sexta-feira, julho 11

prrriuuuu... fora de jogo!

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Já assisti a muitos momentos hilariantes no futebol, ao vivo ou na televisão. Já berrei, assobiei, "gatuno", "és um ceguinho", "paneleiro", até de filho desta e daquela! Aos árbitros é claro, porque os há e disso não tenhamos dúvidas! Mas de bêbados não me lembro de alguma vez os ter elogiado! Não é que merecessem, só não o faço porque sou pelo “se beber não dirija… um jogo de futebol”!

Este fim-de-semana, um árbitro bielorusso que é considerado o melhor do seu país, segundo dizem, passou da conta e alegrou-se antes da partida. Durante a primeira parte do jogo não saiu de dentro do círculo central do campo, recusando-se até a mostrar cartões. Após o seu apito para o intervalo, demorou mais de 2 minutos a chegar à linha lateral, mas parece que chegou. Entretanto, assim que se preparava para reatar o jogo, desconfiaram do seu comportamento estranho, estava mais torto que nunca, e foi então convidado a sair, sendo escoltado, apoiado é melhor o termo, para fora do campo por uma suposta "dor nas costas". Após ter abandonado o relvado, foi levado ao hospital, onde os testes revelaram alcoól no sangue! Vodka, só pode? Se, como parece que a primeira parte decorreu quase sem problemas, o que estaria à sua espera no balneário para ficar naquele estado!

Eu cá tenho a minha teoria. Para mim o árbitro não estava nada com os copos. O terreno é que estava inclinado!






quinta-feira, julho 10

multifunções

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Os maiores prazeres da vida são grátis. O amor, a família, os amigos, o nascer e pôr do sol, as noites de lua cheia, o brilho das estrelas, os dons do tacto, gosto, olfacto, audição, visão, a boa saúde, as flores, a água, as nuvens, o sexo, a liberdade de fazer escolhas, a própria vida... estando nós plenos de todas as nossas funcionalidades!


quarta-feira, julho 9

tento na tecla, ó faxabôre!

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Como em tudo na vida é necessário ter-se bom senso. Certamente todos concordamos com a opinião da Patti. No meu caso subscrevo o seu texto todinho. Nunca fui tipo de entrar em discussões e polémicas inúteis e sempre respeitei as opiniões das pessoas. Não tenho por hábito meter-me em conversa alheia. Querem saber a minha opinião? Pois com certeza, só têm que a pedir. Mas também não gosto de diálogos surdos. Infelizmente alguns acabam por interpretar erradamente algumas opiniões e sentem-se julgados, muitas das vezes criando ódiosinhos de estimação.

Na vida real, fora da Internet e dos blogues, é natural que ocorra o confronto de ideias, no entanto parece que na vida virtual acontece com alguma frequência, e sem o bom senso necessário. Volta e meia acaba por surgir um grupo de pessoas que, mesmo com opiniões semelhantes e características mais ou menos comuns em determinados assuntos, por vezes, acabam por se envolver em discussões entre si, criando inimizades, sem se conhecerem pessoalmente.

Já presenciei isto em fóruns de discussão, comentários de blogues, principalmente nos dedicados a temas polémicos, como a política e o desporto, mas em blogues pessoais é um disparate. Um dos motivos para que tal aconteça, imagino, é que muitos pensam que a Internet é a última fronteira da liberdade. Que ali podemos fazer o que queremos, podemos dizer o que nos vai na real gana. Publicar por pensar e comentar por comentar.

Quem assim age normalmente incorre no erro de concluir que todos pensam do mesmo modo que ele, que o seu bom senso é igual ao de todos. Criam-se ambientes sem regras, sem moderação, sem qualquer limite, sujeitos à confrontação mas no mau sentido. E aí, de repente, estamos às voltas com discussões estéreis, sem fundamento, por vezes indecorosas. Para mim tudo se resume a uma questão de boa educação. Se visito determinado blogue e pretendo lá deixar a minha opinião, um comentário, até uma rectificação que sinta oportuna, certamente que o saberei fazer na exacta medida em que o que aqui escrevo também estará sujeito à opinião pública, e ainda bem.

Optei por não colocar algum tipo de regra ou moderação nos comentários deste blogue. Preferi ter "portas abertas" mas não aprovo que algumas “pestes virtuais” possam incumprir a ética. Reservo-me o direito de apagar qualquer comentário que julgue desajustado, inoportuno ou mal-educado. Mesmo até para terminar discussões à nascença, não quero deixar que um simples mal entendido se desenvolva.

Sendo eu um banal blogueiro, e não estando sujeito a critérios pré-estabelecidos dos assuntos que publico, tento evitar qualquer tipo de desentendimento. Vou usar dos direitos que aceitei à partida, fazendo-me valer do meu espaço, do meu “poder”, tendo a liberdade de estabelecer as regras com que me quero gerir. Espero ter apenas um pouquinho de bom senso no que faço aqui.


terça-feira, julho 8

e ainda me falta um mês para as férias!

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Alguns de vocês já devem ter tido aquela sensação de ver uma pessoa pela primeira vez e pensar que a conhecem de algum lugar? E assistir a um acontecimento do qual já tenham sido protagonistas em outra ocasião? Ou ao conversar com alguém perceber que já tinham falado exactamente as mesmas palavras anteriormente?

Mas o que é isto? Oh pá, mas isso é um “déjà vu”!

“Déjà vu” é quando nós vemos ou sentimos algo pela primeira vez e temos a sensação de já ter visto ou experimentado isso anteriormente. Dura somente umas fracções de segundo, traduz-se por uma estranha impressão de já ter vivenciado a cena presente e mesmo saber o que se vai passar em seguida, ainda que a situação que esteja a ser vivida seja inédita. O ”déjà vu”, ou paramnsia como também é conhecido, tem sido ao longo dos anos objecto das mais díspares tentativas de interpretação, mas para nós, comuns mortais, continua a ser um quebra-cabeças inexplicável.

Hoje mesmo voltei a sentir essa estranha sensação quando no local de trabalho participava numa conversa entre colegas. Aquela coisa esquisita de ficar a matutar, e acreditar, que já tinha participado naquela mesma conversa com os mesmos intervenientes, algures num tempo e espaço indeterminados.

Tentei perceber como se explica este fenómeno. A expressão francesa “déjà vu”, que significa “já visto”, é usada para referir um fenómeno que acontece no cérebro de diversas pessoas. O termo foi aplicado pela primeira vez por Emile Boirac (1851-1917), um estudioso interessado em fenómenos psicológicos. Existem várias teorias explicativas, tais como percepção, recordações longínquas ou até o sobrenatural, mas todas completamente vagas e subjectivas. O que dizem os estudos é que essa sensação é causada por um estado do cérebro, por factores neuroquímicos. Os especialistas afirmam que é uma experiência baseada na memória e que os centros de memória do cérebro são os responsáveis pelo fenómeno. Outros dados mais recentes apontam para que situações de stress ou fadiga possam favorecer, neste contexto disfuncional, o aparecimento do fenómeno, mas a causa precisa deste “curto-circuito” cerebral permanece ainda desconhecida. Até lá, até que as Neurociências venham fazer definitivamente luz sobre o assunto, vamos gerindo com uma pontinha de estupefacção e de incredulidade os nossos: “Esta cena parece-me familiar. Mas onde raio é que eu já vi isto?

segunda-feira, julho 7

pois bem!

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Devem já ter reparado que o gabinete ficou entregue a um xôr cozinheiro "Manuel Vá com Deus", todo contente por fazer horas extra com todo este tempo de antena, e a fazer de cicerone às visitas. Espero que se tenha portado bem com os tachos e não vos tenha chateado muito!

Contava eu andar por aqui a visitar-vos, recorrendo à internet institucional, mas um tal de xôr Servidor não esteve pr'aí virado e não me deixou alternativa do que apenas fazer este postinho muito mal-ajambrado.

Até amanhã, se a dona Internet quiser! E se não quiser, pois vão dizendo que a dita e o xôr Servidor andam de candeias às avessas, vou por cá fazendo o meu trabalhinho que é para isso que me pagam.

Toma lá que já almoçaste...

sábado, julho 5

gabinetêvê [7]

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Cozinho para o povo




Bom fim-de-semana, de preferência sem tachos...


sexta-feira, julho 4

as crianças das mil vezes

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Com uma equipa especializada de 15 pessoas, o CRIAR - Centro de Educação e Terapia de Crianças e Adolescentes, Lda, desenvolve um trabalho imprescindível em várias áreas relacionadas com o apoio pedagógico ou clínico na infância. Ana Isabel Aguiar, terapeuta e sócia-gerente do CRIAR, em entrevista ao jornal “O Primeiro de Janeiro”, Agosto de 2006, abordou, sobretudo, o caso das crianças com perturbações do espectro autista, problemática na qual o CRIAR se tornou especialista, “surgem-nos muitas situações diferentes. Aquelas que designamos por dificuldades específicas de aprendizagem, onde está inserida a dislexia, em que a criança, apresenta dificuldades de aprendizagem da leitura e escrita de tal forma graves, que poderão impedir o processo de aprendizagem académica, com todas as consequências sócio-emocionais que daí advêm. Outro tipo de dificuldades de aprendizagem que nos surgem com muita frequência não têm subjacentes aspectos inerentes à criança, mas são consequência de aspectos de desmotivação, ansiedade, ou questões relacionadas com o meio envolvente. Com muito menos frequência surgem situações ainda mais específicas, como a discalculia; não estamos a falar das dificuldades inerentes à matemática que todos ouvimos falar, mas em problemas que surgem em estádios muito precoces quando as crianças não conseguem adquirir as competências que se esperam nos primeiros anos de escolaridade. Por último, recebemos crianças com problemas de ordem emocional, como dificuldades de relacionamento, ou dificuldade de comportamento, tanto no contexto familiar como escolar”.


O CRIAR, no entanto, recebe muito mais crianças com alterações de desenvolvimento do foro das perturbações do espectro autista, do que propriamente com dificuldades de aprendizagem, dado não existir resposta para estes problemas num grande número de instituições, tanto públicas como privadas. Ana Isabel Aguiar esclarece: “Recebemos em grande número crianças com autismo e, cada vez mais, com Síndrome de Asperger (SA), o qual faz parte do leque das perturbações do espectro autista. São casos mais ligeiros, podendo passar despercebidas nos primeiros anos de vida. Hoje, sabe-se que o SA é muito mais frequente que os casos de autismo clássico, tendo consequências gravíssimas se não forem diagnosticadas a tempo.


O Autismo é uma alteração do desenvolvimento que incide particularmente em três aspectos: na comunicação, não só ao nível da linguagem, mas também na aquisição de gestos que tenham o intuito de comunicar; no relacionamento interpessoal, estas crianças isolam-se e parecem possuir mais interesse no meio físico do que no meio social e humano - podem passar horas com um objecto que as atrai e que manipulam de forma repetitiva e estereotipada. “Uma criança não pega num carrinho para brincar normalmente, vira-o ao contrário e passa horas a mexer nas rodas, por exemplo. Isto está relacionado com a terceira dificuldade, problemas imaginativos. Estas crianças não brincam ao “faz de conta”, é algo muito impressionante pois estamos habituados a ver as crianças sempre a brincar, no fundo é o seu “trabalho”. Não interagem com outras crianças, e raramente com adultos, excepto para satisfazer as suas necessidades”, informa Ana Isabel Aguiar.


O SA caracteriza-se como o extremo mais ligeiro das perturbações do espectro autista. Embora não tenham a mesma dificuldade em adquirir a linguagem, a comunicação está muito comprometida. São crianças que por vezes aprendem a falar muito bem, utilizando até termos “caros” para a idade, e uma articulação perfeita. Porém, o domínio não verbal da comunicação está comprometido, ao nível dos gestos, da postura, da entoação da voz e do contacto ocular. A comunicação é feita unidireccionalmente, em vez de falar connosco, falam para nós. Normalmente, o desenvolvimento intelectual não está comprometido, pelo contrário, às vezes são crianças com inteligência acima da média, mas só revelam as suas capacidades nas situações que vão ao encontro dos seus centros de interesse. Segundo Ana Isabel Aguiar, “estas crianças têm grandes dificuldades ao nível do relacionamento com colegas e mesmo com adultos, primeiro porque têm os seus interesses estabelecidos, ignorando tudo o que não vá nesse sentido e, segundo, porque são muito mal interpretadas pelos adultos, uma vez que não apresentam nenhum sinal externo, por exemplo fisionómico, indicativo de alteração de desenvolvimento. Falam e são inteligentes, o que faz com que hajam interpretações erradas, como por exemplo, “se são inteligentes para uma coisa também têm de ser para outras”. Mas, a verdade, é que estas crianças são hiper-selectivas podendo desenvolver conhecimentos e competências extraordinárias numa determinada área e simultaneamente apresentar muitas dificuldades na resolução de pequenos problemas do dia-a-dia. Geralmente têm medo de arriscar, pois a sua inteligência permite-lhes antecipar as dificuldades e detestam qualquer alteração imprevisível às rotinas do quotidiano. A falta de habilidade nas situações de interacção social, leva-as a reagir ou comportar-se de forma desadequada, sendo frequentemente apelidadas de mal-educadas. Os próprios pais sofrem bastante com esta situação, pois para além de não compreenderem e não saberem como lidar com os seus filhos, são muitas vezes acusados de não os saberem educar”. Nos primeiros anos de vida “estas crianças não têm as reacções de uma criança dita normal, por exemplo, não correm para nós quando chegamos a casa. Naturalmente que a ausência deste tipo de reacções desencadeia uma enorme frustração nos pais. A parte afectiva parece estar adormecida, o que não é verdade, pois se houver interacção, elas respondem positivamente a esses estímulos afectivos. São pormenores que parecem insignificantes mas fazem toda a diferença”. Alguns sinais que podem revelar a presença do SA são: ausência da vontade de comunicar, ausência de gestos com significado comunicativo, ausência de contacto ocular com intuito de comunicar, ausência de jogo simbólico, problemas de sono e alimentação e birras sem razão aparente. Isto deve-se ao facto de serem crianças de rotinas, e quando alguma situação inesperada acontece ficam perturbadas. “É necessário ajudá-los a antecipar as mudanças, sobretudo recorrendo a ajudas visuais. Estes indivíduos conseguem adquirir competências, mas têm uma forma diferente de aprender, tendo de ser respeitados. Costumamos dizer que são «os meninos das mil vezes», pois é necessária muita perseverança para que realizem as aprendizagens esperadas para a sua idade. Normalmente sentem-se atraídos por matérias muito objectivas, como biologia, matemática, informática, geografia. A psicologia, a filosofia, e tudo o que tenha a ver com conceitos mais abstractos, assim como as relações humanas, tantas vezes imprevisíveis e incompreensíveis, não constituem os seus centros de interesse.
O sucesso da intervenção psicológica depende de vários factores, sendo importante um diagnóstico precoce assim como a intensidade da intervenção e as características da própria criança”. Na fase adulta estes indivíduos tão especiais e enigmáticos encontram, por vezes, o seu espaço, e, os outros, já se adaptaram a eles respeitando as suas idiossincracias. Muitos deles conseguem adquirir competências que lhes permitem trabalhar. Há exemplos de indivíduos com esta perturbação que se tornaram professores universitários muito competentes. Segundo a nossa entrevistada, “são aqueles professores, que alguns de nós já tivemos, que passam a aula toda a olhar para o tecto a debitar matéria e, quando nos aproximamos para tirar alguma dúvida, eles são muito amáveis, mas explicam exactamente da mesma maneira, pois não conseguem colocar-se no nosso ponto de vista. Muitas vezes é a imagem do génio excêntrico e distraído, que só vive para o trabalho. Muitos não conseguiram ser diagnosticados correctamente sendo erradamente diagnosticados como esquizofrénicos ou com outro tipo de distúrbios emocionais. Poucos tiveram a sorte de ter pais e professores que respeitaram a sua forma muita especial de pensar e aprender, enveredando por aquilo que mais gostaram, conseguindo hoje realizar-se a nível profissional, muitos deles verdadeiros génios. A nossa esperança no CRIAR é que os nossos “meninos” mais novos que estão a ser ajudados consigam, não só a nível profissional, mas também em termos de relacionamento interpessoal e social, atingir uma integração o mais plena possível. Eles podem aprender facilmente as matérias escolares no caso de utilizarmos métodos e estratégias adequados às suas especificidades. Mas ao nível interpessoal têm muita dificuldade em adquirir competências que lhes permitam um relacionamento ajustado. Por exemplo, se alguém faz uma asneira numa sala de aula elas denunciam logo o infractor, pois são crianças que não conseguem mentir neste tipo de situações em que os códigos do relacionamento interpessoal são muito subtis. O convívio com estas crianças é muito gratificante, tanto para os técnicos, como para os professores e colegas quando passam a entende-los”. Hoje sabe-se que estes problemas têm uma causa orgânica. Durante muitos anos pensou-se que era um problema de ordem emocional, derivado de uma relação mãe/filho distante, o que causou uma culpabilidade muito grande nos pais. Há registo de situações em que as crianças foram retiradas da família, o que se revelou um fracasso total, visto os pais não terem qualquer responsabilidade nesta matéria. O autismo é diagnosticado cada vez mais cedo, segundo a nossa interlocutora, “graças a uma crescente sensibilidade por parte dos médicos e professores, já temos crianças que começam a intervenção por volta dos 12 meses.


As outras problemáticas que aparecem no CRIAR, como as dificuldades de aprendizagem surgem naturalmente mais tarde. Se tudo correr bem, por volta dos quatro/cinco anos, mas muitas vezes só quando iniciam a escolaridade. Os problemas do foro emocional surgem, nas crianças, em qualquer idade, variando muito em função do tipo de problemática. Nas palavras da nossa entrevistada, “se forem problemas de hiperactividade ou de comportamento, as coisas são mais claras, e os pais recorrem mais cedo. Se os problemas são mais interiorizados, como no caso das crianças apáticas, inibidas, ou que se isolam, muitas vezes não lhes é dada a devida atenção, pois são muito sossegadas e por isso não incomodam. Mas esses são os mais graves. Portar-se mal é normal numa criança, principalmente se o meio ambiente não proporciona condições para um desenvolvimento saudável, mas uma criança que anda sempre sozinha, apática, que não brinca e não ri, pelo menos da forma a que estamos habituados, é aquela que necessita de maior apoio e atenção.


O CRIAR iniciou um projecto-piloto com uma vertente educativa nas áreas de teatro, música, pintura e dança. Ana Isabel Aguiar esclarece: “Inserir as nossas crianças em escolas de música e teatro já existentes é muito difícil dada a rigidez das regras que muitas vezes existem. No entanto, elas necessitam absolutamente destas vertentes, tal como qualquer outra criança. Resolvemos assim, criar diversas oficinas, onde procuraremos integrar crianças ditas normais com as nossas ditas especiais. Espero que haja abertura suficiente dos pais para esta iniciativa, pois não são só as crianças com SA ou autismo que beneficiam do convívio com as crianças ditas normais. Os meninos com SA e com autismo de elevado funcionamento são crianças excepcionais no que diz respeito à verdade, à transparência, à integridade e até à solidariedade quando conseguem ultrapassar a barreira da comunicação e da estranheza das regras que regulam as interacções. As crianças ditas normais poderão beneficiar muito com o convívio com estas crianças que apesar de não conseguirem imaginar, sonhar e brincar facilmente, conseguem dar e receber muito amor”.

quinta-feira, julho 3

e que tal...

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...perante as incertezas da vida, com um pouco de inteligência e ousadia, saber simular alternativas!

Adenda ao post:

A simulação é saber fingir, enganar o que não se quer. Desta característica pode depender a nossa vitória, fugir da derrota. Serve, muitas vezes, para superar uma inferioridade física, fraqueza, infortúnio.

Quantas vezes perante situações que nos parecem impossíveis de ultrapassar, procuramos na simulação, a protecção e forças. Fingir para obter meios audazes à “sobrevivência” na sociedade.

Fingimos ir para um lado e vamos por outro, ultrapassar, conquistar; fingimos sair dum lado e na realidade atacamos por outro flanco, protecção, auto-defesa; travamos por milésimos, reflectimos e, e entramos a fundo... Simulamos mesmo sem querer. A nossa imaginação é o nosso limite. Simulamos a nós próprios até para que não sejamos enganados.

Em alturas da vida podemos sentir cansaço, pressão, até medo, e onde está o socorro? Fica-se entregue a si próprio. Que fazer? Ousar, simular, enfrentar.

Nas voltas que dá a vida, nas incertezas, com inteligência e imaginação, qualquer um vai criando um sem fim de simulações, as suas máscaras alternativas. Exibir superioridade contra o medo, sentir-se “à vontade”, ser confiante e não baixar a guarda. Fazer sentir ao medo a nossa força, mesmo sendo uma falsa sensação de igualdade. Combater o medo e fazê-lo sentir que dos fracos não reza a história. Criar a sensação de vitória, motivar, para no momento certo saber sair com orgulho, ser vencedor.

ps: a adenda foi colocada após o primeiro comentário, talvez por sentir que a mensagem estaria muito vaga, demasiado dissimulada, só isso...


quarta-feira, julho 2

tattoodo doido!

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Quem tem televisão por cabo já deve ter visto, ou reparado, no programa Miami Ink. É um programa bem disposto que retrata o dia-a-dia numa loja de tatuagens, onde artistas, da arte, desenham o corpo dos clientes e revelam momentos das suas vidas. E por essa via devem também ter conseguido angariar muitos mais clientes, digo eu! Embora admire o trabalho da arte corporal, da habilidade e criatividade dos tatuadores, dos desenhos, coloridos ou não, que os tatuados exibem na pele, pessoalmente, não estou a sentir que no futuro a minha pele sensível venha a ser tatuada. Tivesse talvez a sorte de um dia visitar essa loja e, talvez já disse, deixar só a Kat usar as suas agulhas tatuadoras para fazer um pequeno retrato de uma castiça que eu cá sei. Não digo que não, mas como isso é muito improvável até nem me custa nada dizê-lo.

Cada qual é como é, dono do seu corpo. É sobretudo uma questão de gosto, moda e decisão pessoal. É natural que hoje em dia se vejam cada vez mais tatuagens, grandes ou pequenas, discretas ou não. De qualquer forma, sempre chamam a atenção e, mais agora nestes dias de calor, exibem-se tatuagens bonitas, expostas em locais visíveis do corpo. Já para nem falar de outras bem mais imaginativas e íntimas zonas corporais. Ah, só falta depois ouvir aquela gente, que olha com cara de censura para quem está tatuado: “Mas onde é que já se viu isto!”.

Alguns optam apenas por um pequeno desenho, uma referência a algo pessoal, memória de alguém próximo ou de um momento na vida. Outros por simples fetiche. Alguns fazem do corpo um autêntico mural, que lhes cobre quase a totalidade da epiderme de traços interligados e desconexos. A tatuagem ficará lá, impressa na pele, para toda a vida. A escolha do desenho, ou da mensagem, terá que ser desejada e bem reflectida, sob pena de, mais tarde por um arrependimento qualquer, se poder vir a ter uma “marca” indesejável e assim deixar de fazer sentido.

Um destes dias cruzei-me com um indivíduo que tinha parte da cara tatuada, um desenho estranho até. Fez-me logo lembrar em alguns daqueles povos indígenas, que se vêm em programas como o National Geographic, que tatuam os seus corpos baseados nas suas culturas e tradições. Não é nada usual deparar-me com uma tatuagem na cara, tipo um Mike Tyson de trazer por casa. Até devo ter feito uma expressão estranha, é que o desenho não era lá grande coisa. Tinha no entanto um pormenor, visível por entre as cordas de rastas, que por instantes me deixou a pensar!

O que levaria um gajo a andar com um nome gravado na testa?


terça-feira, julho 1

interrogações

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Porque é que quando ligamos para um número por engano, este nunca está ocupado?
Porque carregamos o comando remoto com mais força, quando a pilha está fraca?
E insistir com o botão do elevador, faz com que ele chegue mais rápido!
Os tipos que inventaram o relógio, como sabiam eles que horas eram, para o poder acertar!
Porque é que alguns acordam os outros para perguntar se estavam a dormir?
Olha lá, aquela placa que diz "É proibido pisar a relva", como foi colocada no meio do jardim! Porque quando alguém pergunta se encontramos um objecto perdido, temos a mania de perguntar: "Onde foi que o perdeste?"!
E as pessoas que apontam para o pulso quando querem saber as horas, porque não apontam para o rabo quando querem saber onde fica a casa de banho?
Se os homens são todos iguais, por é que as mulheres escolhem tanto!

Tivesse eu mais juizinho, e preparado um post em condições, não estaria pr’aqui com perguntas destas…