Ok, confesso. Eu próprio, na minha adolescência, também aderi a algumas modas. Usei diversos tipos de vestuário, calçado, penteados e alguns adereços próprios da época dos oitentas, estranhos aos olhos de muita gente dita conservadora. As modas, e suas tendências, fazem parte da sociedade, moldando-a ao gosto de cada um.
Não é de hoje.
Tenho visto por aí cada vez mais adolescentes com as calças ao fundo do rabo e as camisolas esticadas até à cintura. Gradualmente os jeans têm vindo a descer ao ponto de já ultrapassarem a nadegueira, deixando completamente a descoberto as cuecas, e as camisolas ou mingaram ou cortaram relações com as calças.
Expliquem-me por favor, como se fosse um burro, um daqueles adolescentes mesmo burros, pois não entendo esta moda. Isto é, moda ou parvoíce. Parece-me mais parvoíce. Não acredito que as miudas achem piada às cuecas dos marmanjos metidas no rabo.
Podem dizer que estou a ficar cota, porque estou, mas há uns chavalos com cada pancada! Ao vê-los dá-me logo uma vontade enorme de tirar o cinto, não para o oferecer, prestando assim qualquer tipo de caridade, mas antes para marcadamente lhes recordar a função para a qual o cinto existe. Mais ridículos se tornam quando caminham, presos de movimentos, que "gandas malukos"! Ah... espera aí! As cuecas não são umas cuecas quaisquer! São "boxers". Azuis, vermelhos, amarelos, às riscas ou estampados, cores berrantes a condizerem com as calças de ganga amarfanhadas nos joelhos.
Ontem mesmo, enquanto aguardava o meu filho na porta da escola, vi um fedelho naqueles preparos a atravessar a rua, tentando correr para evitar ser atropelado por um qualquer condutor abismado com tal visão. Pensei logo, ó pá se fosses meu filho, levavas cá uma galheta que nem piavas!
Os putos de hoje têm cada panca... "É à Dred!" - diz-me logo um colega do meu filho.
- Pai! Já viste, vê-se as cuecas e se calhar até estão borradas!
Vendo aquela triste figura, só dá mesmo vontade de rir e concluir mais uma vez que esta juventude está mesmo perdida. Serão estes os homens do futuro, de calças na mão?








