sexta-feira, maio 9

geração cueca

Partilhar

Ok, confesso. Eu próprio, na minha adolescência, também aderi a algumas modas. Usei diversos tipos de vestuário, calçado, penteados e alguns adereços próprios da época dos oitentas, estranhos aos olhos de muita gente dita conservadora. As modas, e suas tendências, fazem parte da sociedade, moldando-a ao gosto de cada um.

Não é de hoje.
Tenho visto por aí cada vez mais adolescentes com as calças ao fundo do rabo e as camisolas esticadas até à cintura.
Gradualmente os jeans têm vindo a descer ao ponto de já ultrapassarem a nadegueira, deixando completamente a descoberto as cuecas, e as camisolas ou mingaram ou cortaram relações com as calças.

Expliquem-me por favor, como se fosse um burro, um daqueles adolescentes mesmo burros, pois não entendo esta moda. Isto é, moda ou parvoíce. Parece-me mais parvoíce. Não acredito que as miudas achem piada às cuecas dos marmanjos metidas no rabo.

Podem dizer que estou a ficar cota, porque estou, mas há uns chavalos com cada pancada! Ao vê-los dá-me logo uma vontade enorme de tirar o cinto, não para o oferecer, prestando assim qualquer tipo de caridade, mas antes para marcadamente lhes recordar a função para a qual o cinto existe. Mais ridículos se tornam quando caminham, presos de movimentos, que "gandas malukos"! Ah... espera aí! As cuecas não são umas cuecas quaisquer! São "boxers". Azuis, vermelhos, amarelos, às riscas ou estampados, cores berrantes a condizerem com as calças de ganga amarfanhadas nos joelhos.

Ontem mesmo, enquanto aguardava o meu filho na porta da escola, vi um fedelho naqueles preparos a atravessar a rua, tentando correr para evitar ser atropelado por um qualquer condutor abismado com tal visão. Pensei logo, ó pá se fosses meu filho, levavas cá uma galheta que nem piavas!

Os putos de hoje têm cada panca... "É à Dred!" - diz-me logo um colega do meu filho.

- Pai! Já viste, vê-se as cuecas e se calhar até estão borradas!

Vendo aquela triste figura, só dá mesmo vontade de rir e concluir mais uma vez que esta juventude está mesmo perdida. Serão estes os homens do futuro, de calças na mão?


quinta-feira, maio 8

de fazer água na boca

Partilhar

O filme sobre os Rolling Stones realizado por Martin Scorsese, «Shine a Light», estreia hoje nas salas de cinema. A mítica banda de Mick Jagger, Keith Richards, RonWood e Charlie Watts actua perante pouco mais de duas mil pessoas num pequeno espaço como o Beacon Theatre de Nova Iorque em Outubro de 2006. «Shine a Light» é um misto de documentário e concerto. Antes de se ouvir “Jumpin Jack Flash”, o primeiro tema, vêem-se câmaras soltas a passearem-se pelos bastidores do Beacon e as equipas técnicas a prepararem-se para os dois dias de filmagens. Aí vêem-se os encontros de “Marty” Scorsese, como Jagger chama ao realizador, com a banda. As tais já famosas “discussões” entre o vocalista e o cineasta: Scorsese queria muitas câmaras. Jagger preferia ter mais espaço para correr de um lado para o outro e dançar energicamente, do alto dos seus — em Setembro de 2006 — 63 anos. Vemos as dores de cabeça do realizador, um conhecedor e fã da banda inglesa, ao não conseguir arrancar do grupo um alinhamento dos temas que vão tocar. “Shine A Light”, diga-se, não apresenta muita novidade no que diz respeito a filmes sobre bandas. Em comparação com antigos trabalhos ligados à música de Martin Scorsese, como “No Direction Home”, sobre Bob Dylan, este filme tem pouco de documentário. Entre os temas do concerto, o realizador optou por recuperar pedaços de entrevistas antigas de cada um dos membros da banda, sobre vários temas que envolvem os Stones, como a longevidade ou o consumo de drogas. Ainda assim, na filmagem das músicas, nota-se alguma técnica cinematográfica, e não específica de DVD, com planos muito dirigidos para as telas. Para ver, ouvir e dançar na cadeira.



The Rolling Stones, Satisfaction, 1965 - Television rock & roll show

quarta-feira, maio 7

pois é...

Partilhar

A má disposição não resolve problema algum.
As contrariedades não alteram a natureza das coisas.
O desânimo não completa o trabalho que só o tempo faz.
O mau humor não modifica a vida.
A irritação não impedirá o divertimento.
A tristeza não indica o caminho.
O desinteresse não
realiza ninguém.
As lágrimas não substituem o suor vertido em benefício da realização pessoal.
A dor não impede um sorriso.
As reclamações, jamais acrescentarão nos outros um pouquinho de simpatia...
uiiii.... tou feito!





terça-feira, maio 6

as coisas que um gajo esquece!

Partilhar

Ontem decidi lavar o carro. Peguei nas chaves e, quando ia a sair de casa, reparei que tinha correspondência em cima da mesa.

-OK, vou lavar o carro, mas antes vou ver se há alguma coisa urgente.

Ponho as chaves do carro na mesa e, no correio, vejo que tenho algumas contas para pagar e muita propaganda inútil, pelo que decido deitá-la fora.

- Mas o cesto do lixo está cheio!

Então, lá vou eu esvaziá-lo no ecoponto. Coloco as contas sobre a mesa, e me lembro que também poderia desde já pagar as contas no Multibanco. Coloco o lixo de papeis num saco, pego nas contas e vou em direcção à porta.

-Uiiii… onde está o cartão do Multibanco? Na carteira? Sim mas onde? Ahhhh… no bolso do casaco que vesti ontem!

Ao passar pela mesa de jantar, olho para uma garrafa de cerveja que bebia.

-Ok, vou buscar o cartão, mas antes guardo a cerveja no frigorífico.

Vou em direcção à cozinha quando noto que a planta de um vaso parece murcha e deve ser regada, coitada. Coloco a garrafa de cerveja no balcão da cozinha, quando…

-Ah! Encontrei o carregador do telemóvel! Estava à procura dele faz tempo! É melhor recarregar o telemóvel desde já!

Pego numa jarra, encho-a de água e vou em direcção ao vaso.

-Olha! Deixaram o comando da televisão aqui em cima! Depois, à noite quando quisermos ligar a tv, ninguém se vai lembrar de o procurar na cozinha. É melhor levá-lo já para a sala.

Pouso o telemóvel sobre a mesa e pego no comando. Deito água na planta, mas como sou um desastrado entorno um pouco no chão. Deixo o comando no sofá e vou buscar um pano. Vou andando pela sala, procuro ver as horas mas reparo que é preciso trocar a pilha do relógio de parede.

Estou caminhando e matutando sobre o que é que ia fazer!!!

-Ah! O telemóvel… Depois! Primeiro o pano.

Pego nele. Vou em direcção ao vaso, e vejo o cesto do lixo cheio de papeis…


Ufffa…


Final do dia: o carro continua por lavar, as contas não foram pagas, a cerveja lá está, quentinha, a planta levou só metade da água, não sei do cartão do Multibanco, nem onde estão as chaves do carro, o telemóvel ficou sem carga e não faço ideia que horas são!

Ainda tento entender porque é que não fiz nada e estive ocupado o dia inteiro.

-Bem, antes, acho que vou ver o resto do correio…

(texto adaptado)

segunda-feira, maio 5

sumário:

Partilhar


domingo, maio 4

mãe

Partilhar


Que tem no rosto as marcas do tempo, da brisa e do vento, dedicação e alento, aos filhos amados.


Que viu chorar e sossegou, a sorrir e brincar ensinou, os segredos da vida.

Que na esperteza e vaidade, nas palavras em silencio, dos olhos, espelham verdade.

Que no toque das mãos, sabedoria do lar, nos modelam a vida.

Que o colo não esquece o aconchego, o poder de amar, histórias e sonhos.

Que mesmo distante, Mãe, é a tua força e carinho, o maior bem, o amor.



Na versão "mãe galinha" seria:



sábado, maio 3

voltar

Partilhar

Em toda nossa vida percorremos um caminho... não se sabe se é longo ou curto, mas o que importa são as pessoas que conhecemos e que nos ajudam a completar o nosso destino.



sexta-feira, maio 2

tolerância de ponte

Partilhar

Enquanto uns fazem “ponte”, cá o “je” marca o ponto. Não, não estou a reclamar. Se há dias em que dá gozo sair para o trabalho, são estes. Saber que haverá menos trânsito, que encontrarei lugar vago no metro, que poderei atravessar a rua na passadeira sem perigo de vida, que poderei almoçar em silêncio e tranquilidade... Ah, isto sim, uma cidade deveria ser sempre assim, calma.

Mas aí paro e penso: -Que diacho estarão os outros a fazer? Eu bem sei que muitos trabalhadores aproveitam e fazem "ponte", tiram umas mini-férias, um período de descanso bem merecido.

De uma tolerância de ponto era o que eu precisava, mas e o défice? -Ahh não, não pode ser porque o país precisa é de quem trabalhe. Então está bem!

Aí retomo o trabalho e volto a pensar: -Se assim é, porque será que há a ideia generalizada que certos funcionários não gostam de trabalhar e que estão constantemente a ausentar-se do serviço, aproveitando todas as tolerâncias e os feriados do calendário?

Se isso pode acontecer com alguns, a verdade é que também se pode dizer que os outros têm mais a fama que o proveito. É assim como uma espécie de visão invertida da realidade, é o que é!

valeu

Partilhar

Orgulho e vergonha. Quase não dá para saber que são irmãos.
Parecem tão diferentes.
O orgulho enche o peito. A vergonha abaixa a cabeça.
O orgulho se exibe. A vergonha se esconde.
O orgulho busca ser visto. A vergonha busca passar despercebida.
As duas emoções têm o mesmo efeito.
O orgulho nos leva para longe. A vergonha nos mantém longe.
Se o orgulho é aquilo que vem antes de uma queda, a vergonha é aquilo que nos impede de levantar após a queda.
Noites de insónia, momentos para reflectir a nossa vida.
Ao olhar para trás vemos loucuras cometidas em certos momentos, actos de consciência que vivemos.
Noites de poucas horas de sono, por causa daquele tão esperado momento.
A vida precisa de um pouco de equilíbrio.
Chorar quando for preciso, desabafar aquela agonia incontrolável.
Sentir cansaço...
Sentir que no fim da noite valeu a pena!


quinta-feira, maio 1

shiuuuuuu...

Partilhar

Hoje não me falem em trabalho!