sexta-feira, outubro 31

bruxa ria...

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Dizem que a próxima é a noite delas... A noite das bruxas. Não é que eu acredite em bruxas... pero que las hay... Ok, não acredito mesmo, no entanto acho que é da mais inteira justiça que também tenham o seu dia, ou melhor, a sua noite, e saiam por aí montadas na vassoura para se divertirem, e poderem pregar partidinhas à vontade como algumas que andam por aí o ano inteiro a gozarem com a nossa cara e a divertirem-se à nossa custa.

Preparem-se para o pior!... e se conduzirem a vassoura não bebam da poção, ou vira-se o feitiço contra a feiticeira hi.. hi..!





quinta-feira, outubro 30

andreia

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A crescer, vais sorrir e chorar, viver e brincar, correr mundo a saltar, e com os teus amigos cantar e sonhar, lutar com as folhas e os espinhos, vais abrir os teus caminhos, farás as tuas escolhas e o saberás encontrar, o teu sonho.

Entender é viver, é saber que quem ensina ama, é não ter pressa em crescer.



Feliz aniversário


toca-te

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Hoje é o dia nacional da prevenção e de sensibilização para o cancro da mama. Sendo uma das principais causas de morte entre as mulheres, convém não deixar de mencionar, que também pode acontecer aos homens, embora seja muito mais raro.

Os sintomas diferem de caso para caso, podendo surgir pela presença de um caroço na mama, ou pelo endurecimento de uma determinada área da pele, mamilos que mudam de direcção ou viram para dentro, inchaço, entre outros, mas o inimigo número um é, sem dúvida, a falta de atenção e de prevenção.

Por isso, toca-te!

cancromama.blogspot

cancrodamama.com

ligacontracancro.pt

apamcm.org

cancronamama.blogspot

min-saude.pt

quarta-feira, outubro 29

ponto de vista

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Quantos de nós costumamos julgar os outros só pelas aparências, mesmo sabendo que poderemos estar muito enganados? Quando essas aparências não são do nosso agrado, acabamos quase sempre por "marcar" a pessoa e nos prevenir contra as suas acções e atitudes, quaisquer que elas sejam!

Por nós, ou por terceiros, passamos a vida a ser julgados. Do que os outros pensam, mesmo aqueles que não me conhecem de parte nenhuma, tem para mim alguma importância. Não oriento a minha vida por padrões alheios, mas pelos valores em que acredito, no entanto é evidente que gosto e procuro sempre deixar uma boa impressão de mim. E penso que todos também devem gostar! É bem mais fácil sermos os juízes dos outros, é mesmo muito fácil cairmos na tentação de apontar o dedo, mesmo não tendo o cuidado de, inconscientemente, já termos cometido os mesmos erros. É claro que fico preocupado com o que possam vir a pensar de mim! Sou eu quem mais me julga! Evidentemente gostava de levar uma vida sem erros, humilhações e desapontamentos mas já passei por essas situações e a aprendi algo com elas! Nunca agradei e nem sempre irei agradar a todos, e já fico contente em não desapontar de quem de mim tem mais apreço. Nunca gostei, nem foi meu feitio, meter-me na vida alheia, mas como humano e animal sociável, sei que isso é quase impossível e algumas vezes acabo também por comentar, julgar ou condenar terceiros. Mesmo em conversas temos sempre tendência em dizer bem ou mal dos outros, mas não gosto de o fazer mesmo sabendo que por vezes é um recurso a ter em conta. Não vivemos sozinhos, não trabalhamos sozinhos, não estamos sozinhos e devemos olhar como semelhantes. Gosto de dar a minha opinião e para que seja um julgador justo é essencial para mim ser conhecedor de todos os dados em causa. É sempre bom saber ouvir as opiniões dos outros, mesmo as diferentes das nossas! Bem ou mal falem de mim, dirão alguns. Também o digo se o fizerem cara a cara, com possibilidade de defesa de argumentos, sinceridade, e influência positiva.

Concluindo, antes de criticar, julgar e condenar uma pessoa, devemos colocar-nos no seu lugar, entender os seus sentimentos, confrontar ideias e compreender que cada um tem o seu próprio ponto de vista.


terça-feira, outubro 28

hipopotomonstrosesquipedaliofobia

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Por favor não se assustem, é que não encontrei outra forma melhor do que esta para exprimir aquilo que sinto ao ser uma vítima constante do que vos vou falar. Não há dia de trabalho em que eu não tenha de ouvir sempre o mesmo. Estou, por assim dizer, no pico do expediente, preciso de fazer aquela chamada muito importante para resolver este ou aquele assunto urgente, já agora porque será que quando é importante a tal pessoa importante quase nunca está disponível, continuando, e mesmo sem desejar ou solicitar que me seja dado um momento de pausa, supostamente relaxante, o meu ouvido direito, normalmente escravo destas situações, é acometido de uns acordes repetitivos, irritantes, e desesperantes que me levam a falar da falta de apreço que tenho em relação às músicas das centrais telefónicas. Será que existe, ou existiu, alguém que compõe estas músicas polifónicas só com o objectivo de dar a conhecer a sua vasta obra em todos os telefones da central? Tenho a certeza que são obras protegidas e com todos os direitos de autor reservados. Se assim não fosse imaginem a propagação de downloads em toques de telemóvel ou ficheiros de mp3, que iriam circular pela instituição! Imagino que por esta altura até devem estar a pensar que será mais ou menos como a música ambiente de uma vulgar sala de espera, mas não é nada disso! Assim seria diminuir estas composições que tanto alegram a minha vida profissional e que não duram mais que alguns segundos, ou eternos minutos! Penso até que seria uma área a explorar pelas novas operadoras de telecomunicações, assim como uma tabela de top destes sucessos musicais para incentivar novos talentos e explorar novas formas de entretenimento, as bandas gástricas! Sim, gástricas, porque aquilo depois de me dar a volta ao cérebro, revolve-me as tripas.

Já agora, se estão curiosos em relação ao título deste poste, googlem! Porquê? Porque não me apetece revelar a palavra que me passa pela cabeça sempre que tenho de ouvir toda essa sinfonia e depois me dizem que a tal pessoa importante não me pode atender.


segunda-feira, outubro 27

cuidado... eles andam aí!

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Numa era em que a informática se desenvolve vertiginosamente, as novas tecnologias são cada vez mais o principal meio para se alcançar o desenvolvimento e a modernidade, e até se renasce o Magalhães, ainda existe neste pequeno e pobre país um grande complexo com uma das maiores funcionalidades que a informática inventou, o correio electrónico. Já todos nós o usamos e alguns nem conseguem viver sem ele. Com o correio electrónico surgiram novas funcionalidades para acabar com burocracias e toneladas de papel, que sempre acompanharam o desenvolvimento das sociedades, nomeadamente nos serviços públicos. Com o e-mail, emílio para os menos dados a estas coisas, apareceu também assinatura digital e a sociedade começou a ver na correspondência electrónica uma nova forma de melhorar e acelerar a comunicação entre todos. Mas ainda há quem resista a este novo mundo de comunicação livre. E por incrível que pareça são aqueles que deveriam promover as novas tecnologias que dão os exemplos mais pidescos.

Sempre estive de acordo com a utilização das novas técnicas de comunicação mas começo a dar razão aos que dizem que os documentos produzidos electronicamente não são de confiança porque podem ser fiscalizados, adulterados e falsificados. Aos poucos, mesmo os mais cépticos, começam a ter razão e eu dou-lhes razão. Sinceramente esta invasão de privacidade ultrapassa todos os limites, qualquer que seja a justificação para que o façam. De facto o "grande irmão" não nos larga, eles andam aí! Isso já eu sabia! Mas agora também já sabem ler a correspondência, e isso é que é novidade para mim!

sábado, outubro 25

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Semana difícil esta que passou. Me debati comigo mesmo, com as minhas atitudes, as minhas palavras, as minhas razões. Aqui dei sinais de fraqueza e vulnerabilidade. Aqui senti que me devia expressar, ganhar coragem, abrir meu coração. Busquei as forças necessárias para voltar a subir a minha montanha e, de consciência lavada, aprender e cumprir as obrigações. Porque tenho corrido atrás do tempo se nunca tenho pressa? Porque me soltam as palavras se as teclas me queimam os dedos? Tenho perdido até o sono, simplesmente porque tenho um computador em casa e é minha necessidade estar em contacto com o mundo. Tenho andado tão distraído que nem presto atenção ao semáforo, aos sinas do meu caminho, ao mapa. Às vezes me vejo tão longe da realidade que chego a pensar que sou novamente criança, quando corria para o meu quarto só para estar perto dos brinquedos, do meu mundo. Quando construía castelos de sonhos e barquinhos de papel para soltar na corrente da imaginação. E todos os dias procuro um lugar meu, um lugar de amor e saudade. E aqui me sinto bem…

sexta-feira, outubro 24

aprender

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O mais importante é o que se aprende e não o que se ensina, onde é que eu já ouvi isto? Estamos sempre a aprender, não nos devemos cansar de aprender, coisas novas, e mudarmos de opinião mesmo nas preconcebidas. Aprendemos com os mais novos, os mais idealistas e ágeis, os que estão sempre interessados nas novidades, nas actualizações. Aprendemos com os mais velhos a herança das coisas da vida, as suas práticas e experiências, as boas e as más. Observando e recriando, vamos aprendendo a modelar a nossa forma de ser e de estar, vamos sendo cópias de outros à nossa maneira e à nossa escala. Nascemos ignorantes, completamente desformatados para aprender a comer, a andar, a sobreviver. Ainda não sabemos nada, nós o Homem dominador deste mundo estranho é afinal o ser mais ignorante e que tem ainda bastante a aprender, com os próprios erros, aprender a mudar. E aprender é o caminho para se viver melhor.

Entre uma coisa e outra, que tal uma pausa para aprender?


quinta-feira, outubro 23

a pedido de muitas famílias

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Afinal a curiosidade é comum a todas as gerações. Depois de aqui ter contado a minha experiência com a idade dos porquês, das crianças e outras questões maiores do meu adolescente, faxabôre ler o post anterior para perceber do que estou a falar, eis que as minhas amigas visitantes estão curiosíssimas em saber como correu a tal conversa de homem para homem que tive com o meu filho.

Para início de conversa fiquei sem palavras, olhei para ele e perguntei-lhe, ouve lá e onde ouviste tu falar de ejaculação precoce? Foi na escola. Pois! Onde deveria ser! E foste ver ao dicionário o que quer dizer ejaculação? Fui, mas não vem lá! Não vem lá! Então como procuraste? E… jééé…! Pudera, assim nunca mais! E…jááá…cuuu… Ah, vou ver! Acto ou efeito de ejacular; emissão do esperma; derramamento com força…blá blá. Percebeste alguma coisa? Ele de ombros encolhidos e olhar inocente, não parecia muito convincente e vi logo que por ali não ia lá. Percebi de imediato que teria de recorrer ao meu velho livro que guardei na estante no quarto dele. Um grande livro muito bem ilustrado de Joe Kaufman “O nosso Corpo; como nasce; como cresce; como funciona". Devo dizer-vos que os bonequinhos é que me safaram pois assim ele entendeu bem melhor como funciona o órgão reprodutor masculino desde a excitação, à erecção, à ejaculação
, a qual resulta de uma sensação muito intensa de prazer, o clímax, sendo extremamente agradável e satisfatório. A questão precoce já foi mais difícil de explicar por motivos óbvios. Depois foi só ter a paciência de lhe fazer entender todos os processos, explicar-lhe que qualquer acto sexual terá sempre de ser mutuamente consentido, que deve sempre procurar utilizar os métodos de protecção, usar sempre o preservativo, e que o pai e a mãe estarão sempre presentes para qualquer outra questão maior.

Safei, ou não me safei bem?

quarta-feira, outubro 22

questões maiores

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Ele nunca foi de fazer perguntas. Contrariamente às minhas sobrinhas, bem mais curiosas e perguntadeiras como costumo dizer, ele passou pela idade dos porquês sem fazer as habituais sessões de questionários embaraçosos.

As crianças são curiosas por natureza, não conseguem resistir ao impulso de estar constantemente a perguntar, por isto e por aquilo, e a fazerem observações nas ocasiões menos convenientes. “Porque é que a tua cara pica?” ou “Porque é que tenho de ir dormir” e “Porque é que podes dizer meeee e eu não?” entre outras encadeadas, directas e impertinentes de resposta demorada e bem pensada. Por vezes a chuva de perguntas é tão intensa que me deixa sem argumentos e dá vontade de utilizar o famoso "Porque é que não te calas?". Logo eu que tenho resmas de paciência! Quando me vejo confrontado com estes interrogatórios de palmo e meio fico convencido que o meu QI é mesmo muito parecido com o de uma criança de 4 anos. Por vezes até dou por mim a fazer estas mesmas perguntas mas com umas ligeiras nuances: “Porque é que hoje não me apeteceu barbear?” ou “E porque é que fui logo dizer merda à frente dela?”, entre outras.

Como dizia, ao contrário da minha pequena sobrinha, ele nunca foi de fazer perguntas. Tal como eu quando era mais novo, ele é reservado e pouco falador, distraído mas observador. Na maior parte das vezes quando tem dúvidas socorre-se do dicionário ou dos seus livros. Na idade dele, fazia as minhas poucas perguntas principalmente à minha mãe que nos satisfazia a curiosidade com uma resposta adequada à nossa compreensão, mesmo nos assuntos mais destinados ao pai.

Chega uma altura em que os nossos filhos adolescentes já não nos procuram tanto para satisfazerem as suas dúvidas. Assim, uma nova idade dos porquês e um ponto de viragem surge, na qual somos nós a fazer-lhes as perguntas, tipo: “Porque passas tanto tempo a ver televisão?”, ou “Porque não estás a estudar?”, o “Porque não largas a playstation?” e a exaustiva pergunta “Porque nunca queres fazer nada do que nós dizemos?”. Porquê, porquê, porquê? Algumas vezes é desesperante pois nem obtemos a resposta desejada. Eles acham que são perguntas chatas e de retórica. Então como se explica ao avô que o computador serve para a conversar com os amigos?

Sempre que o meu filho solicita ajuda sobre alguma matéria eu não o ignoro, ouço-o com atenção e procuro satisfazer a sua curiosidade. Se não estiver certo da resposta, digo-lhe que mais tarde lhe responderei, depois de reflectir bem ou pesquisar o assunto em questão. Para o esclarecimento de várias outras questões a mãe é a mais indicada, na maior parte delas somos os dois, outras há em que eu estou mais preparado para o fazer, de pai para filho. Ao longo da vida fui aprendendo e percebendo que, como pai, mais tarde ou mais cedo iria ter que ajudá-lo, teria que compreender as mudanças nele verificadas e actualizar-me para que eu lhe soubesse transmitir conselhos e valores, usando a minha experiência de vida. Algo sobre o que é ser quase um adulto, ser um homenzinho. Um dia destes, assim que cheguei a casa, a mãe chamou-me: Paulo, o teu filho tem uma coisa para te perguntar. Ai, sim! Tás fixe, correu-te bem o dia na escola? A mãe disse-me que tu tinhas uma coisa para me perguntar, diz lá? Óh pai, o que é a ejaculação precoce???

Anda cá!!! É hoje que vamos ter a tal conversa, de homem para homem...