domingo, agosto 17

praia deserta

Partilhar Eu quero uma casa
Onde possa estar
Uma casa colorida
De alegria e de vida









Também quero um jardim
Cuidado por mim
Onde possa cultivar
Flores trazidas pelo mar







E ver a maré cheia
De sonhos de criança
Onde castelos de areia
Fortifiquem a esperança











Nem ave nem saudade

Ao longe se avista alguma
O mar tece a sua vaidade
Em bordados de espuma




















Ali, entre ondas e algas
Vive uma rocha cansada
De sentir frias as vagas
Rastros da vida passada









Na brisa veloz que passa
Renasce o desejo
Sonho que vive e laça
Fugaz como um beijo












Bem perto do mar
É lá que quero morar
De porta aberta
Numa praia deserta





























Praia da Madalena e
Canide Sul

V. N. Gaia

16/08/2008

sexta-feira, agosto 15

oh não!...

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Fui me deitar depois das cinco da matina...! Até me tinha deitado a horas decentes mas por qualquer razão acordei do primeiro sono e acabei na sala a ver televisão. Por ali fiquei a testemunhar os sucessivos recordes da natação olímpica até que o badminton me devolveu o sono perdido! Então, lá fui dormir bem tarde. Xiiii… já são cinco horas! Mas amanhã nem trabalho! É certo que estou de férias, no entanto acabei expulso da cama às oito e meia. A minha vontade naquele momento era de exterminar todos os engenheiros, construtores civis, operadores de máquinas e condutores de camiões que desde há 2 semanas revolvem terras mesmo do outro lado da minha rua. Cheguei a mencionar que vivo bem perto duma via de grande movimento (a famosa Via de Cintura Interna) e mesmo essa é incapaz de me incomodar com o seu ruído constante? Pois é, parece que alguém se lembrou que por lá existe um pontão, ou viaduto, há mais de vinte anos e resolveu agora construir uma estrada para lhe dar serventia e assim facilitar o acesso á zona residencial onde moro. Disso não me queixo, mas tinha logo de ser nesta altura? Oito horas da manhã... Nem sei bem a que horas eles começam, mas o barulho é ensurdecedor. É o bate chapa das galés dos camiões, são os brumns brumns e os piiiis piiiis das escavadoras, e aqueles cilindros compressores parecem terramotos. Qual sinfonia de uma qualquer orquestra, desafinada e dirigida por um maestro louco!

No meio de tudo isto, e muito provavelmente também acordado por estes monstros amarelos, um qualquer carro estacionado lá em baixo decide juntar-se aos acordes metálicos e solta um alarme estridente, qual grito “decibélico” de uma cantora lírica.

Perguntar-lhes-ei agora, meus caros leitores, é possível acordar de bom humor assim??? Só sei que não paro de me revirar na cama a resmungar, confirmo entre pálpebras a hora no despertador e cubro a cabeça com o edredon na esperança de que aquele inferno me dê tréguas. E não paro de pensar: “Porque fui eu perder 3 horas de sono a ver uns tipos a nadar se a têvê vai passar éne repetições das provas durante o dia???”

Aí vocês perguntam-me: "Mas Paulo, seu resmungão, porque não aproveitas que o dia está bonito e vais dar uma volta de bicicleta pela praia?" E eu respondo-vos: "Meus amigos, primeiro porque estou cheio de sono, depois quem diria que estas manhãs de Agosto mais parecem de Fevereiro de tão frias que são e depois porque raio deixei a janela do quarto aberta!


Isto tudo passou-se ontem. Hoje, como é feriado, espero uma folga, ó faxabôre!


quarta-feira, agosto 13

me(n)tereologia

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Com a aproximação do Inverno, os índios foram ter com o chefe: -Chefe, o Inverno este ano será rigoroso ou ameno?

O chefe, vivendo tempos modernos, não tinha aprendido como seus ancestrais os segredos de meteorologia. Mas claro, não podia demonstrar insegurança ou dúvida. Olhou para o céu, estendeu as mãos para sentir os ventos e em tom sereno e firme disse: -Teremos um Inverno muito forte... é bom ir apanhar muita lenha!

Na semana seguinte, preocupado com a sua previsão, telefonou para o Serviço de Meteorologia lá do sítio e ouviu a resposta: -Sim, o Inverno deste ano será muito frio!

Sentindo-se mais seguro, dirigiu-se de novo ao seu povo:

-É melhor recolhermos mais lenha... Vamos ter um Inverno rigoroso!


Dois dias depois, ligou novamente para o Serviço Meteorológico e ouviu a confirmação: -Sim... Este ano o Inverno será rigoroso!

Voltou ao povo e disse: -Teremos um Inverno muito rigoroso. Recolham todo e qualquer pedaço de Lenha que encontrarem, teremos que aproveitar até os gravetos.

Uma semana depois, ainda não satisfeito, ligou de novo para o Serviço Meteorológico: - Vocês têm certeza de que teremos um Inverno tão rigoroso assim?
-Sim - responde o meteorologista de plantão; -Este ano teremos um frio muito intenso.
-Como têm vocês assim tanta certeza?
-É que este ano os índios estão a apanhar muita lenha!...


Alguém viu essa "onda"?

sábado, agosto 9

férias grandes

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Um mês de férias… sim sim, um mês inteirinho. Até custa a acreditar. Já me fazia falta voltar a ter esta sensação de fazer a vontade ao corpo e dormir mais um pouco, desligar o despertador com gosto e sair da cama com prazer, ter tempo de ver televisão enquanto tomo calmamente o pequeno almoço, não ter de sair de casa "a correr", passear pelo blogobairro com mais calma, sair a pedalar sem pressa para voltar, aproveitar a vida e todos os raios de sol, poder fazer o que me apetece, mesmo quando o que apetece é não fazer absolutamente nada. Dolce far niente

sexta-feira, agosto 8

de hoje em diante numa televisão perto de ti

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Sem comentários, sem liberdade...


Sem espírito, sem direitos...



Sem igualdade, sem respeito...



Sem dignidade, sem noção...



...do ridículo, sem vergonha...



Sem chama!

quinta-feira, agosto 7

na bicicleta [1]

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Juan chega à fronteira entre os Estados Unidos e o México de bicicleta. Traz dois grandes e pesados sacos. O guarda manda-o parar.

- O que é que vem nesses sacos?
- Areia - responde Juan.
- Veremos! - diz o guarda - Desce da bicicleta.

O guarda tira-lhe os sacos, esvazia todo o conteúdo e descobre que nada têm a não ser mesmo areia. Mesmo assim, retém Juan na fronteira por uma noite e manda analisar a areia. Os resultados mostram que nada mais é que pura areia. O guarda liberta Juan, volta a pôr a areia nos sacos, ajuda-o a colocá-los na bicicleta e deixa-o passar a fronteira.
Uma semana mais tarde volta a passar-se o mesmo.

- O que é que vem nesses sacos?
- Areia - responde Juan.

O guarda tira-lhe novamente os sacos, esvazia todo o conteúdo, manda analisar e descobre que é mesmo a mais pura areia. O guarda volta a pôr a areia nos sacos e deixa Juan passar a fronteira na sua bicicleta.

Esta sequência de eventos passa então a repetir-se todos os dias ao longo de vários meses. Um dia Juan deixa de aparecer e o guarda encontra-o numa cantina no México:

- Ó, tu! Eu sei que andavas a contrabandear qualquer coisa. Tens dado comigo em doido. Só penso nisso... nem consigo dormir! Aqui entre nós: o que é que andavas a contrabandear, afinal?

Juan bebe um gole de tequilha e responde calmamente:

- Bicicletas.







terça-feira, agosto 5

o café

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Não é novidade para ninguém que qualquer substância, em doses excessivas, pode ser prejudicial à saúde. A cafeína é um composto químico conhecido pelas suas propriedades estimulantes. Está presente nos mais diversos alimentos (particularmente líquidos) e algumas pessoas não conseguem passar sem ela.

No site Death by Caffeine poderas fazer um calculo para saber até que quantidade poderemos consumir para atingir a dose letal. A lista de “venenos” é enorme e nela constam alguns bem vulgares: café, Coca-Cola, Kit-Kat, Pepsi, Red Bull, 7-Up, entre outros.

Escolhe um tipo de “veneno” bem presente na tua rotina, digita o teu peso, em quilogramas, e clica Kill Me.

No meu caso 145 cimbalinos serão suficientes para me passar dos carretos, o que ainda assim é uma marca bem distante da realidade, e muito pouco provável, que nunca me levará a deixar de saborear o meu cafézinho 3 vezes ao dia.

[You could drink 144.60 shots of Espresso before croaking.]


segunda-feira, agosto 4

momento

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Todos se devem lembrar do primeiro beijo, do primeiro tombo da bicicleta, daquele presente desejado, do aroma das manhãs de Domingo... Momentos eternos e especiais, vividos e guardados no nosso íntimo. Seja qual for, e independente da forma como foi guardado, o momento é sempre recordado de uma forma transcendente. Normalmente junto surge aquela lágrima de saudade, da felicidade ou do medo. Escorre pela face contando toda a história do momento, todos os sentimentos vividos e ao sumir na queda chega ao fim a sua história, toca o presente, a realidade.


É bom que vivamos momentos tristes, para que assim possamos sorrir como se fosse o último sorriso, e é bom que vivamos momentos felizes, para que sintamos a felicidade como algo que pode não ser eterno... Os momentos moldam a vida.


Algumas pessoas participam apenas num momento da nossa vida, mas às vezes fazem mais diferença do que aqueles que estiverem sempre presentes. Os momentos podem passar, só não podem ser esquecidos, sejam lembrados por um silêncio ou por uma alegria.

sábado, agosto 2

juntos

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Lembro do nosso primeiro beijo. Inesquecível sensação, como se tudo o que nos rodeasse não importasse mais. Nos abraçamos. Um mar de desejos transbordou num belo sentimento e nos afogou. Nos fez perceber que a nossa vontade era ficarmos juntos. De mãos dadas continuamos, como eternos namorados. Eternamente apaixonados.


sexta-feira, agosto 1

agosto

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(August - Macke Dame in greuner - Jacke 1913)


Sai de casa desorientado, a chuva de véspera, a humidade no rosto. Não se sabe se este tempo é do tempo! Mas chegara a Agosto. Agosto chegou! Percorre seu rumo, não se vê ninguém. Não fora ter certezas e nem teria se dado conta do mais desejado. Será?


É, eu gosto! O amor, o ócio, as recordações, o sal, o orgulho, a vida, temperam-me estes dias, a gosto!