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Quem me conhece sabe que me safo na cozinha, fruto de alguma curiosidade e da arte culinária da minha querida mamã, uma chefa da cozinha por excelência. E não só me consigo desenrascar com os tachos, para consumo interno, como também gosto de assistir a um bom programa televisivo de receitas, especialmente se for do Jamie Oliver. Este jovem chef britânico, um dos maiores fenómenos da culinária internacional, conquistou telespectadores em todo o mundo, pela sua simpatia, pratos simples de fazer, preocupação e dedicação com os hábitos alimentares das pessoas, o seu empenho na melhoria das cantinas das escolas inglesas, a luta em que se empenhou contra a industria alimentar do “fast food”, o alerta para os efeitos da má alimentação na saúde das pessoas, para além de vários programas televisivos, livros editados, DVD’s, uma fundação de restaurantes escola para jovens carentes (o projecto Fifteen) e uma cadeia de restaurantes. Com ele, se o azeite for virgem, a pasta for fresca, a carne for de animais de pasto, o peixe vier “vivinho” do mar, sempre o queijo e as ervas aromáticas acabadas de colher, então já temos jantar. Identifico-me muito com aquele à vontade, com a maneira como ele desmistifica os alimentos, aquela paixão que tem pela comida e como demonstra que o acto de cozinhar é a coisa mais simples do mundo.
Na semana passada, os líderes mundiais do Gê20 e restantes convidados do Primeiro-Ministro britânico deliciaram-se num simples jantar oficial, escolhido e preparado pelo popular chef “superstar” Jamie Oliver. A cimeira do ano passado, realizada no Japão, foi então muito criticada por incluir uma refeição composta por 19 pratos quando em discussão estava a crise alimentar mundial! Do menu sabe-se que a entrada incluía salmão e espargos ingleses, o prato principal seria borrego do País de Gales servido com pão, batatas novas e temperado com um molho de hortelã, apimentado com o poderoso alho selvagem que cresce um pouco por todas as florestas do país. Na cozinha a ajudá-lo esteve um grupo de aprendizes recém graduados dos seus restaurantes Fifteen. Do que não houve notícia foi se os donos das barrigas mais poderosas do mundo apreciaram o repasto ou tiveram azia. Imaginem só o poder que ele teve nas mãos naquela noite. E se ele decidia adicionar uma pitadinha extra de tempero apimentado no molho do prato principal, ou apresentava uma irresístivel sobremesa afrodisíaca?
Na madrugada da passada sexta-feira, Jamie Oliver foi pai de outra menina. A criança chama-se Petal Blossom Rainbow, é a terceira filha do casal que já têm duas filhas, Poppy Honey, de sete anos e Daisy Boo, de cinco.
Vejam só este joguinho electrónico que ele criou com algumas dicas culinárias!