiente descontraído e a brisa fresquinha faz-me prosseguir. Da outra margem ouço a cidade que desperta e me chama mas o Sábado estende-lhe a neblina e esconde-a de mim. Finalmente, perto da travessia, à Ribeira, o meu Porto revela-se envergonhado e, estremunhado, dá-me os bons dias. Alguns turistas vagueiam de mapas e câmaras fotográficas em punho, tal como eu, perdidos nos elementos da natureza que nos moldam. Juntos viramos as costas a este Sábado carrancudo que nos esconde o sol. Dou a volta e sigo pela marginal num ritmo calmo e intimo com o rio, abstraindo-me do dia. Numa paragem para o café, ganho tempo para apreciar a paisagem, respirar a maresia e assentar ideias. Pedaladas suaves e ritmadas levam-me de encontro a um velho solitário, outro amante da arte do pedal, nómada e peregrino. Registo-o com receio que lhe perturbe o momento que é uma caminhada a sós. Penso nele e em mim. Ele nem se incomoda com a minha ousadia e deixa-me acompanhá-lo até Espinho. Aí, paro novamente, não porque uma distinta senhora e militante da mais antiga coligação partidária deste país teimava em me passar panfletos de propaganda para a mão, mas simplesmente porque tinha de regressar. E enquanto seguia lesto pela ciclovia o pensamento fugia de volta áquele velho, lobo solitário, para quem, com certeza, todos os seus problemas passaram para segundo plano, perdidos nas curvas da vida, deixados no cume da mais alta montanha, prosseguindo na sua viagem. Creio que as grandes acções e as boas ideias devem ter surgido enquanto se apreciava um passeio, vendo e assimilando o mundo que nos rodeia, vivendo cada momento, forma, cor, brisa, aroma e sensações. Cheguei a casa e fiz-lhe uma careta, torci o nariz ao amuado e triste Sábado. Escusas agora de me devolver o sol, às cinco da tarde! Amanhã vou de encontro ao sorriso da manhã que hoje não sorriu. Espero!

sexta-feira, agosto 14

vai pela sombra...

Partilhar Mulher - Onde vais? Homem - Vou sair um pouco. - Vais de carro? - Sim. - Tem gasolina?- Sim.... Coloquei. - Vais demorar? - Não... coisa de uma hora. - Vais a algum lugar específico? - Não... só andar por aí. - Não preferes ir a pé? - Não... vou de carro. - Traz-me um gelado! - Trago... que sabor? - Morango. - Ok... na volta para casa eu compro. - Na volta? - Sim... senão derrete. - Passa lá agora, compra e deixa aqui. - Não... é melhor não! Na volta... é rápido! - Ahhhhh! - Quando eu voltar eu como um contigo! - Mas tu não gostas de morango! - Eu compro outro... de outro sabor. - Assim fica mais caro... traz de baunilha! - Eu também não gosto de baunilha. - Traz de chocolate... nós os dois gostamos. - Ok! Beijo... já venho.... - Hei! - O que é? - Chocolate não... Flocos... - Não gosto de flocos! - Então traz de morango para mim e do que quiseres para ti. - Foi o que eu sugeri desde o princípio! - Estás a ser irónico? - Não, não tou! Vou indo. - Vem cá dar-me um beijo de despedida! - Querida! Eu já venho... depois. - Depois não... quero agora! - Tá bom! (Beijo.) - Vais no teu carro ou no meu? - No meu. - Vai com o meu... tem leitor de cd... o teu não! - Não vou ouvir música... vou espairecer... - Tás a precisar? - Não sei... vou ver quando sair! - Não demores! - É rápido... (Abre a porta de casa.) - Hei! - Que foi agora? - Bolas!!! Que bruto! Vai, vai-te embora. - Calma... estou a tentar sair e não consigo! - Por que queres ir sozinho? Vais-te encontrar com alguém? - O que queres dizer com isso? Nada... não quero dizer nada! - Que é... achas que te estou a trair? - Não... claro que não... mas sabes como é? - Como é o quê? - Homens! - Generalizando ou falando de mim? - Generalizando. - Então não é meu caso... sabes que eu não faria isso! - Tá bem... então vai. - Vou. - Hei! - Que foi agora? - Leva o telemóvel, estúpido! - Para quê? Para me estares sempre a ligar? - Não... caso aconteça algo, tens o telemóvel. - Não... deixa estar... - Olha... desculpa pela desconfiança, estou com saudades, só isso! - Ok, meu amor... Desculpa-me se fui bruto. Amo-te muito! - Eu também! Posso cuscar no teu telemóvel? - Para quê? Sei lá! Jogar um joguinho! - Queres o meu telemóvel para jogar? - É. - Tens a certeza? - Sim. - Liga o computador... tá cheio de joguinhos! - Não sei mexer naquela lata velha? - Comprei-o o mês passado! - Tá... ok... então leva o telemóvel senão eu vou cuscar... - Podes mexer à vontade... não tem lá nada, mesmo... - É? - É. - Então onde está? - O quê? - O que deveria estar no telemóvel mas não está... - Como!? - Nada! Esquece! - Tás nervosa? - Não... não tou... - Então eu vou! - Hei! - O que ééééééé? - Já não quero o gelado! - Ah é? - É! - Então eu também já não vou sair! - Ah é? - É. - Boa! Vais ficar aqui comigo? - Não ...tou cansado... vou dormir! - Preferes dormir a ficar comigo? - Não... vou dormir, só isso! - Estás nervoso? - Claro!!! - Porque é que não vais dar uma volta para espairecer?!?!...



Bom fim-de-semana