quinta-feira, novembro 27

e assim é...

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Levou o seu tempo, mais do que o previa, mas finalmente consegui publicar o poste diário. Primeiro porque tenho andado enfiado em resmas de papelada, impedido de pensar em nada mais do que no rotineiro trabalho, e depois porque não pude aplicar a minha máxima laboral “deixa para amanhã o que podes fazer amanhã”! O dia está lindo, com um céu azul e muito frio... frio, muito frio! Esta manhã acordou com um frio de rachar que me arrepiou os pêlos do nariz mal saí à rua. Cheguei tão regelado ao gabinete que nem sentia os dedos bater nas teclas e o café teve um efeito efémero. O dia continua ensolarado lá fora, está muito bonito sim senhor, e é tão bom sentir estes raios de calor a entrar pela janela. Vou para junto da janela aquecer a vontade e o humor, de vez em quando sabe bem trocar o ambiente de trabalho.

Esta semana parece-me interminável! Alguém sabe onde posso encontrar um feriado?!




Imagem daqui


quarta-feira, novembro 26

registada e com aviso de recepção

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terça-feira, novembro 25

o poste que está reservado para quando não há poste!

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Nós, os seres humanos, homens e mulheres, somos mesmo uns animais muito estranhos! Podemos ser muito diferentes uns dos outros, ser brancos, mulatos, pretos ou amarelos, altos ou baixos, gordos ou magros, olhos diferentes, com cabelos escuros ou claros e mesmo cobertos de pêlos e de sardas. Vestimos das mais variadas formas, comunicamos das mais diversas e curiosas maneiras, mas será que não há nenhum outro animal que possa “concorrer” com o Homem? Que outro animal ou criatura é capaz de mentir, de amar, de trair, de odiar, de amar e depois odiar, de beijar, de ter muitos outros comportamentos estranhos? Os humanos são muito diferentes, e sem dúvida, também muito estranhos. Tal como alguns animais, temos hábitos mais ou menos estranhos: arrotamos, coçamos, bocejamos, peidamos, dormimos, sonhamos, roncamos, rimos, brincamos, jogamos, ficamos velhos, carecas, gordos, sentimos, suamos e cheiramos mal. Lutamos por ganância, por ódio ou pura vingança. Lutamos por um par, dizendo que vai durar para toda vida e não dura nada. Os animais lutam pela sobrevivência e também pela necessidade de um par, mesmo que não seja a vida inteira.

"O Homem não é o único animal que pensa, no entanto é o único que pensa que não é animal."


segunda-feira, novembro 24

efeitos colaterais

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Chegado ao tão desejado fim-de-semana, e depois de uma semana profissionalmente bem "animada" e preenchida, esperava eu aproveitar ao máximo estes dois dias de descanso. O Sábado estava como que abençoado por um luminoso e quentinho sol. Aproveitamos a manhã ao máximo num encantador passeio pela baixa portuense e, imbuído pelo fernezim habitual desta época, acabei por gastar uns euritos numas compras natalícias antecipadas. Para a noite estava combinado um jantar com velhos amigos. O convívio foi bem condimentado e humorado, teve os seus momentos e peripécias cada vez mais divididos entre as nossas boas recordações e as diabruras da crescida pequenada. Embora já não seja adepto do habitual cigarrito após o repasto e o café, acompanhei os fumadores e fui com eles na conversa para a tal zona, arejada e gélida, que lhes é destinada. Coitados, pensei eu, isto assim já não dá é prazer nenhum! Se não fosse a companhia e a boa disposição, não estaria eu para aqui a rapar um briol destes, dizia entre dentes! Já na cama, uns suores estranhos, acompanhados de uma cada vez mais forte ardência na garganta, não me deixaram o sono tranquilo, e de manhã chegou a factura! Não, não estou a falar da factura do jantar, que até teve a sua caricata e insólita piada, mas essa já é outra história. Dizia eu que chegou a minha factura, discriminada em dores de garganta, corpo dorido, uma imensa preguiça acompanhada do inevitável pingo de muco nasal. Parece que estou pr'aqui a chocar uma gripe, admitia eu enquanto olhava pela janela e confirmava o belo e solarengo dia que estava lá fora. De caneca a escaldar, pantufas e de lenço em riste, a manhã foi dedicada a um delicioso dolce fare niente, enroladinho no edredon, enquanto reproduzia uma irritável sinfonia de espirros. Que bela maneira de passar o Domingo, não? Nem pensar! Se querem saber não fiquei em casa. Posso não ter dado o meu intencionado passeio de bicicleta mas fui dar uma voltinha a pé pela praia, e que bem que soube! Agora só espero não piorar os efeitos colaterais daquela noite e logo mais poder estar presente e assistir ao lançamento do ano.


Boa semana.


sexta-feira, novembro 21

desafio

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A nossa aniversariante deixou-me a rica prenda de colocar uma fotografia minha, já todos a conhecem mas tá bem, lá vai, e escolher um cantor ou banda ao qual terei de dar respostas com títulos das suas músicas: Escolhi os Xutos porque são para mim a melhor banda portuguesa de sempre:



1) És homem ou mulher? O Homem do leme

2) Descreve-te:
Andarilhos

3) O que as pessoas acham de ti?
Não sou o único

4) Como descreves o teu último relacionamento:
Queimando tempo

5) Descreve o estado actual da tua relação:
Para sempre

6) Onde querias estar agora?
A minha casinha

7) O que pensas a respeito do amor?
Circo de feras

8) Como é a tua vida? Pequeno pormenor

9) O que pedirias se pudesses ter só um desejo?
Desejo

10) Escreve uma frase sábia:
O que foi não volta a ser


Como se sabe eu não repasso desafios mas deixo pelo menos o de cantarmos os parabéns à nossa querida Ka.

Vá lá, todos juntos:


quinta-feira, novembro 20

conto

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No meio de tantas letras havia um sujeito muito composto, perdidamente apaixonado por uma vírgula vaidosa que quase nunca se aproximava dele. Ele desejava-a tanto, tanto, que passava o texto todo a irradiar o seu charme. Musculava até a primeira letra para atrair a vistosa mas o pronome possessivo não ia na conversa e dava ordens aos verbos para a colocar no meio da frase. A cada parágrafo que se passava ele ficava ainda mais encantado com as curvas da vírgula. Ficava ali quietinho, discretamente inexistente, na esperança vã de ela passar por perto. A sua sílaba mais tónica não se conteve e revelou tudo aos adjectivos. Logo a eles, esses invejosos! Reuniram-se com os substantivos, com os advérbios de modo e os verbos. Não queriam que o sujeito tivesse direito à companhia da vírgula. Chamaram de todos os nomes ao sujeito e à vírgula colocaram-lhe o ponto em sobreposição. Os ciúmes, ai o ciúmes, corroía-lhes o sentido de tão obsessivos, que juntos reclamaram com o autor. Só que, infelizmente para eles, o conto tem momentos de amor e felicidade. O autor desta vez escreve um romance! A vírgula, mesmo no meio da frase, já há muito tinha percebido os sinais do sujeito e cada vez mais tinha interesse por ele. Já não suportava os ciúmes dos seus amigos, mas uma grande amizade é para sempre, e como tal queria manter o contexto com os adjectivos, com os verbos e as restantes palavras. Adorava brincar com eles e, com eles, queria continuar a ser feliz, os seus amigos é que teriam de se sujeitar à sua vontade, ao seu romance, e ponto final.


quarta-feira, novembro 19

divertido, colorido e bem condimentado

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"Um casal de meia idade, e com dificuldades na sua vida sexual, resolve consultar um especialista. Este depois de ouvir os cônjuges, pede ao marido para sair, pois pretende fazer algumas perguntas à sua esposa.
- A senhora tem orgasmos? - pergunta-lhe o médico.
- Orgasmos!!! Só um momento, xotôr...
Abre a porta do consultório e pergunta ao marido que se encontrava na sala de espera:
- Ó Manel, eu tenho orgasmos?
- Não, tens a ADSE - responde o marido!"

-/-

"Onde é que tu estavas? - pergunta a mãe à Luisinha.
- No quarto, a brincar aos médicos com o Joãozinho. Ele era o médico e eu era a doente.
A mãe dá um grito e um salto da cadeira:
- Aos médicos!?!?!?!
- Médicos da Segurança Social, mãe... ele nem me atendeu!"

-/-

Por José Gomes Quadrado

"quase todos os dias "visito" o seu "blog", porque é divertido, colorido e bem condimentado, mormente quando delicadas mãos femininas lhe acrescentam uma pitadinha de pimenta. Em jeito de desafio, dedico às intervenientes directas a seguinte anedota:

"Um homem (ainda no activo) entrou numa farmácia para comprar preservativos. Tímido como era, esperava numa extremidade do balcão que o farmacêutico o atendesse. Mas surgiu uma jovem empregada que lhe perguntou:
- O senhor o que deseja?
Depois de engolir em seco, o tímido levou a mão ao peitilho da sua própria camisa e perguntou:
- Vendem cá destas camisas?
- Que disparate! Claro que não!
- Então, venda-me meia dúzia das outras."

Depois de servido, o homem saiu apressado, enquanto a jovem com duas colegas, atrás dos armários, riam a bandeiras despregadas à custa desta timidez masculina. E foi uma delas que me contou esta cena, não me admiraria se ela ou outra a tivesse contado a alguém visitante deste "blog".

(Recebido por e-mail)


terça-feira, novembro 18

identidade

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(outra foto de minha autoria)

Das coisas mais importantes que possuímos e que nos é dada à nascença, ou mesmo antes disso, o que nos define para toda a vida e nos dá a nossa identidade, é o nome. Próprio, amado, ignorado, odiado, porque não foi escolhido por nós, é o nome que define a nossa personalidade, que nos faz ser pessoas. Identifique-se? Fulano de tal! A identidade é um nome igual a tantos outros, o nosso maior bem, a palavra com que nos chamam e que não é propriedade privada. Pseudónimo, artístico, "nick", ai tão giro, profissional ou alcunha, o nome tem um dono. Eu tenho quatro, dois próprios e outros dois de família. Dessa forma foi inventado, baptizado, apelidado. Um dia esquecido.

Eu gosto do meu nome, Dos dois próprios escolhi um e não sou muito de apelidos. Se há algo que me atormenta é quando, regularmente, me esqueço do nome de pessoas com quem me relaciono, tanto a nível profissional como social. Ainda ontem um conhecido cruzou-se comigo na rua e, para além de mal o ter reconhecido à primeira vista, não é que não havia maneira de me lembrar do nome dele! Tive que me desdobrar em conversas, desconversas e amabilidades para que não desse conta do meu lapso de memória. Acho que deveriamos ter reservada uma memória específica no nosso cérebro só para guardar nomes, no entanto a minha já está quase esgotada. Também pudera, quem foi o(a) iluminado(a) que deu o nome de Antímio a um filho! Outra coisa que me faz tremer as orelhas é quando me chamam de “pssssst”, “oh pá” ou “jovem”! Obrigadinho pelo elogio, oh pá!



segunda-feira, novembro 17

viajem

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Adoro sair pela cidade a pedalar, de preferência por um caminho diferente. Bem cedo, bem equipado e bem disposto, só ou com a companhia habitual, pedalar pela cidade ao Domingo de manhã é muito bom, é uma experiência renovadora. Há calma, há perfume no ar, há o silêncio específico do lugar. Na rua convive-se com a cidade, com a natureza, com o movimento dos outros que andam a pé ou de bicicleta, com os olhares das pessoas que sentadas aproveitam os raios de sol do Outono. E como estava maravilhosa esta manhã! Lá voltou a vontade de retomar o meu caminho de mais uma vez descer até ao mar, até ao rio, até ao percurso habitual. Da viagem do presente na marginal do Douro ao registo fotográfico do passado nas fotografias do meu irmão.


(Cais de Gaia)


(Cais da Afurada)


(Ribeira)

(Freixo)


(Ribeira)


(Deste nunca me esqueço)


sexta-feira, novembro 14

na bicicleta [4]

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Ao jeito dos TêPêCês da minha amiga ka, hoje faço uma proposta, um pequeno desafio a quem me visita, enquanto saio por aí dando umas longas pedaladas no fim-de-semana, e sem vestígios de gotas de chuva na cabeça, espero! Então que tal deixarem um comentário sobre este excerto de filme. Qual o filme, sobre os actores, sobre a música, digam o que quiserem. Entretanto irei fazendo as minhas visitas.



Bom fim-de-semana.

Com o titulo original de Butch Cassidy and the Sundance Kid, realizado em 1969, é um dos mais populares e típicos westerns de toda a história do cinema. Combina aventura, romance e comédia para contar a história verídica de um dos mais adoráveis fora-da-lei do Oeste. Quando se tratava de arquitectar planos para ganhar fortuna fácil ninguém era mais rápido do que Butch Cassidy (Paul Newman), e o seu companheiro inseparável Sundance (Robert Redford) até fazia magia com uma arma nas mãos. Estes dois ladrões de bancos e de comboios fartam-se de fugir ao xerife e partem para a Bolívia com a namorada de Sundance (Katherine Ross). Nem o facto de não entenderem nada de espanhol foi problema para os dois mais simpáticos fora da lei que já cavalgaram pelo Oeste.

Paul Newman e Robert Redford, que passou a ser conhecido pelo grande público com este filme, eram uma das duplas mais afiadas do cinema, tanto que repetiriam a experiência em Golpe de Mestre. A banda sonora do filme é outro dos seus destaques e a cena do passeio de bicicleta ao som de "Raindrops keep fallin on my head" de B. J. Thomas, vencedora do Óscar, tornou-se clássica. A fotografia, também vencedora do Oscar, é outro trabalho primoroso.