sexta-feira, outubro 24

aprender

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O mais importante é o que se aprende e não o que se ensina, onde é que eu já ouvi isto? Estamos sempre a aprender, não nos devemos cansar de aprender, coisas novas, e mudarmos de opinião mesmo nas preconcebidas. Aprendemos com os mais novos, os mais idealistas e ágeis, os que estão sempre interessados nas novidades, nas actualizações. Aprendemos com os mais velhos a herança das coisas da vida, as suas práticas e experiências, as boas e as más. Observando e recriando, vamos aprendendo a modelar a nossa forma de ser e de estar, vamos sendo cópias de outros à nossa maneira e à nossa escala. Nascemos ignorantes, completamente desformatados para aprender a comer, a andar, a sobreviver. Ainda não sabemos nada, nós o Homem dominador deste mundo estranho é afinal o ser mais ignorante e que tem ainda bastante a aprender, com os próprios erros, aprender a mudar. E aprender é o caminho para se viver melhor.

Entre uma coisa e outra, que tal uma pausa para aprender?


quinta-feira, outubro 23

a pedido de muitas famílias

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Afinal a curiosidade é comum a todas as gerações. Depois de aqui ter contado a minha experiência com a idade dos porquês, das crianças e outras questões maiores do meu adolescente, faxabôre ler o post anterior para perceber do que estou a falar, eis que as minhas amigas visitantes estão curiosíssimas em saber como correu a tal conversa de homem para homem que tive com o meu filho.

Para início de conversa fiquei sem palavras, olhei para ele e perguntei-lhe, ouve lá e onde ouviste tu falar de ejaculação precoce? Foi na escola. Pois! Onde deveria ser! E foste ver ao dicionário o que quer dizer ejaculação? Fui, mas não vem lá! Não vem lá! Então como procuraste? E… jééé…! Pudera, assim nunca mais! E…jááá…cuuu… Ah, vou ver! Acto ou efeito de ejacular; emissão do esperma; derramamento com força…blá blá. Percebeste alguma coisa? Ele de ombros encolhidos e olhar inocente, não parecia muito convincente e vi logo que por ali não ia lá. Percebi de imediato que teria de recorrer ao meu velho livro que guardei na estante no quarto dele. Um grande livro muito bem ilustrado de Joe Kaufman “O nosso Corpo; como nasce; como cresce; como funciona". Devo dizer-vos que os bonequinhos é que me safaram pois assim ele entendeu bem melhor como funciona o órgão reprodutor masculino desde a excitação, à erecção, à ejaculação
, a qual resulta de uma sensação muito intensa de prazer, o clímax, sendo extremamente agradável e satisfatório. A questão precoce já foi mais difícil de explicar por motivos óbvios. Depois foi só ter a paciência de lhe fazer entender todos os processos, explicar-lhe que qualquer acto sexual terá sempre de ser mutuamente consentido, que deve sempre procurar utilizar os métodos de protecção, usar sempre o preservativo, e que o pai e a mãe estarão sempre presentes para qualquer outra questão maior.

Safei, ou não me safei bem?

quarta-feira, outubro 22

questões maiores

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Ele nunca foi de fazer perguntas. Contrariamente às minhas sobrinhas, bem mais curiosas e perguntadeiras como costumo dizer, ele passou pela idade dos porquês sem fazer as habituais sessões de questionários embaraçosos.

As crianças são curiosas por natureza, não conseguem resistir ao impulso de estar constantemente a perguntar, por isto e por aquilo, e a fazerem observações nas ocasiões menos convenientes. “Porque é que a tua cara pica?” ou “Porque é que tenho de ir dormir” e “Porque é que podes dizer meeee e eu não?” entre outras encadeadas, directas e impertinentes de resposta demorada e bem pensada. Por vezes a chuva de perguntas é tão intensa que me deixa sem argumentos e dá vontade de utilizar o famoso "Porque é que não te calas?". Logo eu que tenho resmas de paciência! Quando me vejo confrontado com estes interrogatórios de palmo e meio fico convencido que o meu QI é mesmo muito parecido com o de uma criança de 4 anos. Por vezes até dou por mim a fazer estas mesmas perguntas mas com umas ligeiras nuances: “Porque é que hoje não me apeteceu barbear?” ou “E porque é que fui logo dizer merda à frente dela?”, entre outras.

Como dizia, ao contrário da minha pequena sobrinha, ele nunca foi de fazer perguntas. Tal como eu quando era mais novo, ele é reservado e pouco falador, distraído mas observador. Na maior parte das vezes quando tem dúvidas socorre-se do dicionário ou dos seus livros. Na idade dele, fazia as minhas poucas perguntas principalmente à minha mãe que nos satisfazia a curiosidade com uma resposta adequada à nossa compreensão, mesmo nos assuntos mais destinados ao pai.

Chega uma altura em que os nossos filhos adolescentes já não nos procuram tanto para satisfazerem as suas dúvidas. Assim, uma nova idade dos porquês e um ponto de viragem surge, na qual somos nós a fazer-lhes as perguntas, tipo: “Porque passas tanto tempo a ver televisão?”, ou “Porque não estás a estudar?”, o “Porque não largas a playstation?” e a exaustiva pergunta “Porque nunca queres fazer nada do que nós dizemos?”. Porquê, porquê, porquê? Algumas vezes é desesperante pois nem obtemos a resposta desejada. Eles acham que são perguntas chatas e de retórica. Então como se explica ao avô que o computador serve para a conversar com os amigos?

Sempre que o meu filho solicita ajuda sobre alguma matéria eu não o ignoro, ouço-o com atenção e procuro satisfazer a sua curiosidade. Se não estiver certo da resposta, digo-lhe que mais tarde lhe responderei, depois de reflectir bem ou pesquisar o assunto em questão. Para o esclarecimento de várias outras questões a mãe é a mais indicada, na maior parte delas somos os dois, outras há em que eu estou mais preparado para o fazer, de pai para filho. Ao longo da vida fui aprendendo e percebendo que, como pai, mais tarde ou mais cedo iria ter que ajudá-lo, teria que compreender as mudanças nele verificadas e actualizar-me para que eu lhe soubesse transmitir conselhos e valores, usando a minha experiência de vida. Algo sobre o que é ser quase um adulto, ser um homenzinho. Um dia destes, assim que cheguei a casa, a mãe chamou-me: Paulo, o teu filho tem uma coisa para te perguntar. Ai, sim! Tás fixe, correu-te bem o dia na escola? A mãe disse-me que tu tinhas uma coisa para me perguntar, diz lá? Óh pai, o que é a ejaculação precoce???

Anda cá!!! É hoje que vamos ter a tal conversa, de homem para homem...


terça-feira, outubro 21

preso num momento

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Deixa lá que vai passar. Não estejas assim, vai passar. Dói mas é dor passageira. Parece que não dá para aguentar mas és forte. Parece que tudo vai descambar, mas não cais. Dá vontade de soltar um berro e acaba saindo tudo em palavras de amizade. É mesmo assim. Agora está difícil mas no fim destas linhas tudo será passado. Arde e depois passa. Como um navio lá longe no horizonte, que agora está ali mas daqui a pouco quando se voltar a olhar para ele já estará mais adiante. Ter, perder e voltar a ter. Tem que se ter coragem, olhar bem no fundo dos olhos, ouvir uma coisa indesejável mas que tem que ser dita. Tem que ser ouvida. A vida é mesmo assim. Perdemos, levamos um murro no estômago, caímos, levantamos, passamos para trás e seguimos em frente, Tudo passa. A montanha está ali, alta e íngreme. Vamos lá subi-la, vamos sentir o frio lá em cima, vamos sentir o cansaço pelo desafio. Ninguém vai querer desistir porque a vontade é forte e porque depois do topo ela já não é mais montanha, diminui e fica para trás. Vamos ser felizes e continuar o caminho, andando. Vês, já passou...

segunda-feira, outubro 20

cor da razão

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Uma dúvida encontrou paradeiro em mim. Razão ou coração? Não é fácil encontrar um equilíbrio, pois por vezes é difícil perceber quando uma começa e outro termina. Mas qual deveremos seguir? A razão do juízo, da inteligência, do raciocínio, do bom senso, ou o coração, da emoção, do afecto, do amor? O mesmo impulso que nos atrai e nos atira no meio dessa química, complexa mistura de sentimentos. A razão disso não quer saber, simplesmente ignora as sensibilidades e segue a sua linha lógica, fria. É como um despertador barulhento que nos acorda no melhor dos sonhos. Posso estar dar a entender alguma fraqueza ou vulnerabilidade. Talvez até esteja, mas não lhe quero dar razão se é do coração que quero falar. Cuidem bem dele, do vosso, esse músculo que nos acompanha a tanto tempo, incansável, marcando o tempo com uma escala própria. Mas não me refiro aos problemas cardiovasculares, não! Apenas que lhe sejam fiéis e, de vez em quando, ouçam o que ele tem para vos dizer, ouçam aquela voz que grita alto bem dentro de nós e que nos leva a transformar a ilusão em realidade. Às vezes dá certo. Ah, a razão! E a intuição? Será que a razão tem sempre razão? Deixo-a para vocês.

sábado, outubro 18

Deseo en una lluviosa tarde

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Desire on a Fall Afternoon

sexta-feira, outubro 17

tendências crise 2009

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quinta-feira, outubro 16

e tudo o tempo levou

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Tudo acontecia na Praça da Batalha. Os passeios de eléctrico, a comédia das vendedeiras, o romance dos namorados, as encenações no São João. A estreia do filme do momento, vai no Batalha diziam! Nas tardes de Domingo subíamos Santa Catarina como sempre o fazíamos, sem pressas. A primeira sessão da matiné do Águia d’Ouro era às 3 horas da tarde, ainda a tempo de espreitar umas montras, de tomar um quente cimbalino e de encontrar a bilheteira aberta, a tempo de voltar e satisfazer a constante curiosidade e alegria em conhecer o cinema por dentro.

Cinema de culto, de aparência gasta e cinzenta, animado pelos cartazes dos filmes em exibição e sempre com fila na bilheteira. De bilhete rasgado, entramos naqueles corredores húmidos com cheiro a mofo. À entrada ficavam as portas de acesso à plateia, os lugares mais caros. Subíamos as escadas para o 1º piso e nos reuníamos num pequeno quiosque onde se vendiam uns gostosos caramelos e chocolates, óptimos para confortar os estômagos durante a exibição cinematográfica. Empurramos a porta do 1º Balcão - ímpares. Um velho funcionário, de lanterna na mão, recebia-nos e guiava-nos pela sala escura e ampla, perfilada de cadeiras de madeira e couro coçado, até ao lugar indicado no resto do bilhetinho.
Enquanto a sala enchia e murmurava nós aguardávamos à conversa, acomodados perante uma enorme cortina castanha que escondia a tela branca, como um espelho reflector das luzes que trespassariam as fitas. De súbito ouvia-se o sino característico do sinal de início da sessão. As luzes apagavam-se lentamente, a cortina subia, e do projector surgia aquele momento mágico na imensa tela branca e suja. Um intenso brilho colorido seguida da música inundavam o anfiteatro, desenho após desenho, o mundo fantástico da bicharada de Walt Disney lá estava.

Depois o filme. Um filme de acção com os melhores actores da sétima arte, intercalado por um intervalo para uma mijinha e um cigarrito conversador. Bons tempos aqueles, mas, como tudo o que é bom dura pouco, um dia acabou. O fim do cinema Águia d’Ouro aconteceu em 1989. A geração actual, habituada às salas quadradas e sem cor, às pipocas e baldes de palhinhas, jamais vai conhecer o clima de mística e magia que naquela sala fervilhava nas matinés de Domingo.

That´s all folks

quarta-feira, outubro 15

orhleas de bruro

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Não, não etsou a faalr do goervno nem do Oraçmteno do Esatdo. Só não sei o que se psasa coigmo. Adno a dar eorrs orfográtcios a totro e a diteiro! Uimltaemtne etnão tem sdio um ftaorte de erors. Tvaelz sjea do cnaçaso, ou etsou enexgrar mal, ou prua e siplmesenmte é a mihna bruirce a relvera-se. Adno a dar erors de plamtaróia e nem cosngio acreidatr no que tehno ldio!

Fui eu que esercvi auqlio?

Bem sei que só as pssaoes epsertas enetnedrão itso. Asism, e sem me ipomtrar miuto se cnsoeugem ou não ler o que auqi etsá esricto, esrcevo dsede já um chrurliho de eorrs suifceinets praa uma boa tmeproada. Se não pdoes ler itso enãto faz cmoo eu, pssaa aidntae!

p.s.: O crorcetor auotmtáico auqi do bgloger deimitu-se. Exescso de tarblaho, diz ele!

terça-feira, outubro 14

com a listinha

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Pior que a pasmaceira da VCI, só mesmo as filas nas caixas registadoras do supermercado. Não há mesmo nada pior do que ir fazer compras e apanhar uma valente de uma seca, e só para pagar! Cá por mim até nem pagava. Aliás, seria até um cliente “bic”, bué de importante caloteiro. Mas porque será que, havendo tantas caixas, só meia dúzia delas estão abertas a atender? E com tanto desemprego que por aí há! Tenho cá para mim que, por detrás disso, não passa tudo de uma estratégia de marketing. Ah! Também acham isso, não é? O objectivo das grandes superfícies, no que diz respeito ao processo de pagamento das compras, não é ser algo rápido, fácil e barato, não! É mais do género, um gajo fica ali na fila, às tantas olha à volta e logo logo descobre algo mais, volta atrás e pega naquilo que até nem é assim tão necessário.

Já agora, porque inventaram as caixas de 10 unidades! Alguém acredita que aquilo é mais rápido! 10 produtos ou 10 embalagens? Se é só passar o código de barras pela luzinha vermelha, porque demoram assim tanto? Ah como eu adoro sair de lá pela porta dos "sem compras"!

Outra coisa é a localização dos produtos! Porque será que não colocam todos os produtos complementares juntos no mesmo corredor? Lá está, mais uma vez as estratégias de marketing. Tanto andamos de um lado para o outro que acabamos sempre por levar uns bombons, que até nem queríamos assim tanto! Falo por mim, mas digo-vos que nós, os homens, quando vamos ao hipermercado levamos sempre uma listinha, e jamais nos atrevemos a comprar algo que nela não esteja incluído. E se levarmos tudo o que lá está registado já é uma sorte!

E porque será que escolho sempre o cestinho que tem a roda da frente do lado esquerdo empenada, porquê? Um tipo em cada cem empena um e por azar é sempre o nosso! Até os meus carrinhos de rolamentos funcionavam melhor, cum carago!

Da próxima já sei, não voltar a fazer compras num hipermercado aos Sábados de manhã!